Paulo “Speedy” Gonçalves fazia hoje 41 anos

A lenda do motociclismo nacional fazia hoje 41 anos. Paulo “Speedy” Gonçalves faleceu na sequência de uma queda sofrida ao quilómetro 273 da sétima de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, cuja 42.ª edição se disputou este ano na Arábia Saudita.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) – Fotos: PAULO GOMES / MOTOGOMES (ARQUIVO)

Uma pessoa nunca morre. Não enquanto houver alguém que a mantenha viva, dentro de si. É o caso de Paulo “Speedy” Gonçalves que, hoje, assinalaria o 41.º aniversário, um homem bom que deixou como legado a importância da amizade, com amigos espalhados no universo. Quando um ser humano morre, o mundo não morre com ele, pois a vida continua, como se nada tivesse acontecido, mas hoje é um dia especial para lembrar e relembrar Paulo Gonçalves que cresceu entre motos e foi de moto que coleccionou um currículo com vários títulos nacionais e mundiais.

O piloto de Esposende permanece no coração dos amigos e de todos aqueles que com ele partilhou. Um piloto extraordinário e um homem bom que partiu prematuramente. São muitas as histórias e aventuras vividas e existe uma marcou a carreira do piloto extraordinário e de um homem bom.

No Dakar de 2016, em plena competição na América do Sul, Paulo Gonçalves observou um motociclista que tinha caído em plena prova e encontrava-se ferido. Sem pestanejar, o piloto extraordinário e o homem bom, parou a moto que conduzia, para o auxiliar. Tudo se processou de uma forma normal, desinteressando-se da competição.

Logo a seguir, um outro piloto também parou, mas Paulo Gonçalves mandou-o prosseguir e continuou com o piloto combalido até chegarem as equipas médicas. Um gesto que ninguém ficou indiferente, mas Paulo Gonçalves recusou ser visto como um herói, mesmo após a organização ter ajustado a sua pontuação, devolvendo-lhe os 11 minutos que perdera.

Este incidente aconteceu na sétima etapa do Dakar para ajudar o austríaco Matthias Walkner. O seu gesto foi reconhecido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) que, nesse ano, atribuiu o Prémio Ética no Desporto ao piloto, precisamente na Gala do Confederação do Desporto de Portugal (CDP).

«Não sou um herói, sou um ser humano com respeito pelos outros», escrevia o piloto na sua página no Facebook: «Fiz aquilo que me competia, ao contrário, acredito que fizessem o mesmo por mim», acrescentou. Quis o destino que a CDP o tenha condecorou a semana passada a título póstumo, atribuiu-lhe o Colar de Honra ao Mérito Desportivo, a mais alta distinção nesta área.

Paulo “Speedy” Gonçalves nasceu em Esposende a 5 de Fevereiro de 1979. O piloto extraordinário e o homem bom, fazia hoje 41 anos. Apesar de não se encontrar entre nós, hoje não deixa de ser um dia especial para os familiares, em especial para os pais, esposa, filhos, Joaquim Rodrigues Jr. – piloto e cunhado que fazia equipa com Paulo Gonçalves que aparece numa imagem a olhar para o céu e que se tornou viral, a chorar no deserto – e amigos.

Tratando-se de um dia especial e porque Paulo Gonçalves também fazia parte dos meus amigos, assim como de toda a estrutura da Motogomes, de Coimbra, deixo a minha homenagem no dia do 41.º aniversário, com fotos alusivas á sua passagem por Coimbra e em defesa do Diário de Coimbra, fotos cedidas pela família Gomes também destroçada pela perda de um amigo, ou melhor, de um membro familiar. Jamais esqueceremos o piloto extraordinário e o homem bom.

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