Team Bianchi Prata Honda vivenciou peripécias

A oitava etapa do Rali Dakar, entre Al Dawadimi e Wadi Ad Dawasir, foi fértil em dilemas, com muitas histórias e peripécias. O Team Bianchi Prata Honda, formado por Pedro Bianchi Prata, Arcélio Couto e Paulo Oliveira redesenharam o quadro de uma etapa longa e muito dura.

(auto.look2010@gmail.com) – Fotos: FOTOP

Paulo Oliveira (KTM)

Nesta etapa de longa ligação e o dia cheio de areia, a caravana rumou ao sul da Arábia Saudita, numa daquelas tiradas que se arrastou indefinidamente. Os primeiros 200 quilómetros da especial foram repletos de areia e dunas até onde a vista alcançou, com os pilotos, por seu turno, a saltarem de vale para vale.

Ao final do dia a paisagens mudou e, ao entardecer ou mesmo à noite, muitos participantes foram-se atrasando pela complexidade do palco de areia e dunas e, naturalmente, que muitos chegaram ao acampamento na companhia das estrelas.

Os pilotos do Team Bianchi Prata Honda foram trilhando os caminhos com maior ou menor dificuldade, em que, cada um, não perdeu a oportunidade de colecionar histórias para, amanhã, as poderem contar com bastante brilho e de muita saudade.

Pedro Bianchi Prata (Honda)

«Foi uma etapa longa, com 800 quilómetros, metade foram cronometrados e 400 foram de ligação. Uma etapa que teve ingredientes para todos os gostos, desde muitas dunas a areia, sem esquecer as pedras e trialeiras. Uma etapa de um Dakar verdadeiro. Senti-me bem durante todo o dia e, na etapa, viemos sempre a um ritmo constante desde o princípio até ao final. Em suma, foi muito agradável e muito bom», disse Paulo Oliveira, que tripula uma KTM com o número 166.

Para Pedro Bianchi Prata, esta «foi uma etapa muito longa, bonita, com dunas, vales, areia, pedras, terra. Enfim, teve de tudo um pouco. Gostei muito dessa tirada. Mas pronto, demoramos muito tempo a fazer a etapa, mas está feito, mais um dia próximo para terminar o Dakar».

«A ligação também foi muito longa, assim como uma ligação efectuada com terra, e chegamos já durante a noite, mas o Dakar é mesmo isto», concluiu Pedro Bianchi Prata, em Honda CRF450RX.

Arcélio Couto (Honda)

Por sua vez, Arcélio Couto foi quem vivenciou momentos de grande tensão, mas também de enorme dose de responsabilidade: «A etapa de hoje foi a maior de todas». «Foram 821 quilómetros, 400 de especial. Ao quilómetro 175 ajudei um concorrente que estava no chão e tive que chamar o auxílio para que fosse socorrido. Esperei pelo helicóptero e equipa médica, Antes da neutralização tive um problema com o meu “road book” que deixou de funcionar e tive que fazer 200 quilómetros à moda antiga, que é desenrolá-lo com as mãos», asseverou ainda por revelar Arcélio Couto.

O piloto da Honda CRF450RX com o número 165 confidenciou ainda que, «a terminar a ligação, tive um problema com a moto que deixou de puxar a gasolina dos depósitos auxiliares e tive de inutilizar o meu camelbag para colocar o combustível no depósito principal». «Mas chegamos ao “bivouac” de noite, mas o Dakar é isto mesmo e o que realmente importa é estarmos bem», acrescentou ainda o piloto nortenho.

 

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