Team Bianchi Prata Honda “autoritária” nas dunas

A etapa desta segunda-feira primou pelo aparecimento das primeiras cadeias de dunas da 44.ª edição do Rali Dakar, que dará o tom para a competição desenhada pela Amaury Sport Organisation (ASO) de 2022. Mais uma vez, o Team Bianchi Prata Honda carregou a areia que o diabo amassou.

(auto.look2010@gmail.com) – Fotos: FOTOP

Pedro Bianchi Prata

A segunda etapa do Dakar, entre Há’il e Al Artawiya, foi positivo para o trio de pilotos Team Bianchi Prata Honda, Pedro Bianchi Prata, Arcélio Couto e Paulo Oliveira que, aos comandos de Honda CRF450RX, imprimiram ritmos interessantes no meio de tanta dureza.

O frio, as dunas e a areia foram adversários de peso, mas o trio nortenho manteve a concentração para levar os seus propósitos a bom porto. Quando o sol se pôs, os pilotos, motoristas e equipas só puderam contar com a ajuda de seus colegas dentro do parque de serviço.

«Foi uma etapa dura, longa e um dia comprido. Foram muitos quilómetros de muito frio, quer ao longo dos 246 km de ligação como nos 330 km de especial, compostos por inúmeras dunas e muita areia que fez com que a tirada fosse bastante demorada. Mas o Dakar é mesmo assim, cada dia é um dia e é preciso levar as coisas com calma e construir um resultado para se conseguir chegar ao fim. Agora é descansar e dormir para esta terça-feira que é mais um dia complicado», sublinhou Pedro Bianchi aos comandos de uma Honda CRF450RX.

Arcélio Couto

Também em Honda CRF450RX, Arcélio Couto foi parco em palavras, sublinhando, no entanto, que, «hoje a etapa foi muita longa, muito cansativa e com muita areia. Tive uma queda que me activou o “airbag”, mas de resto tudo impecável».

Paulo Oliveira, aos comandos de uma Honda CRF450RX, referiu que a etapa «foi muita gira, foram 330 quilómetros cronometrados e dunas muito diversificadas». «Foi uma etapa dura, cansativa, muito cansativa. Umas paisagens fantásticas, tivemos muitos quilómetros da especial em que tivemos a oportunidade de ver muita coisa e locais fantásticos. Agora é descansar porque aproximasse mais um dia complexo».

Paulo Oliveira

Era para ser a segunda parte da etapa maratona, que teria levado os concorrentes de de Ha’il a Al Artawiyah e daqui a Al Qaisumah, mas as condições atmosféricas levaram a que fosse impossível montar o acampamento em Al Artawiyah e a opção foi, após a conclusão do Sector Selectivo (SS) rumar a Al Qaisumah que esta terça-feira é o local de partida e chegada, depois de um percurso de 381 km, dos quais 255 km são percorridos em Sector Selectivo.

A primeira parte do Sector Selectivo é marcado por cordões de dunas e na segunda são os cruzamentos das pistas a exigirem um bom trabalho de navegação, para não suceder o que sucedeu no domingo, quando muitos perderam tempo à procura do derradeiro posto de controlo, antes da chegada.

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