Team Bianchi Prata firme na crista da Honda

Os caminhos de terra salpicados de pedras na primeira parte da etapa foi como colocar os braços dos pilotos de moto na “batedeira”, mas tiveram que manter vivas as forças.

(auto.look2010@gmail.com)

Paulo Oliveira

Na etapa desta quinta-feira, os pilotos, mecânicos e equipas foram para o leste de Riyadh, capital da Arábia Saudita, para enfrentar uma especial que marcou uma mudança abrupta de tom em relação às anteriores.

«Esta etapa foi mais curta, porque a encurtaram. Ainda não sabemos bem as razões, mas foi por motivos de segurança Tivemos algumas horas parados no deserto à espera da decisão que a organização iria tomar, depois acabaram por nos mandar para o final da etapa», sustentou Pedro Bianchi Prata.

«Mas até ao quilómetro 178 viemos com um bom ritmo, embora na navegação houvesse algumas partes complicadas e não perdemos grande tempo. O Dakar é mesmo assim, temos de ser duros todos os dias e, esta quinta-feira, embora a etapa fosse curta, não deixou de ser dura. Agora vamos lá ver, falta menos um dia», referiu ainda o piloto da Honda CRF450RX com o número 167.

Pedro Bianchi Prata

Mais reservado nas palavras, Arcélio Couto, também em Honda CRF450RX, sublinhou que «a quinta etapa foi 5 concluída com sucesso, sem percalços de maior». «Uma etapa onde a navegação já foi mais exigente e, esta quinta-feira, havia muito pó, mas correu tudo bem. A moto continua impecável», acrescentou.

Também Paulo Oliveira, em KTM, firmou que «a etapa correu bem, era para ser um dia comprido, mas a tirada acabou por ser encurtada ao quilómetro 178, ainda não sabemos qual o motivo ao certo, mas alegaram motivos de segurança». «Estávamos a um bom ritmo, uma navegação bastante difícil, mas é o Dakar e não estávamos à espera que fosse fácil».

Arcélio Couto

«Esta já é a quinta etapa e, esta sexta-feira, é a última etapa antes do dia de descanso e, assim, já teremos meio Rali do Dakar feito. Até agora, a segunda etapa foi a mais gira, apesar de muito longa, mas englobou tudo um pouco apesar de também ter tido uma navegação difícil, onde nos ajudou também a ganhar um bom ritmo. A etapa desta quinta-feira também ia ser gira, onde acabaram por faltar as dunas no final», admitiu o piloto moçambicano.

«O bom é ter tudo junto, conseguir encontrar areia, as dunas e o terreno mais duro dentro da mesma etapa e o mais desafiante é a navegação e é isso que torna o Dakar um sonho que se quer realizar. Esta é a primeira vez que Moçambique está representado e para mim como moçambicano é um orgulho ser eu a representar o meu país numa corrida desta importância que é a maior corrida de todo mundo de Todo-o-Terreno», disse Paulo Oliveira.

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