Ricky Brabec e Carlos Sainz ampliam vantagem

 Décima etapa da prova foi encurtada devido aos ventos fortes e deixou os líderes de motos e carros mais confortáveis na frente. Carlos Sainz passa a liderar com 18m10s de avanço para Nasser Al-Attiyah, com Stéphane Peterhansel a 16 segundos mais atrás do qatari. Nas duas rodas, Ricky Brabec aumentou a vantagem, com 25m44s sobre o chileno Pablo Quintanilla.

(auto.look2010@gmail.com) – EM ACTUALIZAÇÃO

Ventos fortes obrigaram a organização a encurtar a 10.ª de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, disputada esta quarta-feira, deixando os líderes de motos e automóveis mais confortáveis na frente.

«Com todos os meios de segurança empenhados na etapa e devido à deterioração das condições meteorológicas – ventos fortes –, a direcção de corrida decidiu interromper a especial ao quilómetro 345, dos 534 previstos, encaminhando os concorrentes daí directamente para o acampamento», anunciou a organização, a cargo da Amaury Sport Organization (ASO).

O piloto espanhol gastou 3h03m43s para completar os 345 quilómetros disputados e deixou o polaco Jacob Przygonski (Mini), segundo, a 3m05s. O sul-africano Giniel de Villiers (Toyota Hilux) foi terceiro, a 4m26s.

Carlos Sainz, que partiu para esta etapa com apenas 24 segundos de vantagem sobre o qatari Nasser Al-Attiyah, aproveitou os problemas de navegação do piloto da Toyota Hilux para alargar a vantagem na geral para 18m10s.

Já o francês Stéphane Peterhansel (Mini), navegado pelo português Paulo Fiúza, foi apenas décimo classificado e está, agora, a 18m26s de Carlos Sainz, mas a apenas 16 segundos do segundo lugar. O espanhol e ex-campeão mundial de Fórmula 1 Fernando Alonso capotou a sua Toyota numa duna, perdendo o pára-brisas e danificando as rodas. Perdeu mais de uma hora mas não teve qualquer ferimento, nem o seu navegador, o compatriota Marc Coma. Também a Toyota Hilux não ficou muito danificada após o embate, mas como o pára-brisas ficou todo estilhaçado, prejudica, em muito, a visibilidade.

HONDA MONOPOLIZOU ETAPA RUMO AO TRIUNFO FINAL

Nas motos, o espanhol Joan Barreda Bort (Honda) venceu a etapa, com o tempo de 2h11m42s, com o norte-americano Ricky Brabec (Honda) em segundo lugar, a 1m07s e o argentino Kevin Benavides (Honda) em terceiro, a 2m31s. António Maio (Yamaha), em 17.º, foi o melhor português. Mário Patrão (KTM) foi 34.º e Fausto Mota (Husqvarna) 40.º.

Com estes resultados, Ricky Brabec aumentou a vantagem na frente e tem, agora, 25m44s sobre o chileno Pablo Quintanilla (Husqvarna), que perdeu cinco minutos, e 27m09s sobre Joan Barreda Bort, que recuperou o terceiro lugar ao melhor homem da KTM, o australiano Toby Price, que baixou para quarto, a 28m33s.

O 27.º lugar de António Maio na geral é o melhor de um representante nacional, seguido de Fausto Mota em 31.º e Mário Patrão em 33.º. Após 18 anos de domínio KTM, a equipa liderada pelo português Ruben Faria, com o auxílio de Hélder Rodrigues, está perto de fazer história, quando faltam duas etapas para o final da prova, que não vence há 31 anos.

Esta quinta-feira disputa-se a 11.ª tirada, entre Shubaytah e Haradh, com 744 quilómetros, 379 deles ao cronómetro.

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