Toyota C-HR + AWD: um integral multifacetado
Entre outras diferenças, o sinal + deste modelo indica um valor mais dispendioso, num automóvel com maiores cotas, tanto no exterior como no habitáculo. É mais potente e diferenciado nas escolhas das motorizações. Ao volante do “Lounge AWD” descobrimos as diferenças.
FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)
Uma das mais evidentes diferenças tem a ver com as motorizações dos C-HR, que concedem as tecnologias híbridas e “plug-in” acopladas a transmissões de variação contínua, concebidas sobre plataformas para motorizações híbridas (gasolina+elétrico) enquanto as versões C-HR +, disponibilizam motorizações elétricas, três níveis de potência e igual número de configurações, que derivam da plataforma elétrica BZ4X, de raiz concebida para veículos elétricos.
Num breve contacto ao volante, conduzimos a mais entusiasmante de tração integral, com dois motores eléctricos, um por cada uma das vias. Nas dimensões e face ao C-HR o sinal + significa mais comprimento, nesta versão AWD a passar ligeiramente dos quatro metros e meio (4.530 mm) e mais próxima dos dois metros na largura (1.970 mm).
Na altura e com jantes de 20” que montam pneus 235/50, esta passa do metro e meio (1.595 mm). Nos números mais importantes, este AWD Lounge começa nos 53.500 euros, na gama C-HR + em que o exclusive 4×2 é proposto a partir dos 41.480 euros.
Com bons acessos ao interior, tanto aos lugares dianteiros como traseiros, o C-HR+ concede boas cotas de habitabilidade, e um bom acesso à bagageira de 416 litros, modulável devido ao rebatimento dos assentos traseiros.
Os diversos ajustes para quem se sentar ao volante, permitem encontrar uma posição de condução muito boa, com bons ângulos de visibilidade para a frente e laterais. Para a traseira, um óculo de reduzida altura, e o conjunto formado pelo pilar ‘C’ são mitigados por um sistema 360º muito eficaz, através do visor central táctil. Ainda em relação ao volante e na maior parte dos ajustes, acaba por obstruir a leitura do painel de instrumentos.
No que diz respeito aos arrumos para os passageiros dos assentos dianteiros, as soluções encontradas não deixaram a melhor das impressões. A consola central disponibiliza um espaço aberto de ambos os lados, enquanto a que tem tampa superior, concede boa arrumação mas abre a 90º para o lado de quem conduz, dificultando o acesso a quem se sentar ao volante.
Uma nota final positiva, tem a ver com a existência de vários botões e comandos a que se chega facilmente, tornando muito intuitiva a utilização das funcionalidades deste automóvel.
Ao volante e se negligenciar a possibilidade de circular em “eco”, as acelerações são entusiasmantes e nos 0-100 km/h, concedem sensações idênticas às de um Yaris GR – um integral de 280cv. Com um peso à volta dos 2.000 kg, este C-HR + pode colocar no solo 252,2 kW ou se preferirmos 343cv, que permitem uma alargada gama de utilizações, desde o modo “eco” às acelerações e reprises muito próximas de um desportivo, mas com habitabilidade e conforto de rolamento, dignas de um bom familiar.
Para a habitual potência de retenção disponibilizada nos veículos elétricos, atrás do volante, as patilhas (+/-) permitem nivelar o efeito, que permite poupar os travões, de elevada eficiência e progressividade. Com um bom nível no conforto de rolamento, o equilíbrio dinâmico é fácil de atingir, e isso reflete bons consumos de energia.
Nestes incluímos a utilização da climatização e ar condicionado. Num breve contacto ao volante em percurso misto (AE+EN+Urbano) o consumo médio registado foi de 13,4 kWh, num automóvel equipado com uma bateria de 77 kW e consumos WLTP entre os 13,4 e 15,7 kWh.

