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MotoGP Portugal 2025 gerou mais de 100 ME

Estudo da EY-Parthenon revela que 40% do público é estrangeiro e evidencia o impacto significativo da prova no turismo, no emprego e na economia nacional, competição que atraiu fãs e entusiastas de 70 países.

carlos.sousa@autolook.pt

O MotoGP Portugal 2025 gerou um impacto superior a 100 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto, principal componente do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, dos quais 56 milhões foram gerados na economia do Algarve. Os resultados confirmam a relevância dos grandes eventos internacionais enquanto motores de desenvolvimento económico, turístico e territorial.

O estudo, desenvolvido pela EY-Parthenon para a Parkalgar, revela que a prova disputada no Autódromo Internacional do Algarve registou cerca de 166 mil entradas e recebeu adeptos de 70 países. Com 40% dos espectadores provenientes do estrangeiro, o evento reforçou a sua dimensão internacional e o posicionamento de Portugal como destino de referência para o desporto motorizado.

Os dados traçam o perfil de um público maduro, qualificado e com elevado potencial económico. Entre os espectadores nacionais, o perfil mais frequente é o de um homem entre os 46 e os 55 anos, residente na região de Lisboa, que participa no evento pela primeira vez e manifesta uma forte intenção de regressar.

Já entre os visitantes internacionais, destaca-se o perfil de um homem francês entre os 56 e os 65 anos, que viaja para o Algarve especificamente para assistir à prova, acompanhado e com bilhete para os três dias do evento.

Na distribuição por mercados, Portugal representou 60% dos espectadores, seguindo-se França (12%) e Espanha (8%). Entre os visitantes não europeus, os maiores contingentes chegaram dos Estados Unidos (26%), do Canadá (21%) e do Brasil (16%), evidenciando a capacidade do MotoGP para mobilizar públicos oriundos de mercados de longa distância.

A análise evidencia também a capacidade do evento para gerar estadias turísticas relevantes no destino. Os visitantes do norte da Europa apresentam os períodos médios de permanência mais elevados, com destaque para a Finlândia (7,4 noites), a Dinamarca (7 noites), o Luxemburgo (6,7 noites) e a Alemanha (6 noites). Estes indicadores demonstram o potencial da prova para promover turismo de média duração e incentivar o prolongamento das estadias para além dos dias de competição.

Este efeito é igualmente visível na atividade turística regional. Segundo os dados analisados pela EY-Parthenon, no mês em que se realizou o MotoGP, o crescimento das dormidas e do número de hóspedes nos municípios próximos do circuito foi significativamente superior ao registado ao longo do restante ano, em particular em Portimão e Lagoa.

Em matéria de despesa turística, os maiores valores médios em território nacional foram registados pelos visitantes da Dinamarca (3.732 euros por pessoa), da Suécia (2.636 euros) e da Colômbia (2.583 euros).

O estudo conclui ainda que os visitantes oriundos de países mais distantes tendem a permanecer durante mais tempo no destino e a apresentar níveis de despesa superiores, sobretudo em alojamento e alimentação fora do recinto.

O alojamento e a alimentação fora do recinto constituem, precisamente, as duas categorias de despesa com maior relevância para a economia portuguesa, com médias globais de 438 euros e 326 euros por visitante, respetivamente.

Em termos económicos, as despesas do público geraram, por si só, 94 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto, 1.879 empregos equivalentes a tempo inteiro e mais de 32 milhões de euros em receita fiscal para o Estado português, assumindo-se como o principal motor do impacto económico associado ao evento.

«Os resultados deste estudo confirmam aquilo que temos vindo a observar ao longo dos últimos anos: o Autódromo Internacional do Algarve e o MotoGP são ativos estratégicos para o Algarve e para Portugal», começou por explicar Jaime Costa, CEO do Autódromo Internacional do Algarve.

«A realização da prova em época baixa permite gerar procura turística num período em que isso é especialmente importante para a região, ao mesmo tempo que reforça a projeção internacional do destino. O evento atrai visitantes de dezenas de países, gera estadias mais prolongadas e cria impacto económico para um conjunto muito alargado de empresas ligadas ao turismo e aos serviços», acrescenta Jaime Costa.

No total, o MotoGP Portugal 2025 representou 102 milhões de euros em Valor Acrescentado Bruto, 2.024 empregos equivalentes a tempo inteiro, 43 milhões de euros em remunerações e 35 milhões de euros em receita fiscal.

Refira-se que o Grande Prémio de MotoGP Portugal regressa ao Autódromo Internacional do Algarve já nos próximos dias 20, 21 e 22 de novembro de 2026.

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