Trio de candidatos no Rali de Portugal, mas…

O Vodafone Rali de Portugal, sétima prova pontuável para o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) e quarta para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), parte oficialmente de Coimbra esta quinta-feira, às 19h00, com a competição a iniciar-se verdadeiramente na sexta-feira, na Lousã, às 9h48.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

O Vodafone Rali de Portugal fecha a primeira parte do WRC (Campeonato do Mundo de Ralis), com os três primeiros, o francês Sébastien Ogier (Citroën C3 WRC), o estónio Ott Tanak (Toyota Yaris WRC) e o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC), a chegarem às florestais portuguesas separados por 12 pontos.

De assinalar que cada um deles soma dois triunfos, com o francês a triunfar em Monte Carlo e no México, o estónio na Suécia e no Chile e o belga em França e na Argentina, sendo o único a registar duas vitórias consecutivas, com Sébastien Ogier a ir à procura de passar a ser o piloto com mais triunfos na prova portuguesa, desempatando a igualdade alcançada, em 2017, com o finlandês Markku Alen, já que cada um regista cinco vitórias.

À partida este será o trio de candidatos à vitória na prova portuguesa, mas a presença do francês Sébastien Loeb (Hyundai i20 Coupé WRC), nove vezes campeão do mundo, que substituiu o norueguês Andreas Mikkelsen, que tinha a prova portuguesa no seu programa, pode baralhar as contas.

O inglês Kris Meeke (Toyota Yaris WRC), cuja rapidez é conhecida e que já foi duas vezes ao pódio (terceiro no México e na Córsega), único a conseguir tal feito para além dos três primeiros, parece ser, dos restantes pilotos das equipas oficiais, aquele que pode causar uma surpresa, com o espanhol Dani Sordo (Hyundai i20 Coupé WRC), que venceu o Rali Serras de Fafe, onde alinhou como forma de preparação para o Vodafone Rali de Portugal, a ser outro candidato a um lugar no pódio.

Em termos de RC2, quatro dos seis envolvidos no campeonato, estão presentes em Portugal, restando ver aquilo que os melhores pilotos nacionais, com carros, do ponto de vista teórico, iguais serão capazes de fazer, enquanto estiverem em prova.

O inglês Gus Greensmith (Ford Fiesta WRC), que comanda o campeonato, com cinco pontos de avanço sobre o norueguês Mads Ostberg (Citroen C3 R5), surge em Portugal ao volante de um WRC da equipa oficial da marca da oval e deixa a luta pela vitória no agrupamento ao piloto da marca francesa que terá como principais opositores o polaco Lukasz Pieniazek (Ford Fiesta R5) e o finlandês Kalle Rovampera (Skoda Fabia R5 Evo), com este a ter contra si o facto de estrear a evolução do carro da marca checa.

De considerar, ainda, a candidatura do checo Jan Kopecky (Skoda Fabia R2 Evo), tal como Kalle Rovampera, ao volante da nova versão do Fabia, mas com a vantagem de ter sido o responsável pelo desenvolvimento do carro.

E se o Fabia é um dos carros com mais sucesso entre os RC2, a nova versão, se continuar a tradição da anterior, pode continuar o caminho de sucesso que tem sido trilhado pela marca, desde que optou pela aposta na categoria.

Com WRC e 35 RC2 o espectáculo está garantido, restando esperar que os milhares de espectadores que vão à estrada estejam à altura e contribuam para mais um sucesso da prova que todos queremos que continue a integrar o calendário do WRC.

 

 

OS PORTUGUESES

Em termos de Campeonato de Portugal de Ralis será considerada a classificação, após a primeira passagem pelas especiais de sábado, podendo, quem quiser, continuar em prova, com o objectivo de cortar a meta em Matosinhos.

Para trás ficaram o Rali Serras de Fafe, o Azores Rally e o Rali de Mortágua todos com vencedores diferentes e só um foi português.

