Rali Vinho Madeira está em dúvida em Julho

Governo da Madeira pede mais autonomia decisória. Miguel Albuquerque considerou que os grandes eventos não poderão acontecer «por questões de saúde pública».

(auto.look2010@gmail.com) – Fotos: JORGE CUNHA E ALBANO LOUREIRO / AIFA

Uma das lições aprendidas neste primeiro ano da pandemia «foi a necessidade de as autonomias terem mais poder de decisão nas áreas sanitárias, de mobilidade e sobre as infra-estruturas vitais», disse hoje o presidente do Governo da Madeira.

«Acho que também foi importante percebermos nesta pandemia a necessidade de termos maiores poderes de decisão no campo da política», declarou Miguel Albuquerque aos jornalistas, à margem de uma visita que efectuou a uma empresa de automação e manutenção industrial, no Funchal.

Questionado sobre as lições aprendidas neste primeiro ano da vivência da pandemia da Covid-19, o presidente do Governo Regional acrescentou que veio demonstrar que a autonomia deve «facultar poderes de decisão na área sanitária, da mobilidade e infra-estruturas vitais».

«Estou a falar do aeroporto onde tivemos grandes dificuldades quando decidimos o encerramento», sublinhou. O governante madeirense enunciou, além desta, outras duas lições aprendidas, referindo que a pandemia evidenciou, «mais uma vez» aquela que é a «capacidade e responsabilidade» dos madeirenses que, «nos momentos críticos, tiveram um comportamento exemplar».

Instado a pronunciar-se sobre a realização dos grandes eventos que decorrem na região nos meses de Verão, como as festas populares (arraiais), o rali, entre outras, Miguel Albuquerque considerou que não poderão acontecer «por questões de saúde pública».

O Governo Regional indicou que a realização do Rali Vinho Madeira, a mais importante prova automobilista da região, que acontece em finais de Julho, é uma decisão que «obriga a consultar as autoridades de Saúde do arquipélago».

«Neste momento, a pandemia está instalada, não desapareceu», afirmou Miguel Albuquerque, considerando que, nesta altura, são necessários «cuidados redobrados», porque quando os números de casos da Covid-19 começam a baixar «as pessoas acham que as coisas estão a melhorar e têm a tendência de aligeirar os comportamentos preventivos, o que é mau».

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