Teodósio “adulterou” ementa com lições de Camilli

Ricardo Teodósio, qual “cozinheiro voador”, mudou radicalmente, este ano, a sua abordagem ao Campeonato de Portugal de Ralis e está apostado em confirmar a consistência da sua evolução no Rali de Mortágua (3/4 Maio), a terceira prova da temporada.

(auto.look2010@gmail.com) – Fotos: JOSÉ MOURA E ANTÓNIO SILVA/ZOOM MOTORSPORT

Seguindo a cartilha do aluno aplicado que aproveita as férias grandes para estudar, começou por recorrer, na pré-época, aos serviços do francês Eric Camilli, ex-piloto oficial da Ford, visando aperfeiçoar a pilotagem, mas não só. Passou a ir ao ginásio e a ter cuidado com o regime alimentar.

«Mais frango e reduzir outro tipo de carnes», ironiza o piloto-empresário da restauração que muitos conhecem por “rei dos frangos”. E não deixa de ser curioso que no Rali de Serras de Fafe passasse a ser apelidado de “cozinheiro voador” por Dani Sordo, quando o piloto espanhol da equipa oficial da Hyundai, ao olhar para as tabelas de tempos, quis saber quem era um tal Teodósio.

«Quando conversámos eu disse-lhe que tinha um restaurante e a partir daí passou a tratar-me por “cozinheiro voador”. O Sordo é uma pessoa impecável, um tipo normal com quem se fala na boa», recordou. Ricardo Teodósio sentiu necessidade, ao planear a época de 2019, a segunda ao volante do Skoda Fabia R5, de fazer tudo da forma mais profissional possível.

«Precisava de ajuda externa, de alguém que me viesse abrir os olhos… Sentia que tinha de conduzir de uma maneira diferente. Agora, ando ainda mais atravessado do que no passado. Já melhorei muito, depois das sessões com o Camilli, mas ainda estou em fase de evolução. Digamos que ainda não coloquei no terreno tudo aquilo que aprendi, pois persistem pequenos vícios anteriores, que têm de ser eliminados aos poucos. Não é fácil uma mudança radical de um momento para o outro», confidencia o piloto algarvio.

Quando decidiu recorrer à “ajuda externa” para potenciar, em termos de resultados, o nível da sua pilotagem em pisos de terra, Ricardo Teodósio pensou em pilotos da “escola” nórdica, mas acabaria nas mãos de um francês…

«Tentámos trazer ao Algarve um finlandês, mas não conseguimos, por falta de disponibilidade. O britânico Craig Breen, que até possui casa aqui em Albufeira, foi outra das hipóteses, mas também tinha compromissos. O Eric Camilli estava disponível, veio, e gostei bastante da experiência com ele e da ajuda que me prestou. Dentro em breve vamos repetir as sessões, mas agora nos pisos de asfalto», confidenciou.

O actual segundo classificado no Campeonato de Portugal de Ralis não tem dúvidas de que a melhoria de resultados obtida já este ano (Fafe e Açores) é fruto da forma criteriosa como preparou a temporada.

«Sinto-me mais confiante e isso também resulta do facto de este ano fazer mais testes com a ARC, cujo trabalho tem sido excelente. Agora, neste Rali de Mortágua, há que aplicar a mesma receita com piri-piri. Tentarei concluir o rali num dos lugares do pódio ou, de preferência, vencer. Mas não esqueço que nessa “guerra” terei excelentes adversários, num dos campeonatos mais competitivos da europa e do mundo. E, sinceramente, faço votos para que ganhe o melhor», concluiu Ricardo Teodósio.

Organizado pelo Clube Automóvel do Centro, o Rali de Mortágua, terceira das nove provas do Campeonato de Portugal de Ralis e pontuável no Campeonato Centro de Ralis, no Desafio Kumho Centro e no Desafio Kumho Terra, vai para a estrada nos próximos dias 3 (sexta-feira) e 4 (sábado) de Maio.

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