Aconteceu em Mortágua, onde Ricardo Teodósio (Skoda Fabia R5) triunfou, juntando-se ao espanhol Dani Sordo, vencedor em Fafe, e ao polaco Lukasz Habaj, vitorioso na prova insular, com Ricardo Teodósio, em Fafe, e Ricardo Moura, nos Açores, a serem aqueles que mais pontuaram para o campeonato.

Como consequência, Ricardo Teodósio, único dos cinco primeiros a pontuar nas três provas, comanda o campeonato com 24,29 pontos de avanço sobre Ricardo Moura que, após as duas primeiras provas, não deverá voltar a aparecer, o que deixa Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5), cada vez mais perto da vitória, Bruno Magalhães (Hyundai i20 R5), Armindo Araújo (Hyundai i20 R5), José Pedro Fontes (Citroen C3 R5) e Pedro Meireles (VW Polo GTi R5) como os seus mais directos adversários, com a luta entre eles, pelo sempre honroso título de “melhor português”, a ser outro dos pontos de interesse da prova.

PEUGEOT RALLY CUP IBERICA COM 15 PARTICIPANTES

O Vodafone Rali de Portugal é a terceira prova do Peugeot Rally Cup Iberica, que reúne 15 equipas, cuja actuação terminará no final do primeiro dia, ou seja ao fim de sete provas de classificação.

Em acção vão estar os cinco primeiros da competição, que é comandada pelo espanhol Daniel Berdomás, vencedor em Córdoba (Rali Sierra Morena), com escasso 1,7 pontos de avanço sobre o português Daniel Nunes, único a ir duas vezes ao pódio (segundo no Rali Serras de Fafe e terceiro na prova espanhola).

Os espanhois Josep Bassas e Jose Maria Reyes e o português Pedro Antunes, vencedor em Fafe e ausente em Córdoba, completam o lote de candidatos à vitória, com os portugueses a puderem tirar partido do facto de “jogarem em casa”.

 

 

 

A ESTRADA

A edição 2019 do Vodafone Rally de Portugal, a 53.ª da história, fica marcada pelo regresso do traçado ao centro do país, que há muito esperava que isso sucedesse, desejando-se que a afluência de espectadores não afecte o normal desenrolar da prova, sob pena do futuro ficar sombrio.

O arranque acontecerá esta quinta-feira, à tarde, em Coimbra (19h00), cidade que, pela primeira vez é palco da partida da prova, que começa a sério no dia seguinte.

Na sexta-feira, os concorrentes regressam, após longos anos de ausência, às especiais da Lousã (12,35 km – 9h45 e 13h51), num traçado que nunca foi percorrido, Góis (18,78 km – 10h32 e 14h35), que é feito em sentido contrário, e Arganil (14,44 km – 11h20 e 15h23), que começa na casa do PPD e utiliza bocados percorridos no passado, mas que tem partes novas, com a cidade de Arganil a ser local do reagrupamento e reabastecimento, entre as duas passagens.

O dia termina com a super-especial de Lousada (3,36 km – 19h03), com a caravana a rumar à Exponor, para a primeira assistência à mecânica que muito “sofreu” no dia de abertura da prova.

A etapa de sábado é igual à do ano anterior, integrando uma dupla passagem pelas especiais de Vieira do Minho (20,53 km – 8h08 e 15h08), que começa quatro quilómetros mais cedo, Cabeceiras de Basto (22,22 km – 9h01 e 16h01) e Amarante (37,60 km – 10h17 e 17h17), a classificativa mais extensa da prova, estas duas sem alteração, uma vez que a dupla passagem pela Gaia Street Stage foi anulada, à última da hora, pela edilidade, por questões financeiras, o que não deixa de ser uma contrariedade para o público do Porto e Gaia e perde a oportunidade de ver os pilotos em acção.

A exemplo do que sucede desde que a prova rumou ao norte, no último dia a acção decorre ao redor de Fafe, com os concorrentes a cumprirem uma dupla passagem pelas especiais de Montim (8,64 km – 8h35 e 10h35) e Fafe (11,18 km – 9h08 e 12h18), com a segunda a funcionar como “Power Stage”, e uma por Luilhas (11,89 km – 9h49), que faz a separação entre as duas passagens.

