Rali da Guarda “sumido” em emoção e lágrimas

O Rali Bridgestone/First Stop, produzido pelo Clube Escape Livre, voltou a “coroar” Francisco Carvalho. Pela 10.ª vez. A equipa liderada por Luís Celínio “esculpiu” o último Rali da Guarda com tanta preciosidade que as lágrimas brotaram do rosto de muito boa gente…

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Luís Celínio, Luís Cruz, Beatriz Lopes, Alexandra Gama, Daniela Jacinto, Rui Ramos, João Cortesão, Euliney Fernandes, Daniel Gil e Carlos Oliveira estão de parabéns. Uma felicitação mais que justa granjeada pelo trabalho desenvolvido e da total entrega para que a derradeira edição do Rali Bridgestone/First Stop ficasse umbilicalmente ligado ao sucesso.

Foi esta equipa que “esculpiu” laboratorialmente o 23.º encontro e que possibilitou um fim-de-semana inesquecível na cidade mais alta de Portugal e Trancoso, juntando história à galeria da história da região.

Tratou-se de mais uma organização sublime do Clube Escape Livre. Tudo foi pensado ao pormenor para que todas as equipas do Rali Bridgestone/First Stop encontrassem o estigma e a competência. Todos, sem excepção, conseguiram “engravidar” os elementos das equipas de sentimentos e encantamento.

Obviamente que não pode haver uma boa equipa sem que alguém a possa ver jogar o “tabuleiro” da proficiência. Capitaneado pelo presidente Luís Celínio e coadjuvado pelo vice-presidente Luís Cruz, o Clube Escape Livre congregou elementos sapientes no sentido de instrumentar um profundo conhecimento para o transmitir aos seus convidados.

Perante profundos laços afectivos, que potenciou uma cooperação e entre ajuda sem reservas de qualquer espécie, o Rali Bridgestone/First Stop primou pelo êxito. Com o Hotel Lusitânia Congress & SPA a servir de “quartel-general”, unidade hoteleira localizado a cerca de uma dezena de minutos do centro histórico da Guarda, o Clube Escape Livre alicerçou a sexta-feira – primeiro dia de prova – a um conjunto de acções.

Neste capítulo, destaque para outra prova não menos importante, nomeadamente a de vinhos, em estreita colaboração com a Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior. Os participantes puderam “entrar” na produção dos produtos vitivinícolas da área geográfica daquela região, saboreando néctares numa sessão que serviu de aperitivo a um jantar suculento, terminando com uma “sobremesa” de cariz solidária, “Rali da Guarda F1”.

Nesta causa de elevada nobreza, foram angariados 688,72 euros no leilão do livro “Nicha – Mário de Araújo Cabral” de Adelino Dinis, editado por Francisco Santos.

Tratou-se de uma forma de apoiar Mário Araújo Cabral, o primeiro piloto de Fórmula 1 em Portugal, que chegou a participar em várias edições do “Rali da Guarda” e se encontra numa fase complicada da sua vida.

“DEGUSTAR” CURVAS E CONTRA

CURVAS ATRÁS DE ALBERTO GONÇALVES

O segundo dia do Rali Bridgestone/First Stop teve como ponto de partida as portas do “quatro estrelas” do Hotel Lusitânia Congress & SPA, para a primeira etapa de “cinco estrelas” que ligou a Guarda a Trancoso, com passagem por Vila Franca das Naves para a prova “Espumante Sou do Alto” na Adega Cooperativa Beira Serra.

Recebida pelo presidente João Guerra, médico de profissão e que colocou ao corrente da caravana o que de melhor se faz por aquelas paragens, em que a insistência e a persistência são os segredos pouco guardados de uma produção de excelência. Nada ficou por dizer, compatibilizando objectivos individuais e colectivos numa franca e laboriosa tarefa de equipa.

Antes do regresso à estrada, houve quem fizesse “boas compras” e adquirisse néctares de excelência, exactamente aqueles que foram apresentados para prova e que resultaram em distinções e de referência.

