Resiliência de “Falcão” vale quarta linha no “Ring”

São muitos os que dizem que os pilotos de MotoGP são especiais. Especiais na sua forma de estar na vida, no modo como encaram as adversidades, mas em particular na forma como as ultrapassam. E foi isso mesmo que Miguel Oliveira mostrou no Red Bull Ring aos comandos da sua KTM RC16.

(auto.look2010@gmail.com)

Uma atenta observação à sua mão direita, após a queda sofrida ontem na primeira sessão de treinos livres, revelou uma pequena fissura no Rádio e foi contra as dores e os adversários que o almadense teve que lutar este sábado.

Uma luta desigual, num traçado onde sabe que pode vencer e onde, mais uma vez, mostrou toda a sua vontade, ao conseguir a 12.ª posição no final da qualificação, a menos de um segundo da “pole”. Até lá chegar, foi o mais rápido na primeira fase da qualificação, entrando assim no lote dos 12 pilotos que estiveram na Q2.

«Depois de todas as avaliações realizadas percebemos que tinha uma ligeira fissura no Rádio e bastante líquido nos ossos em redor da mão, o que me causa bastante dor. Hoje, quando acordei, sentia bastantes dores, mas tinha que obviamente tentar, para perceber se conseguia conduzir. Senti-me limitado durante o FP3, mas ainda assim fui suficientemente competitivo para decidir continuar e durante o FP4 e a qualificação tudo acabou por correr bem. Para este domingo não sei que resultado ambicionar, mas iremos dar o nosso melhor e tentar recuperar o mais possível para a corrida de amanhã», sublinhou Miguel Oliveira.

O almadense será o melhor dos pilotos KTM no arranque para o GP da Estíria, a realizar este domingo, e será com todas as suas forças que vai tentar concluir as 28 voltas agendadas, para este primeiro Grande Prémio no Red Bull Ring.

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