Portugueses evoluíram no Titan RX de Montalegre

Pedro Rosário foi o português melhor classificado numa corrida disputada de princípio a fim, que foi ganha pelo espanhol António Miras, em Semog. Já na prova da Super 1600, foi Joaquim Machado, ao volante de um Peugeot 208, desenhou um triunfo sem mácula.

(auto.look2010@gmail.com) – Foto: OMS RALLYPHOTOS E RODRIGO VASCONCELOS

O Circuito Internacional de Montalegre recebeu a visita do Campeonato Internacional Titan RX, cujo programa integrou também duas categorias de suporte, que foram os Kartcross e os Super 1600, com larga adesão de alguns dos protagonistas nacionais do PTRX, Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy.

Pedro Rosário foi o português melhor classificado numa corrida disputada de princípio a fim, que foi ganha pelo espanhol António Miras, em Semog. Antonio Miras e Ivan Chincilla discutiram a corrida de princípio a fim e cortaram a meta separados por meio segundo. Os kartcross espanhóis, mais potentes, pois o regulamento de “nuestros hermanos” assim permite, dominaram naturalmente o panorama. Pedro Rosário partiu de quarto, mas rapidamente assumiu a terceira posição, tendo assistido de bancada à luta pela vitória.

Daniela Godinho foi outra das protagonistas da prova. Terminou a qualificação em terceira e durante a corrida teve um duelo impressionante com Rui Nunes, que levou a melhor na contenda, tendo sido quarto ao baixar da bandeira xadrez. Digno igualmente de registo foi o facto de, todos os da frente, terem tripulado chassis Semog Bravo.

Nos Super 1600, Joaquim Machado, em Peugeot 208 S1600, venceu uma corrida em que a estratégia de ida à “Joker Lap” foi decisiva. Mário Teixeira (Ford Fiesta S1600) e Rogério Sousa (Ford Fiesta S1600) discutiram a travagem para a primeira curva e Joaquim Machado, que também partia bem, ficava do lado de fora.

Os dois primeiros tinham uma espécie de “guerra sem quartel” durante a primeira volta e Teixeira levava a melhor, apesar de André Sousa (Peugeot 207 S1600), estar também completamente encostado ao pára-choques do Fiesta. Joaquim Machado aproveitava para ir à “Joker Lap” e essa decisão foi a chave para a vitória. A partir daí fazia a corrida sozinho e ganhava tempo, enquanto todos os outros lutavam pelos lugares do pódio e seguintes.

 

Mais uma vez, as visitas às joker foram decisivas e no regresso ao percurso principal Rogério Sousa não conseguiu evitar um toque na traseira do Citroën C2 S1600 de Celmo Guicho, que ficava fora de prova à quinta volta. Joaquim Machado recebia a bandeirada xadrez, Mário Teixeira era segundo, André Sousa terminava 1,4 segundos depois, seguido do irmão Rogério.

«Queria ir a Montalegre com dois intuitos. Primeiro, para me juntar à festa, que foi a prova dos Titans RX. Depois, para rodar naquela pista, pois na prova do nosso campeonato pouco andei», referiu Joaquim Machado.

“Sobre a corrida só posso dizer que começou bem, embora na segunda manga tenha levado um toque. É pena que estas situações aconteçam, em provas em que o desportivismo deveria estar ainda mais presente. O carro ficou em mau estado e tenho de agradecer à Kaxa & Motor, pois conseguiu não só recuperá-lo, mas também que continuasse competitivo. Na final, a estratégia que escolhemos resultou. Forcei o andamento depois de passar pela “Joker Lap” consegui vencer. Foi uma vitória merecida», concluiu Joaquim Machado, piloto que a dedicou à sua família, equipa, patrocinadores e a todos os que o apoiam.

De realçar que as sete voltas da final, foram cumpridas em menos 11 segundos do que a prova do Campeonato de Portugal, disputada há duas semanas. Para Joaquim Machado ficou a volta mais rápida da final, com o registo de 42,718 segundos.

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