Team Bianchi Prata Honda cumpriu na íntegra

As paisagens montanhosas do norte da Arábia Saudita fizeram hoje parte do “menu” do Dakar, contribuindo para os contrastes desta etapa. A areia já esteve no “cardápio”, por enquanto, nas pistas. Pedro Bianchi Prata, Arcélio Couto e Pedro Oliveira que o digam.

(auto.look2010@gmail.com) – Fotos: FOTOP

A especial 1B em redor de Há’il, com 334 quilómetros e 212 de ligação, foi como se fosse um prato servido frio para o Team Bianchi Prata Honda, mas a formação de Marco de Canavezes soube responder cabalmente às exigências da navegação.

Esta etapa foi, sem dúvida, crivada com quebra-cabeças de navegação e diabólicos típicos do país. Vários concorrentes que tentarem arranjar atalhos foram imediatamente brindados com penalizações de tempo.

«A etapa de hoje foi longa e dura com muita areia, muitas dunas. O piso de manhã estava muito molhado porque choveu muito durante a noite. Durante o dia esteve muito frio. A etapa correu bem, sem percalços. O objectivo é ajudar o Paulo Oliveira a concluir o Dakar, alcancei-o ao quilómetro 100 e estivemos até ao final ao ritmo dele», sublinhou Pedro Bianchi Prata.

Arcélio Couto

«Na minha opinião, um problema no roadbook, que estava com falta de notas que nos fez estar um bocado perdidos, não foi o suficiente para que perdêssemos grande tempo, entendo que foi um erro da organização. De resto correu tudo bem, a moto está impecável. Continuamos no Dakar e, se não fosse duro, não era Dakar», acrescentou o piloto que conduz a Honda CRF450RX com o número 167.

Já Arcélio Couto, com a Honda CRF450RX com o número 165, frisou que «a primeira etapa já a sério no Dakar 2022 com 334 quilómetros, correu tudo bem em que tirámos partido da aprendizagem. Ao quilómetro 238 tivemos um contratempo mas faz parte do Rali e as motos estão impecáveis».

Por seu turno, Paulo Oliveira sublinhou que «foi a primeira etapa na Arábia Saudita, difícil, em que estávamos ansiosos por conhecermos o terreno e encontrámos muita areia e bastantes dunas. Admito que estas dunas são diferentes daquilo que estamos habituados e que recentemente fizemos em Marrocos».

Paulo Oliveira

«No entanto, na parte final, a etapa era gira e foi ao encontro das expectativas que trazemos que é terminar este rali que é feito dia após dia. O primeiro dia está feito e só tenho de agradecer o trabalho da equipa Bianchi Prata por nos ajudar a realizar os nossos objectivos», acrescentou Paulo Oliveira, também com uma Honda CRF450RX, mas com o número 166.

Era suposto que a etapa desta segunda-feira, entre Há’il a Al Artawiyah a Al Qaisumah, por um percurso de 568 km, dos quais 338 são percorridos em Sector Selectivo, fosse a primeira parte de uma etapa maratona, o que significava que, no final do dia, não haveria equipas de assistência para reparar os estragos provocados pela dureza do traçado. Chuvas torrenciais inundaram o acampamento onde era suposto os pilotos dormirem e a organização decidiu que no final do dia as equipas de assistência estarão presentes.

A etapa apresenta os primeiros cordões de dunas, capazes de surpreender os mais desatentos, e a navegação vai ter um importante papel por haver várias “armadilhas”, no cruzamento das pistas.

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