Com uma via de comunicação de sublimidade, os participantes do Rali Bridgestone/First Stop não desperdiçaram a oportunidade de “degustar” curvas e contra curvas – umas mais estreitas que outras, tendo sido contabilizadas inúmeras entre muros e casas –, embora o nosso “road-bock” tivesse a “assinatura” de Alberto Gonçalves no seu vermelhinho Mazda MX-5. Uma boleia que nos levou a Trancoso, ficado para trás Póvoa do Concelho, Vale do Seixo, Carigas, Cogula e Golfar.

Até poderia ter sido um Golf(ar), mas foi ao volante de um Nissan Qashqai, navegado por Herculano da Costa, que alcançámos o final da etapa: Hotel Turismo de Trancoso. Foi nesta unidade hoteleira que foi servido um esmerado almoço que serviu para recuperar energias e entrar no centro histórico da cidade do distrito da Guarda, na província da Beira Alta, região do Centro e sub-região da Beira Interior Norte.

Antes, porém, tivemos o privilégio de ser recebidos pelo presidente do município de Trancoso, Amílcar Salvador, que nos deu as boas-vindas, depois de Júlia Rito, do Gabinete de Turismo local, elucidar os inúmeros motivos de interesse da cidade. Além de ter uma nova sinagoga e um dos centros históricos com mais vestígios da presença de judeus, sendo facilmente visíveis cruzes, datas e símbolos nas ombreiras das portas, Trancoso estava a reviver a Festa da História – Recriação das Bodas Reais.

“PADRE DOC” DESTROÇADO COM A PARTIDA DE ARMANDO DIAS

Incitada por Amílcar Salvador e Júlia Rito – um agradecimento especial a Lurdes Fidalgo, que nos “presenteou” uma esferográfica para fazer riscos e rabiscos num pedaço de papel –, a caravana contornou a guarda entregue a duas jovens vestidas a rigor, e entrou por uma das principais portas da muralha que ainda hoje a rodeia, a Porta d’El Rei.

Foi uma entrada vitoriosa na zona nobre da cidade de Trancoso, com espaços dedicados às tendas de artesanato, tabernas, tendas militares e de ofícios medievais, com animação de arruadas pelo mercado, músicos e malabaristas, treino de armas, encantador de serpentes, dança do ventre, manipuladores de fogo, bobos, saltimbancos e desfiles. Só não foi possível assistir à rememoração das Bodas Reais e Casamento Régio de El Rey D. Dinis e D. Isabel de Aragão, realizado em 1282, mas “entrámos” como “membros da fidalguia” sem estar trajados a rigor, mas contemplámos nobres, mendigos, guerreiros, mercadores, príncipes e princesas.

Percorremos ruas e atravessámos ruelas através da mesma porta de há séculos atrás. Coube ao “padre Doc” (na vida real José Vieira, um motard de Trancoso) abençoar a visita. Estava destroçado pela perda do amigo Armando Dias, de 92 anos de idade, «o mais velho motard português e que fazia parte do Moto Clube da Guarda».

«É doloroso perder um amigo. O Armando era um apaixonado pelo motociclismo e tinha moto desde 1951 e nunca tinha faltado a uma concentração em Portugal e Espanha desde que são organizadas», disse “padre Doc”, trajado a rigor, junto a um marco de correio em Trancoso, sublinhando que Armando Dias, sócio honorário do Moto Clube da Guarda faleceu «em vésperas de mais uma concentração motard na Guarda», que começou na sexta-feira e se prolongou até domingo. Tal e qual como o Rali Bridgestone/First Stop.

“PESTE” COMBATE-SE COM O VINHO “OURO” E “PRATA” DA BEIRA SERRA

Um pouco mais à frente, Zé Mário e Rui Dias, também apresentaram as suas queixas. Membros de “Cavaleiros e Damas D’el Rey”, os dois figurantes, também trajados a rigor e dispondo de espadas cintilantes, manifestaram a sua preocupação, «porque começámos com 40 elementos e, agora, apenas somos 22».

«Foi a “peste” que os levou», disse, logo a seguir, um transeunte, vestido de mendigo, percorrendo a calçada com alguma rapidez orientado pelo odor da taberna a cerca de 50 metros de distãncia: «A “peste” combate-se com o vinho “ouro” e “prata” da Cooperativa Agrícola Beira Serra», disse o mendigo, contrapondo Zé Mário e Rui Dias, os quais afirmaram «que a “peste” não teve influência, porque partiram em busca de vida melhor no Litoral».

