Rali do Chile em estreia pode ditar surpresas

O Chile é o 32.º país a integrar o calendário do WRC (Campeonato do Mundo de Ralis), onde desde 2011 (Bulgária) que não se registava uma nova entrada, juntando-se à Argentina e ao Brasil no conjunto de países sul-americanos que receberam a competição.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Thierry Neuville

Num traçado desconhecido para todos e o facto dos carros terem entrado em parque fechado, só aberto na chegada a Talcahuano, depois do Rali da Argentina, faz com que as surpresas possam acontecer, muito em especial por ser desconhecido o desgaste que os pneus vão sofrer nas florestais chilenas, “massacradas” pelos camiões que transportam madeira, pelo que é de esperar apostas diferentes, que podem condicionar os resultados.

Se o tempo estiver seco, o facto de abrir a estrada no primeiro dia pode não ser tão penalizador para o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC), que comanda o campeonato, por evitar o pó que não deixará de prejudicar a visibilidade de quem vem atrás.

Sébastien Ogier

O francês Sébastien Ogier (Citroen C3 WRC) e o estónio Ott Tanak (Toyota Yaris WRC) voltarão a ser os mais directos adversários do belga, que chega ao Chile moralizado pelos triunfos nas duas últimas provas (Córsega e Argentina) e desejoso de aumentar a vantagem pontual sobre os seus perseguidores (10 pontos para o francês e 28 para o estónio).

O inglês Kris Meeke (Toyota Yaris WRC), que, este ano, tem demonstrado uma maturidade superior, pode ser o causador da surpresa, depois de já ter passado pelo comando em provas anteriores, mas sem concretizar em vitória esse facto.

 

Ott Tanak

Mas também o francês Sébastien Loeb (Hyundai i20 Coupe WRC), que está de regresso ao “Mundial”, após a ausência na Argentina, pode ser um potencial candidato ao triunfo, tirando partido da sua experiência em situações semelhantes.

A ESTRADA

Ao contrário do que tantas vezes sucede, a prova chilena não começa com uma Super Especial, a qual está reservada para o final do primeiro dia de competição (sexta-feira).

Nesse dia, os concorrentes arrancam de Talcahuano, cidade que funciona como centro nevrálgico da prova, para cumprirem uma passagem pela especial de El Pinar (17,11 km), uma dupla passagem pelas classificativas de El Puma (30,72 km), a mais extensa da prova, e Espigado (22,26 km), para a etapa terminar com a Super Especial de Concepcion – Bicentenário (2,20 km).

No sábado dupla passagem pelas provas de classificação de Rio Lia (20,90 km), Maria Las Cruces (23,09 km) e Pelun (16,59 km), para no domingo o rali fechar com as classificativas de Bio Bio (12,52 km), cuja segunda passagem funciona como “Power Stage”, Lircay (18,06 km) e San Nicolàs (15,28 km), percorridas no intervalo entre as duas passagens por Bio Bio.

FICHA DA PROVA

Prova – Copec Rally Chile

Data – 9/12 de Maio

Organizador – FADECH

Estrutura – 1 199,24 km divididos por três etapas: Talcahuano – Talcahuano (554,51 km); Talcahuano – Talcahuano (399,68 km); Talcahuano – Talcahuano (245,05 km)

PC – 17 (7 + 6 + 4)

Extensão das PC – 325,70 km (142,38 km + 121,16 km + 62,16 km)

Percentagem das PC – 27,15 %

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Thierry Neuville, 110 pontos; 2.º Sébastien Ogier, 100; 3.º Ott Tanak, 82; 4.º Kris Meeke, 54; 5.º Elfyn Evans, 43; 6.º Andreas Mikkelsen, 30; 7.º Jari-Matti Latvala, 29; 8.º, Dani Sordo, 16; 9.º, Esapekka Lappi, 26; 10.º, Sébastien Loeb, 22; 11.º, Teemu Suninen, 20; 12.º, Benito Guerra, 8; 13.º, Gus Greensmith e Marco Bulacia Wilkinson, 6; 15.º, Yoann Bonato e Pontus Tidemand, 4; 17.º, Stéphane Sarrazin, Ole Christian Veiby e Mads Ostberg, 2; 19.º, Adrien Fourmaux, Riardo Triviño, Janne Tuohino e Pedro Heller, 1

MARCAS – 1.º Hyundai Shell Mobis WRT, 157 pontos; 2.º Toyota Gazoo Racing WRT, 120; 3.º Citroen Total WRT, 117; 4.º M-Sport Ford WRT, 78

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