Toyota Gazoo Racing com quatro Hilux no Dakar

A Toyota Gazoo Racing (TGR) irá arrancar para a 43.ª edição do rali Dakar com quatro novas Hilux. O Dakar 2021, irá decorrer, pelo segundo ano consecutivo na Arábia Saudita, com a partida prevista para 3 de Janeiro.

(auto.look2010@gmail.com)

Nasser Al-Attiyah e Mathieu Baumel, Giniel de Villiers e Alex Haro, o estreante Henk Lategan e Brett Cummings e, por fim, Shameer Variawa e Dennis Murphy, são as quatro duplas que vão defender as cores TGR. A Toyota, que participa no Dakar desde 2012, compete no início de 2021 na mítica prova com quatro duplas compostas por uma mistura de especialistas experientes na modalidade, juntamente com pilotos recém-chegados à disciplina.

Desde a primeira participação da Toyota no Rali Dakar que os resultados mostram a fiabilidade e robustez da “pick-up” Hilux, ao terminar em 3.º lugar logo em 2012, 2.º em 2013, 4.º em 2014, 2.º em 2015, 3.º em 2016, 5.º em 2017, 2.º em 2018, 1.º em 2019 e 2.º em 2020.

Tal como em 2020, para a próxima edição da lendária prova, a Toyota Gazoo Racing, irá ter como “cabeça de cartaz” Nasser Al Attiyah e Mathieu Baumel que conquistaram o título em 2019 e que terminaram em 2.º o ano passado. Com um palmarés invejável – até neste ano de 2020, apesar das limitações devido à pandemia –, a Nasser Al Attiyah venceu o Rali da Andaluzia e procura adicionar mais uma vitória, às três que já alcançou no Dakar. Giniel de Villiers é outro experiente piloto com quatro vitórias no Rali de Marrocos, a mais recente em 2019, com o seu navegador Alex Haro.

Os sul-africanos Henk e Brett juntam-se à equipa em 2021. Embora este seja o primeiro Rali Dakar da dupla, são talentos reconhecidos ao alcançar o recente título da “South African Cross-Country Series” (SACCS) pela segunda vez consecutiva. O seu objectivo no Dakar será aprender tanto quanto possível. O navegador Brett Cummings já competiu duas vezes no Dakar, mas de moto, registando um segundo lugar na edição de 2014 da corrida de duas rodas sem apoio oficial.

Por fim, Shameer Variawa e Dennis Murphy, também da África do Sul, completam as duplas das quatro Hilux. Shameer Variawa, que já venceu campeonatos locais na África do Sul no passado, já participou no Dakar, mas esta será a sua primeira vez com a Toyota Gazoo Racing. Já Dennis Murphy irá estrear-se com navegador no Dakar mas já trabalhou na corrida no passado como técnico da equipa e tem sido várias vezes navegador e campeão nacional na África do Sul.

ACTUAL MODELO É BASEADO NA ÚLTIMA GERAÇÃO DA HILUX LANÇADA EM 2018

As quatro duplas irão competir na versão mais recente da Toyota Hilux, construída e desenvolvida em Joanesburgo, na África do Sul. O actual modelo é baseado na última geração da Hilux lançada em 2018 e possui um motor central, suspensão traseira independente e tracção às quatro rodas. O carro passou por melhorias significativas ao longo dos anos, e os seus resultados no Dakar servem como prova da fiabilidade e resistência associadas ao modelo Hilux.

Na sua estreia, a equipa alcançou o segundo e o terceiro lugar em 2018, seguida de uma vitória em 2019 e um segundo lugar em 2020. A Hilux teve um desenvolvimento substancial graças à equipa que competiu no SACCS. O director da equipa TOYOTA GAZOO Racing no Dakar, Glyn Hall, tem desenvolvido a Hilux continuamente, com feedback que recebia de Giniel e Henk durante as provas.

Para 2021, o layout geral e a geometria do carro permanecem inalterados, mas refinamentos na suspensão e no motor V8 atmosférico garantem que a versão mais recente da Hilux seja competitiva e fiável como sempre.

A grande mudança na Hilux 2021 de competição está no design exterior, que agora reflecte a versão mais recente do Toyota Hilux de produção em série. A nova Hilux combina um novo design frontal mais marcante, a adição de um poderoso motor 2.8 litros e melhorias no seu desempenho dentro e fora de estrada com maior conforto, equipamento e uma vasta gama de versões.

LÍDER DE VENDAS EM PORTUGAL DE FORMA CONSECUTIVA DESDE 2013

A frente da nova Hilux 2020 foi completamente redesenhada com uma nova grelha frontal poderosa e um pára-choques dianteiro que reforça a presença da “pick-up” em estrada, ao mesmo tempo que reforça as suas credenciais de robustez e fiabilidade.

O novo motor com 2.755 cm3 e16 válvulas, debita 150 kW / 204 cv às 3.400 rpm, e com transmissão automática, apresenta 500 Nm de binário entre 1.600 e 2.800 rpm. O binário máximo para versões com transmissão manual é de 420 Nm entre 1.400 e 3.400 rpm.

Líder de vendas em Portugal de forma consecutiva desde 2013, as credenciais e desempenho fora de estrada da Hilux 4×4 foram aprimoradas com a adição de uma nova função electrónica para superfícies de baixa aderência com dois modos de tracção; a redução da rotação do motor em marcha lenta de 850 para 680 rpm e uma resposta do acelerador ajustada permite maior controlo do condutor; bem como um sistema VSC actualizado e um novo monitor de ângulo do pneu.

Reforçando as suas credenciais de um puro Todo-o-Terreno, a Hilux ostenta uma distância ao solo líder na classe de 310 mm no caso da cabina dupla, ângulos de ataque e de saída de 29 e 26 graus, respectivamente, e passagem a vau de 700 mm.

A edição de 2021 do Dakar terá lugar novamente na Arábia Saudita, com a saída da cidade de Jeddah a 3 de Janeiro. A rota de 2021 terá terreno semelhante ao encontrado na edição de 2020, mas os organizadores prometeram novas secções que garantem mais espectáculo. O tradicional dia de descanso está previsto a 9 de Janeiro na cidade de Há’il, antes do regresso a Jeddah no dia 15 de Janeiro. A prova de 2021 também deverá apresentar duas etapas que começam e terminam no mesmo local, bem como a tradicional “etapa maratona”, em que os pilotos terão que completar o percurso sem o regresso nocturno para serviço no “bivouac”.

Um novo “road-book” digital será apresentado para a edição de 2021, com o roteiro disponível apenas um pouco antes do início de cada etapa. Esta abordagem foi testada em etapas seleccionadas do Dakar 2020, e passará a ser uma norma futura. Este novo formato não só adiciona um nível extra de imprevisibilidade, como também torna todo o processo mais fácil de administrar e controlar pelos oficiais da corrida.

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