Teodósio lidera em Mortágua numa “guerra” ao segundo

O elevado nível de competitividade do campeonato ficou bem expresso nos quatro vencedores diferentes (Ricardo Teodósio, Miguel Barbosa, Pedro Meireles e Armindo Araújo) das “especiais” e na pausa de almoço…

(auto.look2010@gmail.com)

Ricardo Teodósio e José Teixeira (Skoda Fabia R5)

Ricardo Teodósio (Skoda Fabia R5) é o novo líder do Rali de Mortágua, por uma margem de apenas 0,5 segundos face a Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5), depois de cumpridas, na manhã deste sábado, as quatro primeiras classificativas (47,13 km) da secção final.

Este último iniciou o dia das grandes decisões da terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis com um pecúlio de 1,8 segundos e conseguiu, até, ampliá-lo para 4,2 segundos nas duas primeiras “especiais”, ambas de curta quilometragem, quando Teodósio já se perfilava como principal opositor. Ambos estiveram longe de ter uma manhã fácil…

 

Miguel Barbosa e Jorge Carvalho (Skoda Fabia R5)

«Na segunda classificativa do dia dei um pequeno toque, ficando com a parte traseira esquerda do carro desalinhada e nas curvas para a direita ele atravessava-se demasiado, além de dispor de menos tração. Nessas circunstâncias, andámos o que pudemos e, mesmo assim, não foi mau de todo. Agora, nas seis ‘especiais’ que restam, o objetivo é manter o primeiro lugar», explicou Teodósio.

Por seu turno, Miguel Barbosa explicava a quebra de ritmo que esteve na origem da perda da liderança do rali, antes da neutralização, ao princípio da tarde: «No final dos dois primeiros troços desta manhã eu já estava quase sem pneus, como resultado de um desgaste anormal, à semelhança do que sucedeu também ao José Pedro Fontes. E isso reflectiu-se nos tempos das duas ‘especiais’ mais extensas, nas quais pagámos a factura. Agora montámos pneus de mistura mais dura e só nos resta atacar, porque já vi que temos andamento para discutir a vitória».

Armindo Araújo e Luís Ramalho (Hyundai i20 R5)

O elevado nível de competitividade do campeonato ficou bem expresso nos quatro vencedores diferentes (Ricardo Teodósio, Miguel Barbosa, Pedro Meireles e Armindo Araújo) das “especiais” e na pausa de almoço os quatro primeiros classificados encontram-se separados por menos de… 4 segundos!

Armindo Araújo ganhou uma posição a Fontes, subindo ao último lugar do pódio, não escondendo que o Hyundai revela menos eficácia tanto nas superespeciais de asfalto como nas zonas estreitas e lentas em terra.

«Esse é um problema, pois ontem à noite perdemos 7,7 segundos. Hoje poderia estar ainda melhor colocado, mas ainda há muito rali pela frente e tudo pode acontecer», referia o piloto de Santo Tirso.

José Pedro Fontes e Inês Ponte (Citroën C3 R5)

Sem papas na língua, José Pedro Fontes, quarto classificado a 3,4 segundos do líder Ricardo Teodósio, não escondeu o seu jogo para o que falta deste Rali de Mortágua: «Vamos arriscar nos pneus, montando uma mistura mais dura, e depois logo se verá. A questão da vitória está completamente em aberto e acredito que vai haver uma luta gira e interessante até ao final», vaticinava o piloto do Citroën C3.

Mais satisfeito mostrava-se Pedro Meireles, quinto classificado, ao recordar que na noite de sexta-feira somara uma desvantagem de 21,9 segundos com o VW Golf GTi e ao fim das primeiras classificativas deste sábado estava a 23,3 segundos de Ricardo Teodósio…

«Ainda tenho uma boa margem de progressão. De resto, a ordem de partida para as classificativas também favorece quem vem mais atrás», sublinhou.

Pedro Meireles e Mário Castro (VW Golf GTi)

Refira-se que na classe de duas rodas motrizes Daniel Nunes (Peugeot 208 VTI) arrebatou o primeiro lugar a Gil Antunes (Renault Clio), chegando à neutralização com 54.5 segundos de vantagem, com Paulo Neto (Citroën DS3) no terceiro lugar, a quase dois minutos. Hugo Lopes (Peugeot 208 VTi), outro dos candidatos às primeiras posições, foi forçado a desistir na superespecial de Águeda, devido a problemas de transmissão no Peugeot 208.

A última e decisiva secção do rali engloba, para os pilotos do CPR, mais seis provas de classificação, que correspondem a um “sprint” de 59,34 quilómetros.

CLASSIFICAÇÃO OFICIOSA APÓS PEC 6

1.º          Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia) 37m42,6s

2.º          Miguel Barbosa/Jorge Carvalho (Skoda Fabia)  + 0.5 segundos

3.º          Armindo Araújo/Luís Ramalho (Hyundai i20)    + 1.8

4.º          José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3)       + 3.4

5.º          Pedro Meireles/Mário Castro (VW Golf GTi)     + 23.3

6.º          Paulo Meireles/Marcos Gonçalves (Hyundai i20)+ 1m12,4s

7.º          Joaquim Alves/António Costa (Skoda Fabia)     + 1.26,3

8.º          Pedro Almeida/Nuno Almeida (Skoda Fabia)   + 1.19,2

9.º          Miguel Correia/Pedro Alves (Ford Fiesta)          + 1.51,5

10.º        Manuel Castro/Ricardo Cunha (Hyundai i20)     + 1.53,7

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