Toyota Gazoo Racing com quatro Hilux no Dakar

Depois da vitória em 2019, Nasser Al Attiyah e Mathieu Baumel voltam para desafiar os limites no Dakar 2020, este ano na Arábia Saudita. Giniel de Villiers conta a seu lado com Alex Haro, o holandês Bernhard Ten Brinke alinha com o navegador Tom Colsoul e o espanhol Fernando Alonso estreia-se na mítica prova ao volante da Toyota Hilux com o navegador Marc Coma.

(auto.look2010@gmail.com)

A Toyota Gazoo Racing South Africa (TGRSA) na 42.ª edição do rali Dakar com quatro Hilux. O Dakar 2020, deixa a América do Sul e ruma para a Arábia Saudita, numa prova composta por 12 etapas com uma distância total próxima dos 7.900 km e maioritariamente em areia. As quatro duplas TGRSA são compostas por Nasser Al-Attiyah e o navegador Mathieu Baumel; Giniel de Villiers e o navegador Alex Haro; Bernhard Ten Brinke e o navegador Tom Colsoul; e por fim, por Fernando Alonso e o navegador Marc Coma.

A Toyota participa no Dakar desde 2012 e alcançou a primeira vitória no início deste ano com Nasser Al Attiyah e Mathieu Baumel. Desde a primeira participação da Toyota no Rali Dakar os resultados mostram a fiabilidade da Hilux, ao terminar em 3.º lugar logo em 2012, 2.º em 2013, 4.º em 2014, 2.º em 2015, 3.º em 2016, 5.º em 2017 e 2.º em 2018. A pick-up da Toyota continua a dar provas de robustez por todo mundo, em Portugal venceu o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno 2018 com a dupla João Ramos e Victor Jesus.

Para a próxima edição da lendária prova, a Toyota Gazoo Racing conta com uma mistura de especialistas experientes na modalidade, juntamente com pilotos recém-chegados à disciplina. Nasser Al Attiyah e Mathieu Baumel procuram defender o título conquistado em Janeiro de 2019 para aumentar assim o seu impressionante palmarés, que inclui várias Taças do Mundo da FIA de Cross Country e vitórias no Dakar.

Giniel de Villiers é outro experiente piloto que alcançou a vitória no Dakar em 2009 e quatro vitórias no Rali de Marrocos, a mais recente no início deste mês com seu novo navegador Alex Haro. Bernhard Ten Brinke, também ex-vencedor em Marrocos, senta-se aos comandos da Hilux com Tom Colsoul, que tem competido em diferentes disciplinas de rali ao longo dos anos, com vários sucessos na categoria de camiões.

Fernando Alonso, bicampeão das 24 Horas de Le Mans, actual campeão do Campeonato Mundial de Resistência da FIA com a Toyota Gazoo Racing, bicampeão mundial de Fórmula 1 e vencedor das 24 Horas de Daytona, irá conduzir a quarta Hilux da Toyota Gazoo Racing no Dakar 2020.

Esta prova faz parte da sua ambição em experimentar diferentes disciplinas do automobilismo e tornar num piloto ainda mais completo. Marc Coma está sentado ao lado dele, outra lenda espanhola, com seis campeonatos mundiais de cross country da FIM e cinco vitórias no Dakar na categoria de motos.

A dupla espanhola, que está a fazer a transição para a modalidade, tem trabalhado arduamente desde Agosto, com treinos em algumas condições e terrenos mais difíceis na Europa, África e Médio Oriente com uma determinação única para conquistar um dos eventos mais exigentes do automobilismo mundial.

As quatro duplas irão competir na versão mais recente da Toyota Hilux, comprovada em várias provas, construída e desenvolvida na África do Sul. O Dakar de 2018 assistiu à chegada de uma nova Hilux, que foi descrita por Glyn Hall, chefe da equipa, como um salto tecnológico tendo alcançado um segundo e terceiro lugar na sua estreia, para alcançar a vitória um ano depois.

Seguindo a filosofia da Toyota Gazoo Racing de «criar automóveis cada vez melhores», a equipa continuou a evoluir a Hilux para 2020. A Hilux apresenta suspensões independentes, motor central e tracção às quatro rodas, com o motor V8 de 5 litros atmosférico colocado logo atrás das rodas dianteiras, numa posição ligeiramente mais baixa entre o piloto e o navegador.

O Rali Dakar 2020 será disputado exclusivamente na Arábia Saudita, com início no dia 5 de Janeiro de 2020 na cidade ocidental de Jeddah. A rota seguirá para o norte, antes de seguir para o sudeste, em direcção à capital Riade, para o tradicional dia de descanso. A segunda metade da prova, atravessa o maior deserto de areia contínuo do mundo, antes de terminar na cidade de Qiddiyah a 17 de Janeiro. A prova de resistência é reconhecida como a mais dura de todas as provas de todo-o-terreno, sendo o segundo maior evento automobilístico do mundo, logo a seguir à Formula 1.

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