Rodrigo Correia e mãe no Constálica Rallye Vouzela

Com 17 anos de idade e menos de uma dezena de ralis no currículo, o piloto Rodrigo Correia volta a alinhar à partida no Constálica Rallye Vouzela, mas desta vez na companhia da progenitora. Habituada a dar notas de euros, Carla Inês é confrontada agora em ditá-las…

Texto: CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) – Fotos: ANTÓNIO SILVA / ZOOM MOTORSPORT

Praticamente parado devido à pandemia, Rodrigo Correia volta a sentir o pulso ao asfalto do concelho vouzelense, mas desta vez com tripla missão: divertir-se aos comandos do Kia Picanto Cup GT Cup com motor 1000 Turbo GDI que debita 130cv, conduzir praticamente sem o “dom” das notas, ou seja, fazer o rali à vista, e testar a coragem da mãe a partir do cockpit.

De novo a acelerar no “seu” território natural e familiar, o jovem piloto natural de Oliveira de Frades não enjeitou a oportunidade de devolver o carinho que a mãe tem feito no acompanhamento em todos as ocasiões, desde os bons as menos momentos, assim como marcar presença nas provas em que está envolvido.

Como Carla Inês é natural de Cercosa, no concelho de Vouzela, Rodrigo Correia lançou o repto à mãe no sentido de viver o Constálica Rallye Vouzela por dentro e a resposta não se fez esperar, aceitando o desafio. A mais recente navegadora dos ralis em Portugal não vai desempenhar de forma excelente o papel de ditar notas no timming correto, com aquele peculiar timbre firme e sem hesitações, mas tem a responsabilidade de conduzir o pequeno mas endiabrado Picanto nas ligações.

No entanto, mãe e filho têm a particularidade de se conheceram na perfeição, além de que vão acelerar em estradas que tão bem conhecem. O convite encetado à mãe para integrar as equipas no Constálica Rallye Vouzela não é mais que um presente de laçarote extenso para “desembrulhar” durante o próximo fim-de-semana com a ternura maternal.

Com a mesma meiguice e rigor que a mãe dava o leite e trocava as fraudas ao Rodrigo Correia quando era bebé, Carla Inês desempenha outro papel mas com a mesma dose de delicadeza a fim de atingir os objectivos do filho que nunca deixa de ser o seu menino, diariamente e para sempre.

Naturalmente que se trata de uma experiência acelerada sem precedentes para Carla Inês que, aos 42 anos e idade e habituada a dar notas de euros ao filho, “vingar-se-á”, desta vez, em ditá-las… Não muitas, como é natural, mas as suficientes para levar o Kia Picanto GT Cup a bom porto. A confiança e os impulsos do andamento são construídos por mãe e filho e, no final, aguardam-se histórias divertidas e os altos e baixos de uma “aventura e peripécias” no banco do lado direito.

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