Rally Spirit Altronix com lendárias viaturas do “Grupo B”

Máquinas míticas do “Grupo B” fazem uma viagem no tempo desta sexta-feira a domingo, em que as emoções do desporto automóvel voltam a ser fortes em Gaia, Porto, Barcelos e Santo Tirso. O Audi Sport Quattro do sueco Stig Blomqvist é o cabeça de cartaz de uma prova de ralis para carros clássicos.

(auto.look2010@gmail.com)

Lista-de-Inscritos-RallySpirit-Altronix-2019 O Audi Sport Quattro do sueco Stig Blomqvist, campeão mundial de ralis em 1984, será o cabeça de cartaz de uma prova de ralis para carros clássicos. Alguns dos lendários carros do grupo B do Mundial de ralis regressam este fim-de-semana às estradas portuguesas no Rally Spirit Altronix 2019, com partida e chegada na marginal de Vila Nova de Gaia.

Programa-Horário-RallySpirit-Altronix-2019 Outros carros clássicos como o Lancia Delta Integrale, de Pedro Santos Silva, ou o Toyota Corolla GT, de Francisco Tavares, o Lancia Stratos, do alemão Fred Walter, o MG Metro, do alemão Reinhard Klein, o Lancia Delta Integrale EVO, de Hélder Oliveira, ou o Citroën AX GTi, de Adruzilo Lopes, estão entre os carros escolhidos pelas 115 equipas inscritas, numa prova que vai já na quinta edição.

Stig Blomqvist, que participou por diversas vezes no Rali de Portugal, incluindo no trágico ano de 1986, recorda «um rali duro». «Vai ser interessante regressar. Tenho na memória a especial de Arganil, por exemplo», disse o piloto sueco, agora com 73 anos. Stig Blomqvist foi campeão mundial na época de ouro dos carros do grupo B, que debitavam cerca de 800 cavalos de potência e foram banidos das corridas depois de dois acidentes fatais. Um que vitimou três espectadores no Rali de Portugal de 1986 e outro, poucas semanas depois, que vitimou o finlandês Henri Toivonen, um dos pilotos mais idolatrados da altura, no Rali da Córsega.

«O acidente de Sintra é difícil de esquecer, pois foi muito grave. Eu passei lá antes de acontecer. Mas foi azar, pois teve a ver com a colocação dos espectadores», defende Stig Blomqvist. O piloto sueco, que continua a competir em quatro ou cinco eventos de clássicos por ano, afirmou que «vai ser uma oportunidade fantástica de voltar a guiar um carro espectacular».

«Espero muita gente na estrada, porque Portugal sempre teve muitos espectadores», sublinhou, adiantando que o Audi Sport Quattro «era muito rápido entre as curvas, mas difícil de guiar no restante, mas era divertido».

A prova deste ano reúne novamente os carros mais míticos do património histórico dos ralis da década de 70, 80, 90 e a primeira do século XXI, com destaque para os míticos “Grupo B”. Cerca de 20 por cento dos inscritos são estrangeiros, numa prova que arranca com uma super-especial em Gaia, no quartel da Serra do Pilar, às 21h15 de sexta-feira.

Novidade será o facto das equipas atravessarem depois para a margem norte do Douro, pernoitando no Porto, na Avenida dos Aliados, local emblemático e privilegiado para o público apreciar as máquinas do rali de forma descontraída. De resto, é também no Porto que se concentrarão boa parte das emoções no Parque de Acolhimento, localizado no “Queimódromo”, onde também será possível ver as habituais e sempre espectaculares operações de assistência aos carros de competição.

No sábado, o pólo da acção desloca-se para Barcelos, concelho que acolherá todo o segundo dia de prova, com a disputa do troço “Laúndos” (9,00 km), e dupla passagem pelas classificativas de “Barcelos” (9,00 km) e “Franqueira” (4,70 km), para além daquela que será uma das grandes novidades da prova, a prova especial “Boucles Barcelos” (9,60 km), disputada sem as preocupações com o cronómetro, logo propensa para (ainda) mais espectáculo por parte dos pilotos, que, para gáudio do público, farão três passagens pela classificativa.

O último dia de prova, domingo, fica reservado para as tradicionais e selectivas classificativas de Santo Tirso – “Assunção” (4,40 km), “S. Tomé de Negrelos” (7,30 km) e “Coronado” (5,37 km) –, com o fim de festa a terminar em apoteose novamente junto à margem esquerda do Douro, na Marginal de Gaia, ao final da manhã.

Para Pedro Ortigão, um dos responsáveis pela X Racing, «é naturalmente com grande satisfação que vemos arrancar a 5.ª edição do RallySpirit com um conjunto de carros tão emblemático». «O nosso principal objectivo sempre foi o de nos podermos colocar a par das melhores provas internacionais do conceito “Legend”. Ainda temos muito por onde evoluir, mas podermos contar com a presença de alguns dos principais intervenientes do mundo deste tipo de provas, é um motivo de orgulho. Isto não seria possível sem apoio de todos os pilotos, jornalistas, patrocinadores e municípios envolvidos, a quem endereçamos um agradecimento especial, sem esquecer naturalmente o público, que tanto nos tem acarinhado, e a quem pedimos para assistir ao RallySpirit Altronix em segurança, ajudando-nos, na estrada, a “combater” comportamentos de risco».

Não faltam, portanto, motivos para que a quinta edição do RallySpirit Altronix seja verdadeiramente única, emoldurada pela paixão de milhares de adeptos do desporto automóvel.

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