Tratando-se de uma das grandes recriações históricas do país, Dina Silva e Marco Amaral, provenientes de Aveiro e com o selo da “Inspirueta”, distinguiram-se em Trancoso pela dinâmica criada pela junção de malabares, com a representação de carácter cómico e acrobacia que por vezes cria verdadeiros efeitos de ilusão óptica, activando assim no público reações e sensações que são inseridas como parte integrante dos espectáculos.

Esta dupla de artistas tem formação em artes circenses pela Escola de Circo Imoteph, em França, cativou pelas suas peripécias, encantando cavaleiros e damas, nobres e burgueses e outros demais, tais como Herculano da Costa, um viseense que se notabilizou no jornalismo e que não perdeu pitada com o espectáculo gratuito de fogo.

Quem também viajou da região aveirense foi Ricardo Ribeiro, um jovem de Santa Maria da Feira, empregando a sua sabedoria de malheiro. Na sua banca de trabalho, a quota de malha em ferro ia ganhando robustez para que os cavaleiros a adquirissem e partissem para longas batalhas. Sem a etiqueta “made in Portugal”, Ricardo Ribeiro foi prendendo olhares, disponibilizando palavras para descrever como é feita a malha de ferro na perfeição.

 

HISTÓRIA E ANIMAÇÃO SERVIDAS

PELA ASSOCIAÇÃO HEREDITAS

A visita guiada ao centro histórico de Trancoso deixou saudades. Pela boa disposição dos intervenientes e pelo calor humano das suas gentes. Uma panóplia de emoções “descobertas” pelo Clube Escape Livre que proporcionou uma viagem ao passado num ambiente festivo e evocativo do casamento do rei D. Dinis e a rainha D. Isabel de Aragão, ocorrido naquela antiga Vila Medieval em 24 de Junho de 1282.

O regresso à Guarda foi efectuado de forma livre. Foram cerca de 54,8 quilómetros aproveitados para tirar partido dos cavalos de cada uma das viaturas em prova, e testar a destreza ao volante. Já no “quartel-general” e os “cavalos domados”, houve quem utilizasse a piscina do Hotel Lusitânia Congress & SPA ou, simplesmente, “curar” o corpo nos aposentos da referida unidade hoteleira.

Os participantes do Rali Bridgestone/First Stop voltaram a reunir à mesa do jantar, onde os esperava um buffet de saladas simples e criações do chef, onde não faltou a deliciosa sopa à moda da Guarda, lombinho de pescada com bisque de camarão e coentros, perna de borrego assada com molho de alecrim, grelos e batata à padeiro. O buffet de sobremesas, fruta laminada e tábua de queijos regionais convidava a um “digestivo” coerente para eliminar algumas calorias.

A equipa do Clube Escape Livre voltou a tratar do assunto com erudição. A noite na Guarda estava agradável e a cronografia voltou a cruzar-se com a caravana. História e animação foram servidas pela Associação Hereditas, numa visita guiada e encenada pelas ruas do centro histórico.

CASA DO POVO DE VALONGO DO VOUGA NA ROTA HEREDITAS

A estrutura associativa deu a conhecer monumentos, personagens e histórias relevantes da cidade da Guarda, divulgando-se o património e factos históricos de uma forma lúdica, abrangente, mas primando sempre pelo rigor científico e histórico. Num dos momentos iniciais da visita juntou-se a equipa de iniciados feminina da Casa do Povo de Valongo do Vouga, concelho de Águeda, que se encontrava a participar num torneio na cidade mais alta de Portugal.

Até àquela altura, a formação bairradina, cujo objectivo é promover o desenvolvimento e bem-estar da comunidade, incidindo a sua área de actuação na freguesia de Valongo do Vouga, ainda não tinha perdido nenhuma partida em que tinha participado, ficando ainda mais enriquecida com a história descrita pelos excelentes actores Associação Hereditas.

A noite de sábado ficou ainda marcada pela visita ao “Nobre, Vinhos & Tal”, um espaço em pleno centro histórico com boas sugestões para petiscos e vinhos. Mas como a manhã de domingo estava reservada para a prova de Slalom num arruamento em frente ao Hotel Lusitânia Congress & SPA, as equipas foram convidadas a entrar em “estágio forçado”.

