Candidatos não faltam na passadeira vermelha
Lista de inscritos Devido ao fenómeno atmosférico que aconteceu na zona centro do país, no início do ano, a estreia do Campeonato Portugal de Ralis foi adiada, pois o Rali Vidreiro, previsto para a zona de Leiria, não se pôde realizar, transitando para novembro. Coube ao Clube Automóvel de Amarante avançar com o Rali Terras D’Aboboreira, esta sexta-feira e sábado…
PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)
As tempestades que, no início do ano, assolaram o país e tantos estragos causaram, em particular na zona centro, levaram ao adiamento do Rali Vidreiro/Centro de Portugal, que devia ter aberto o Campeonato de Portugal da especialidade, para o final da temporada, o que faz com que seja o Rali Terras d’Aboboreira a dar a bandeira de saída da competição.
O Rali da Croácia, no passado fim-de-semana, o Rali das Canárias, no próximo, ambos a contar para o “Mundial”, e o Rali da Andalucia, este fim-de-semana, que abre o “Europeu”, impediram a presença de mais pilotos estrangeiros na prova amarantina, onde era habitual estarem presentes como forma de preparação para o Vodafone Rally de Portugal, o “senhor” que se segue.
Contudo, o facto de a prova marcar o arranque do Campeonato de Portugal de Ralis e ainda do “European Rally Trophy”, doPeugeot Rally Cup Iberica, do Peugeot Rally Cup Portugal e do Challenge Clio Rally5, e contar, ainda, para o Campeonato Promo faz com haja 59 equipas inscritas, o menor número dos últimos anos.
Com a Toyota e a Hyundai a prescindirem de pilotos estrangeiros, como sucedeu nos últimos dois anos, com os títulos a serem conquistados pelo inglês Kris Meeke (2024) e pelo espanhol Dani Sordo (2025), a luta pelo ceptro vai ser entre os veteranos e os jovens, que passaram a ser as apostas das marcas japonesa e sul-coreana.
No primeiro caso estão Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), o mais titulado (sete), cujo último título data de 2022, José Pedro Fontes (Lancia Ypsilon Rally2), que assinala o regresso da marca italiana às estradas nacionais, onde esteve em evidência nas décadas de 80 e 90 do século passado.
Ricardo Teodósio (Citroën C3 Rally2), que troca o Toyota Yaris pelo carro da marca francesa e que, tal como José Pedro Fontes, vai ter de ter uma fase de adaptação ao novo carro, Ruben Rodrigues (Toyota GR Yaris Rally2) e Pedro Meireles, que aproveitaram as provas regionais para ganhar ritmo.
A Toyota confia os seus carros oficiais ao regressado Pedro Almeida (Toyota GR Yaris Rally2), ausente desde o Rali de Castelo Branco do ano passado, por discordar da decisão tomada em relação ao combustível utilizado, e Rafael Rego (Toyota GR Yaris Rally2), enquanto Hugo Lopes (Hyundai i20 Rally2) e Gonçalo Henriques (Hyundai i20 Rally2) estarão ao volante dos carros da marca sul-coreana.
Os japoneses Takumi Matsushita (Toyota GR Yaris Rally2) e Shotaro Goto (Toyota GR Yaris Rally2) e o estónio Jaspar Vaher (Toyota GR Yaris Rally2) encabeçam a lista de forasteiros e estão em fase de observação para uma eventual ascensão à equipa oficial da marca japonesa.
No que diz respeito aos troféus das marcas francesas, a marca do leão está representada por 20 equipas, 12 portuguesas, oito espanholas e uma neozelandesa, enquanto seis equipas marcam presença no arranque da competição da marca do losango.
No que diz respeito ao Campeonato Promo, no qual competem seis equipas, Henrique Rodrigues (Skoda Fabia N5) e Nelson Trindade (Skoda Fabia N5) devem discutir a vitória.
Em termos de estrada, a prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante tem um percurso renovado, utilizando em diferentes versões, algumas com novidades, as percursos percorridas em provas anteriores, o que não deixa de ser um desafio para os participantes.
O arranque acontece esta sexta-feira (15h30), com os concorrentes a terem de cumprir as primeiras três provas de classificação: Amarante (22,82 km – 16h00), Marão (12,29 km – 17h00) e Baião Vida Natural (1.75 km – 21h00).
No sábado, o dia começa com a repetição da passagem por Amarante (9h00) e Marão (10h00), para terminar com uma passagem por Baião (7,44 km – 14h00), que separa a dupla passagem por Aboboreira (22,94 km – 12h55 e 16h30), a prova de classificação mais extensa e que vai funcionar como “power stage”.

