Pilotos gostaram do Centro mas receiam o pó…

O primeiro dia do Vodafone Rali de Portugal arrancou esta terça-feira, com o reconhecimento das classificativas da região Centro, nomeadamente Lousã, Góis e Arganil e, ainda, do shakedown e da super-especial de Lousada.

(auto.look2010@gmail.com)

Na generalidade, as apreciações foram bastante positivas, deixando entender que a primeira etapa, na próxima sexta-feira, poderá cavar diferenças importantes, e tanto a dureza do piso como o pó, face à previsão de tempo seco, não deixaram de ser referidas como factores relevantes.

Elfyn Evans, o galês que assume o estatuto de número um da equipa M-Sport Ford World Rally Team, gostou do que viu: «As novas classificativas parecem ser bastante boas e será interessante ver como vai ser o desenvolvimento em prova. Podem ser um pouco duras em algumas secções, mas, no geral, são bastante agradáveis. Não são uma surpresa, são muito típicas de Portugal».

Em relação à prova, adiantou que «é um rali tipicamente duro e parece que vai estar bastante calor, pelo que a escolha dos pneus pode vir a ser muito interessante».

O recente vencedor do Rali do Chile e agora segundo classificado no Mundial, Ott Tanak, reconhece que as novas classificativas superam em dureza as anteriores disputadas na região do Minho.

«De um modo geral, gostei muito das classificativas do primeiro dia, embora as disputadas antes no Norte fossem um pouco mais macias, pois estas agora são um pouco mais duras. A região de Arganil tem troços que nos obrigam a outro ritmo, para conseguirmos ‘sobreviver’ e sair de lá», disse o piloto da Toyota.

«Claro que estou confiante. Gosto do Rali de Portugal e tenho a certeza que poderei ser forte. No primeiro dia terei, com o tempo seco, quero fazer tudo para não perder muito tempo. Vou dar o máximo, para não hipotecar as possibilidades de discutir a vitória», acrescentou o piloto estónio.

Já recuperado das contusões resultantes do espectacular acidente sofrido no Rali do Chile, que deixou o Hyundai i20 Coupe WRC parcialmente destruído – «fisicamente já estou a 100% e não podia esperar encontrar-me mais forte» – , Thierry Neuville revela optimismo:

«Vamos tentar vencer o Rally. No primeiro dia andaremos a limpar a estrada, pois somos os terceiros a passar. Será um pouco melhor em relação ao Ogier e ao Tanak, mas a questão é que lá para trás há muitos pilotos bons. Não vai ser fácil, mas espero que corra tudo bem», sublinhou.

Quanto ao primeiro dia de reconhecimentos, o piloto deixou o seu testemunho: «As especiais são bonitas, um pouco diferentes das anteriores, na região Norte, mas pelo menos são algo de novo que nos obrigam a ter boas “notas”».

Já Chris Meeke, vencedor da prova portuguesa em 2016, alerta para o pó na primeira etapa: «As classificativas em Arganil parecem muito secas e poeirentas. Há muita terra solta, pelo que vai ser difícil para os carros da frente. É bom haver novidades, mas é necessário haver um grande intervalo de tempo entre concorrentes, porque vai haver muita poeira a pairar durante a manhã».

O piloto da Toyota falou sobre os seus objectivos nesta edição do Vodafone Rali de Portugal: «Quanto ao rali, não sei o que esperar, por isso é chamado desporto. Vamos, seguramente, tentar o nosso melhor e vamos ver o que conseguimos».

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