TRAVÃO DE MÃO EM FALTA PARA FACILITAR TAREFA

Na amanhã de domingo e depois de um mergulho retemperador na piscina da unidade hoteleira reservada para o Rali Bridgestone/First Stop, os “pilotos” perfilaram-se para evidenciar “aventuras e peripécias” ao volante das suas “máquinas”, umas melhores que outras, leia-se, munidas com travão de mão para facilitar a tarefa.

Enquanto uns elaboravam a prova sem pressão, outros “testavam” o asfalto com a precisão de que não queriam ceder trunfos aos adversários circunstanciais. Na linha de partida destacavam-se os melhores dos melhores. Os melhores porque contabilizavam vitórias na mítica prova do Clube Escape Livre e desejavam manter esse estatuto. Há pilotos e pilotos e, há os mais supersticiosos que outros. Ao ponto de aquecerem os motores antes de estabelecida a “prova dos nove”.

Tudo era calculado ao pormenor. Uma travagem mais áspera poderia ferir os sentimentos do dever cumprido. Um erro de trajectória era o mesmo que não participar, já que ficaria automaticamente afastado das grandes decisões. Era preciso manter os índices de concentração com a RFM como companhia de eleição. “Só Grandes Músicas” e com “grandes habilidades” eram possíveis de alcançar o “código” do sucesso. A tensão aumentava, a moeda ao ar foi mesmo ao ar e, Francisco Carvalho, acabou mesmo por colocar um ponto final nas dúvidas de uns e certezas de outros, sublinhando o seu nome na história como sendo o vencedor da última edição do Rali Bridgestone/First Stop, organizado pelo Clube Escape Livre no fim-de-semana de 28 a 30 de Junho.

Tudo um dia tem um fim. Como as férias viram só recordação, a família “Rali da Guarda” pode enveredar pelo mesmo caminho. No entanto, e pelo que foi possível observar durante a entrega de prémios e Troféus SPAL, será que ainda é hora de abraçar bem forte o Clube Escape Livre para o 24.º encontro?

Para já este encontro ficou marcado pelas emoções, não apenas da adrenalina da competição como da despedida, e onde marcaram presença vários participantes desta mítica prova, entre eles o vencedor da primeira edição em 1988, o piloto e organizador do Targa Clube, Fernando Batista.

Mas voltamos ao frenesim do Slalom. Francisco Carvalho e Nuno Antunes eram apontados como os grandes favoritos. Um “veterano” e um “novato”. Ambos revelaram ambição. Ambos partiram para a luta titânica pelo melhor registo. Ambos mostraram grandeza na hora de todas as decisões, mas a sentença final surgiu em formato de MINI. Os dois não defraudaram as expectativas, mas desta vez a experiência do piloto da Guarda, a conduzir um MINI, permitir-lhe-ia a vitória com o tempo de 47,735 segundos.

Nuno Antunes, também em MINI, conseguiu 50,371 segundos, e João Batista, em Mercedes Classe A, rematou o pódio com o tempo de 52,542 segundos. Nas classificações, destaque ainda para a brilhante prestação de Fernando Batista, que desta vez não venceu, mas do alto dos seus 80 anos, e três décadas depois da sua primeira vitória, conquistou o 5º lugar ao volante de um BMW.

LUÍS CELÍNIO: “UMA LÁGRIMA AO CANTO DO OLHO”

Na prova que este ano decorreu à entrada do Hotel Lusitânia Congress & SPA, em vez da malha urbana da cidade, entre as senhoras foi Olga Pereira, em Peugeot, quem conseguiu o melhor tempo (1m02s), seguida de Joana Castro, em Renault, e de Bianca Bessa, ao volante de um Fiat, a completar o pódio, onde proliferaram as garrafas magnum de espumante Castelo Rodrigo que voltou a rematar esta competição. Com banho de néctar e lágrimas que, a espaços, foram brotando na despedida de uma mítica prova com três décadas de enorme intimidade.

«É com uma lágrima ao canto do olho que encerramos este ciclo extraordinário de promoção e divulgação da Guarda, através do Rali Bridgestone/First Stop, mas que ao longo destes 30 anos sempre foi, simplesmente, o “Rali da Guarda”, referiu no final Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre.

