Portugal pode receber FIA Motorsport Games

Em entrevista exclusiva à VMotores, Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, revelou a Joaquim Amândio Santos estar já a trabalhar na candidatura de Portugal poder receber a próxima edição FIA Motorsport Games e aponta o Autódromo Internacional do Algarve como o palco ideal.

Texto: JOAQUIM AMÂNDIO SANTOS (auto.look2010@gmail.com)

No início de Dezembro, decorreu a habitual assembleia-geral FIA, no Mónaco, onde saíram as decisões finais sobre calendários e regulamentações para 2020 e para as próximas épocas. Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), representou Portugal e, no rescaldo da sua presença, a VMotores entrevistou o líder federativo, em exclusivo.

Uma das grandes novidades saídas da conversa, passou pelo anúncio de que a FPAK está já a trabalhar numa candidatura portuguesa a receber a próxima edição dos FIA Motorsport Games. A primeira edição dos FIA Motorsport Games realizou-se no circuito ACI Vallelunga, Campagnano di Roma, de 1 de Novembro a 3 de Novembro do ano que agora termina e incluiu competição nas modalidades de GT, TCR Touring Car, Fórmula 4, Drift, Karting e eSports. Participaram 166 pilotos de 49 nações, distribuídos pelas seis disciplinas.

Apenas pilotos com estatuto Prata ou Bronze foram autorizados a competir. Os promotores do evento foram a FIA e a Organização Stéphane Ratel (SRO). Roma foi a cidade que sediou a cerimónia de abertura. Portugal foi representado por seis pilotos em quatro categorias: Diogo Correia no Drifting Cup, Matilde e Martim Fidalgo no Slalom Karting Cup, Mariano Pires na F4 Cup e Miguel Ramos e Henrique Chaves na GT Cup. Destaque para Matilde e Martim Fidalgo que deram a Portugal o melhor resultado com um 4.º lugar, enquanto Diogo Correia também brilhava, ao ser 5.º.

Agora é Portugal que vai a jogo, com uma candidatura a receber o evento. Ni Amorim enquadra esta intenção na atenção que a FPAK dá «ao que se passa lá fora, no sentido de tentarmos atrair mais provas internacionais para Portugal. Naturalmente que a concorrência é muito grande». «Portugal é um país pequeno, distante do centro e do norte da Europa e, portanto, não é fácil», afirmou.

«Os Motorsport Games são um evento internacional importantíssimo. Nesta primeira edição, Portugal esteve representado no Karting, no Drift,nos GT, na F4 e os nossos pilotos estiveram muito bem, dando uma excelente imagem do nosso país e do nosso nível competitivo. Este evento é um dos mais importantes entre os que se vão realizar mundialmente, nos próximos quatro a cinco anos» e, como tal, é, no seu ponto de vista, enquanto «português e presidente da FPAK, um evento que Portugal pode receber.» Temos condições para nos candidatarmos a recebê-lo no futuro próximo e já estou a trabalhar nesse sentido», destacou Ni Amorim.

O responsável máximo da FPAK já olha para a frente e para a dura batalha que se pode seguir. Reconhece que «depois desta primeira edição em Itália, existem muitos países em bicos de pés para receberem este evento nos próximos anos mas, acho que Portugal tem excelentes condições e devemos aproveitar toda a nossa capacidade para atrair mais este grande evento FIA».

Quanto ao local, não há dúvidas. Para o homem forte da FPAK, «o Circuito do Algarve, em Portimão, tem todas as condições para se candidatar a este evento». «Aliás, a infra-estrutura tem tudo para receber quase toda a tipologia de eventos FIA. O circuito de velocidade é um dos melhores do mundo, o kartódromo tem o mais alto grau internacional de homologação, está quase concluído um traçado de “cross country” nas imediações onde passam as classificativas do Rali Casinos do Algarve muito próximo, bem como troços em terra», adiantou.

Sendo assim, Ni Amorim sublinhou que «temos todas as condições para receber os FIA Motorsport Games, até numa versão com mais modalidades dos que as que existiram em Itália, neste primeiro ano». «Agora sabemos que a luta vai ser dura. Vamos ter de enfrentar circuitos como os de Paul Ricard, fortíssimo e francês, com argumentos pesados, mas também temos os nossos», finalizou o presidente da FPAK em jeito de aceleração final.

 

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