CLASSIFICAÇÕES DOS CAMPEONATOS

“MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º, Sébastien Ogier, 122 pontos; 2.º, Ott Tanak, 112; 3.º, Thierry Neuville, 110; 4.º, Kris Meeke, 56; 5.º, Elfyn Evans, 55; 6.º, Sébastien Loeb, 39; 7.º, Andreas Mikkelsen, 36; 8.º, Esapekka Lappi, 34; 9.º, Jari-Matti Latvala, 32; 10.º, Teemu Suninen, 30; 11.º, Dani Sordo, 26; 12.º, Benito Guerra, 8; 13.º, Gus Greensmith e Marco Bulacia Wilkinson, 6; 15.º, Yoann Bonato, Pontus Tidemand, Kalle Rovampera, e Mads Ostberg, 4; 19.º, Stéphane Sarrazin e Ole Christian Veiby, 2 ; 21.º, Adrien Fourmaux, Janne Tuohino, Ricardo Triviño e Pedro Heller, 1

NAVEGADORES – 1.º, Julien Ingrassia, 122 pontos; 2.º, Martin Jarveoja, 112; 3.º, Nicolas Gilsoul, 110; 4.º, Sebastian Marshall, 56; 5.º, Scott Martin, 55; 6.º, Daniel Elena, 39; 7.º, Andres Jaeger, 36; 8.º, Janne Ferm, 34; 9.º, Mikka Antilla, 32; 10.º, Marco Salminen, 30; 11.º, Carlos Del Barrio, 26; 12.º, Jaime Zapata, 8; 13.º, Elliott Edmondson e Fabian Cretu, 6; 15.º, Benjamin Boulloud, Ola Floene, Jonne Ahlttunen e Torstein Eriksen, 4; 19.º, Jacques-Julien Renucci, Jonas Andersson e Marc Marti 2 ; 22.º, Renaud Jamoul e Mikko Markkula, 1

MARCAS – 1.º, Hyundai Shell Mobis WRT, 178 pontos; 2.º, Toyota Gazoo Racing WRT, 149; 3.º, Citroen Total WRT, 143; 4.º, M-Sport Ford WRT, 100

CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS

PILOTOS – 1.º, Ricardo Teodósio, 70,68 pontos; 2.º, Ricardo Moura, 46,39; 3.º, Miguel Barbosa,39,82; 4.º, Bruno Magalhães, 32; 5.º, Armindo Araújo, 31,94; 6.º, Miguel Correia, 22; 7.º, Paulo Meireles, 18; 8.º, Pedro Almeida, 18; 9.º, António Dias, 17; 10.º, José Pedro Fontes, 15,68. Estão classificados mais 10 pilotos.

NAVEGADORES – 1.º, José Teixeira, 70,68 pontos; 2.º, António Costa, 56,39 ; 3.º, Hugo Magalhães, 32; 4.º, Luís Ramalho, 31,94; 5.º, Pedro Alves, 28; 6.º, Paulo Babo, 21,14; 7.º, Jorge Eduardo Carvalho, 18,68; 8.º, Inês Ponte, 15,68; 9.º, Paulo Castro, 14,42; 10.º, Vítor Calado, 14. Estão classificados mais 11 navegadores.

EQUIPAS – 1.º, ARC Sport; 121 pontos; 2.º, Sports & You, 74 ; 3.º, Racing4You, 39; 4.º, CRN Competition, 18; 5.º, Inside Motor, 6

PEUGEOT RALLY CUP IBERICA – 1.º, Daniel Berdomas, 39,08 pontos; 2.º, Daniel Nunes, 37,38; 3.º, Josep Bassas, 29,67; 4.º, Pedro Antunes, 29,62; 5.º, Jose Maria Reyes, 26,42; 6.º, Alberto Monarri, 17; 7.º, Sergi Francoli, 14; 8.º, Bell Ruairi, 12; 9.º, Alvaro Perez, 12; 10.º, Georg Linnamae, 10. Estão classificados mais 14 pilotos.

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