«Curioso, é que nunca foi um verdadeiro rali, mas sim um passeio de estrada que sempre terminou com uma prova de perícia, mas as pessoas, o convívio, a descoberta histórica e paisagística e o tradicional acolhimento beirão, tornaram-no numa referência nacional. Só podemos agradecer a todos quantos contribuíram para esta “marca” do Clube Escape Livre», sublinhou o embaixador da cidade da Guarda por excelência.

Confirmando a tradição, a SPAL realizou troféu para o vencedor e para todas as equipas, a ROAMER sorteou um relógio, que foi parar ao pulso do meu “navegador” Herculano da Costa, e a BP ofereceu, também por sorteio, o combustível a três participantes. António Catarino e Artur Lemos foram homenageados com o Prémio Excelentes e Magníficos, respectivamente.

O Rali da Guarda teve como patrocinador oficial a Bridgestone e a First Stop e contou com o apoio da BP, AFN, Valorpneu, SPAL, Roamer, Renault e Ford e a parceria institucional do Turismo do Centro de Portugal, Municípios da Guarda e Trancoso, Natura IMB Hotels e Hotel Palácio Estoril.

ESPÍRITO COMPETITIVO

INVULGAR E MELHOR DA CRIATIVIDADE

O Rali da Guarda chegou ao fim com o Rali Bridgestone/First Stop, versão 2019. Tudo começou e 1988. Um encontro de fim-de-semana que acabaria por culminar ao cabo de três décadas. O Rali da Guarda despertou a convivência, o humor, o espírito competitivo invulgar e o melhor da criatividade dos seus participantes.

O Clube Escape Livre criou todos estes efeitos mágicos, mas não haverá uma varinha que elimine o ambiente desmedido e a amizade concebida ano após ano. E se o lema do Clube Escape Livre era promover a região da Guarda através do automóvel, então a iniciativa cumpriu na perfeição o lema a rigor. Acabou. Não. Para o próximo ano a “família” do Rali da Guarda pode regressar à cidade mais alta de Portugal e à região no âmbito de outro evento, privilegiando a Regularidade e o Turismo para viaturas até 1989. Contudo, vai ser criada uma categoria exclusiva para todos aqueles que participaram no Rali da Guarda.

O Rali da Guarda está também a ser equacionado como prova especial, por altura da inauguração do Hotel Turismo da Guarda, para ser revivido na memória de cada um. Com a chancela do Clube Escape Livre, a Guarda, quiçá dentro de três anos, volta a reunir a “família” que muito gosta de automóveis.

Este fim-de-semana, as lágrimas brotaram pelo rosto de muitas pessoas. António Catarino, João Baptista, Sérgio Paiva, Luís Celínio, entre muitos outros, não aguentaram as emoções. O desenho vincado no rosto era de alegria. André Bettencourt, da Bridgestone, “fugiu” do palco da fama para produzir palavras de agradecimento ao Clube Escape Livre, chamando todos os seus colaboradores para se juntarem a Luís Celínio, assim como a sua esposa. Um momento comovente e inesquecível. Uma equipa que, uma vez mais, prestigiou a cidade da Guarda, a região, o país e a vizinha Espanha, com a presença de Luis Miguel Mata Pérez, director-gerente do Museo de Historia de la Automoción de Salamanca (MHAS), esposa e filha. Vamos começar…

QUADRO DE HONRA

Fernando Baptista (1988/Citroën AX), Araújo Pereira (1989/Lancia Y10 Turbo e 1990/Peugeot 205 GTi); Francisco Carvalho (1991/MINI, 1993/Renault Clio, 1995/Renult, 1999/For Focus, 2000/Honda, 2002/Renault, 2003/Citroën C2, 2015/MINI, 2017/Renault, 2019/MINI); João Reis (1992/Toyota Corolla); Joaquim Santos (1994/Suzuki Swift, 1998/VW, 2001/Ford, 2004-05/Skoda); Sérgio Paiva (1996/Citroën); Pedro Costa Luz (1997/SEAT); Manuel Gião (2006/MINI); Nuno Antunes (2016/MINI, 2018/MINI).

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