Público na F1 e MotoGP só com teste à Covid-19

O Grande Prémio de MotoGP (18 de Abril) e o Grande Prémio de Fórmula 1 (2 de Maio) vão ter lotação reduzi a e todos os espectadores terão de apresentar um teste negativo à Covid-19, cujo preço do teste está incluído no valor do bilhete.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

O regresso da Fórmula 1 foi um êxito mas com visíveis excessos. No pretérito dia 25 de Outubro, o Autódromo Internacional do Algarve teve espectadores a mais a acompanhar a Fórmula 1 nas bancadas em tempo de pandemia, onde não faltaram apreciações menos positivas, ao contrário do Grande Prémio de MotoGP que teve o espaço vazio.

Para este ano e para evitar problemas, a lotação no Autódromo Internacional do Algarve será limitada a 10% da capacidade do recinto na prova de motos, aumentando um pouco mais na de automóveis.

A grande novidade prende-se com a obrigatoriedade da realização de um teste à Covid-19, o qual será efectuado, a título gracioso, numa rede nacional de laboratórios pré-definida para quem adquirir o ingresso digital.

Os bilhetes, conforme já foi referido, serão digitais e terão os dados do espectador e o resultado do teste obrigatório à Covid-19, cujo custo de realização estará já incluído no preço do ingresso. A proposta já foi entregue à Direcção-Geral da Saúde (DGS) e aguarda parecer. Para além dos laboratórios pré-definidos, está a ser equacionada a hipótese de serem montados dois grandes centros de testagem na região, que irão funcionar entre 15 e 17 de Abril, no caso da competição de MotoGP.

Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão, está optimista para que as bancadas do Autódromo Internacional do Algarve «tenham público», pese embora a actual situação pandémica, desde que sejam garantidas todas as condições de segurança e é nisso que se está a trabalhar».

«O acompanhamento da competição em todo o mundo por milhões de pessoas, só por si, já justifica esta aposta, pois trata-se de um momento desportivo único, capaz de trazer grande projecção para o Algarve e para o país», acrescenta Isilda Gomes.

«A região precisa de investimento sustentável e diversificado, capaz de criar riqueza o ano todo e alavancar a economia local, sobretudo nas áreas da hotelaria e restauração, comércio e serviços, e acredito que esta prova é uma excelente montra que poderá atrair empreendedores e investidores», defende a presidente, antes de recordar que, em 2020, a passagem da Fórmula 1 por Portimão terá produzido um impacto direto na ordem dos 100 milhões de euros.

Refira-se, por outro lado, que haverá um interessante programa de suporte à Fórmula 1, entre 30 de Abril e 2 de Maio, nomeadamente com a disputa de corridas a contar para o Campeonato Internacional GT Open, que regressará ao circuito algarvio após 2013, e para o Euroformula Open, em estreia absoluta no traçado.

Além disso, Portimão também assistirá à abertura da nova temporada do Campeonato de Portugal de Velocidade, a única competição portuguesa englobada na programação do Grande Prémio de Fórmula 1.

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