Vaidotas Zala: a surpresa a abrir o Dakar

Toby Price (motos), Vaizotas Zala (automóveis), Aron Donzela (SSV), Ignacio Casale (quads) e Anton Shibalov (camiões) são os primeiros líderes nas respectivas categorias na prova francesa Amaury Sport Organisation (ASO) disputada na Arábia Saudita.

PEDRO RORIZ E CARLOS SOUSA (auto.look2010@gmail.com)

O australiano Toby Price (KTM), nas motos, o lituano Vaizotas Zala (Mini), nos automóveis, o polaco Aron Donzela (Can-Am), nos SSV, o chileno Ignacio Casale (Yamaha) e o russo Anton Shibalov (Kamaz) são os comandantes das respectivas categorias no arranque da edição 2020 do “Dakar”, cumpridos que foram os 319 km do primeiro SS, numa etapa que levou a caravana de Jeddah até Al Wajh.

Nos automóveis, o lituano Vaidotas Zala (Mini) surpreendeu tudo e todos ao ser o mais rápido, ao suplantar o veterano Stéphane Peterhansel (Mini), que é navegado pelo português Paulo Fiúza, por mais de dois minutos, com o “Senhor Dakar” a lamentar-se do facto de os dois não falarem bem inglês o dificulta a comunicação.

Na fase inicial do Sector Selectivo foi o qatari Nasser Al-Attiyah (Toyota) a assumir o comando, mas a sofrer três furos num curto espaço de tempo o que o levou a não ir além do quarto lugar, a mais de cinco minutos do lituano.

Destaque para o facto de Mini ter colocado três carros, o terceiro foi o do espanhol Carlos Sainz, nas três primeiras posições batendo de forma clara a Toyota, que teve no qatari o melhor representante.

Na estreia no todo-o-terreno, o espanhol Fernando Alonso (Toyota) foi 11.º, enquanto o português Ricardo Porém (Borgward) foi 22.º a pouco mais de 10 minutos do seu colega de equipa, o espanhol Nani Roma, enquanto Filipe Palmeiro, que acompanha o lituano Benediktas Vanagas (Toyota) foi 15.º.

 

TOBY PRICE JÁ LIDERA NAS DUAS RODAS

Nas motos, Toby Price, o vencedor da edição anterior, entrou ao ataque e mostrou que          quer repetir o êxito do ano passado, impondo-se por cinco segundos ao norte-americano Ricky Brabec (Honda) e 40” sobre o austríaco Matthias Walker (KTM), segundo o ano passado. Ricky Brabec começou o dia na frente, mas Toby Price depressa passou para a frente posição que manteve até final. Paulo Gonçalves (Hero) foi 12.º e o melhor dos portugueses, mas perdeu mais de oito minutos para o australiano.

António Maio (Yamaha) foi 23.º, a 24m48s de Toby Price e Sebastian Bühler (Hero) foi 32.º, a 35m13s. Mário Patrão (KTM) teve um início cauteloso, concluindo os 319 quilómetros da especial em 41.º, a 47m47s, à frente de Fausto Mota (Husqvarna), 53.º Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) teve problemas e não chegou ao ponto de passagem instalado ao quilómetro 105. Foi um dia extremamente difícil para o experiente piloto nortenho e cunhado de Paulo Gonçalves que, no final do reabastecimento, ao cabo de 90 quilómetros de prova, a moto nunca mais pegou. Apesar de ter desmontado a Hero de fio a pavio, Joaquim Rodrigues Jr. não conseguiu descodificar o problema, mas chegou até ao bivouac depois de muitas horas. A nova regra do “Joker” vai permitir alinhar, mais uma vez, para o “Dakar experience”, pelo que irá estar à partida esta segunda-feira. Como dizia com fé o piloto português, «fora das contas mas junto com os meus colegas para chegar até final».

Nos SSv, o vencedor foi Aron Donzela (Can-Am), com o portuense Pedro Bianchi Prata a terminar no 11.º lugar, navegando o piloto do Zimbabué Conrad Rautembach (PH Sport).

2.ª ETAPA DESENHADA JUNTO AO MAR VERMELHO

Para esta segunda-feira, os concorrentes vão enfrentar uma etapa de 393 km, dos quais 367 km são percorridos em Sector Selectivo, que os levará de Al Wajh a Neon, traçado desenhado junto ao Mar Vermelho. O percurso tem 65% em piso de terra, 30% em piso de pedra e 5% em piso de areia, mas não terá dunas, mas apresenta dificuldades na navegação, o que pode complicar a vida aos que falharem algum cruzamento. A navegação será especialmente importante, num dia em que os pilotos vão encontrar uma multiplicidade de pistas pela frente. Para as motos e quads será, também, a primeira parte de uma etapa super-maratona, em que a assistência estará vedada além dos trabalhos que os próprios conseguirem fazer.

CLASSIFICAÇÕES

MOTOS – 1.º, Toby Pryce (KTM), 3.21’33”; Ricky Brabec (Honda), a 5”; 3.º, Matthias Walkner (KTM), a 40”; 4.º, Kevin Benavides (Honda), a 2’31”; 5.º, Sam Sunderland (KTM), a 3’15”; 6.º, Pablo Quintanilla (Husqvarna), a 3’36”; 7.º, Joan Barreda Bort (Honda), a 5’51”; 8.º, Luciano Benavides (KTM), a 6’56”; 9.º, Andrew Short (Husqvarna), a 7’03”; 10.º, Adrien Van Beveren (Yamaha), a 7’52”; …; 12.º, Paulo Gonçalves (Hero), a 8’17”; …; 22.º, António Maio (Yamaha), a 22’48”; …; 41.º, Mário Patrão (KTM), a 45’47”.

 

AUTOMÓVEIS – 1.º, Vaidotas Zala/Salius Jurgelenas (Mini), 3.19’04”; 2.º. Stéphane Peterhansel/Paulo Fiuza (Mini), a 2’14”; 3.º, Carlos Sainz/Lucas Cruz (Mini), 2’50”; 4.º, Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota), a 5’33”; 5.º, Bernard Ten Brinke/Tom Colsoul (Toyota), a 6’30”; 6.º, Orlando Terranova/Bernardo Graue (Mini), a 7’15”; 7.º, Mathieu Serradori/Fabian Lurquin (Century), a 8’55”, 8.º, Vladimir Vasiliev/Vitaliy Yevtyekhov (Mini), a 13’25”; 9.º, Yazzed Al- Rahji/Konstantin Zhiltsov (Toyota), a 13’46”; 10.º, Erik Van Loon/Sébastien Delauney (Toyota), a 13’58”; …; 22.º, Ricardo Porém/Manuel Porém (Borgward), a 39’18”.

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