Recordar o passado no misticismo de Sintra

O Rali das Camélias, organizado pelo Arte e Sport, foi a primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, a 19 e 20 de Janeiro de 1966 e manteve-se no calendário até 1991, sendo uma das provas mais apreciadas pelos participantes e pelo público, que acorria em grande número às estradas de Sintra.

(auto.look2010@gmail.com)

Coube ao Clube Motorizado de Setúbal, com o apoio das Câmaras Municipais de Cascais, Mafra e Sintra, recuperar o Rali das Camélias e, mesmo sem contar para nenhum campeonato, a adesão tem sido enorme e só não é maior, desta vez, por, em função das circunstâncias, ter lugar uma semana antes do Vodafone Rali de Portugal, o que impede os principais protagonistas do Campeonato Nacional de estarem presentes, como muitos gostariam.

Em contrapartida, Rui Madeira, de novo com Nuno Rodrigues da Silva ao seu lado, alinha, ao volante de um Skoda VR5, enquanto Bento Amaral partilha com António Pinto dos Santos a histórica Renault 4 GTL, que andou pelo “Mundial”.

André Cabeças (Mitsubishi Mirage Evo) perfila-se como o mais sério candidato ao triunfo, por ser o que dispõe de melhores “argumentos” w deverá ter em Pedro Clarimundo (Skoda Fabia R5), penalizado por estar afastado das estradas há muito tempo, Gil Antunes (Dacia Sandero R4), presença habitual no campeonato, e Fernando Teotónio (Mitsubishi Lancer IX), que tem competido com regularidade, os seus mais sérios opositores.

O Rali das Camélias vai permitir aos amantes dos ralis da região de Lisboa rever carros como o Fiat Stilo, o Fiat Punto HGT, o Fiat Cinquecento, o VW Golf GTi, o Toyota Corolla Coupé, o Renault Clio, o Ford Escort RS Cosworth e tantos outros que marcaram presença nos provas de estrada, em conjunto com carros da nova geração, como é o caso dos de André Cabeças, Pedro Clarimundo e Gil Antunes e os Kia Picanto que preparam o respectivo troféu. Neste particular, destaque para a presença de Rodrigo Correia e Miguel Paião, uma dupla que surgiu o ano passado e que tão boa conta deu de si.

Sábado a festa faz-se em provas de classificação que todos conhecem e onde regressam para matar saudades.

A estrada

A prova arranca dos Jardins do Casino do Estoril (8h30) e a caravana ruma a Mafra (12h00) junto ao Palácio Nacional, depois de passar pelas especiais de Sintra – Pé da Serra (10,11 km – 9h20), Azóia – Cascais (9,24 km – 9h50) e Monte Gordo – Gradil (11,70 km – 11h15).

Sintra – Pé da Serra é o tradicional troço de Sintra, que tantas vezes integrou o percurso do Rali de Portugal, mas feito em sentido inverso, com começo no Largo do Vítor e final no Pé da Serra. Azóia – Cascais é o resultado da junção das especiais da Peninha e da Lagoa Azul, com começo na Peninha e final no Rio da Mula. Já Monte Gordo – Gradil começa depois do conhecido salto do Codeçal e fai entroncar na fase final da especial do Gradil

O regresso à estrada acontece às 14h00 rumo a Sintra (18h15) depois de cumpridas as classificativas de Codeçal (8,86 km – 15h13), Livramento (7,21 km – 15h56) e Capuchos (12,56 km – 17h42).

Codeçal começa no mesmo local do anterior, mas vira em direcção ao Livramento e termina junto ao portão da Tapada. Livramento é uma repetição da especial feita o ano passado.

Capuchos é a segunda especial do Largo do Vítor, no cruzamento dos Capunhos vira à direita para entroncar no troço da Peninha e repete a parte final da classificativa Azóia – Cascais feita de manhã.

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