Pedro Rosário: “Não faremos mais nenhuma prova este ano”

Apesar de estar na luta pelo pódio final e em consonância com a equipa, o piloto de Coimbra decidiu terminar de imediato a temporada de 2022, porque “o que se passou em Montalegre é inaceitável”. Uma decisão que nada tem a ver com os aspetos puramente desportivos…

(auto.look2010@gmail.com)

O consagrado piloto conimbricense saiu bastante agastado e desiludido na quarta prova do Campeonato de Portugal de Kartcross by Transwhite 2022, considerando serem graves os erros sucessivos de gestão das provas do campeonato. Juntamente com a equipa decidiu terminar de imediato a sua época, apesar de estar na luta pelo pódio final.

E a decisão em causa nada tem a ver com os aspetos puramente desportivos. Começando por estes, a história da presença de Pedro Rosário em Montalegre dá conta de que o piloto, como sempre demonstrou toda a sua competitividade. Terceiro mais rápido nos treinos cronometrados, Pedro Rosário foi 5.º nas três mangas de qualificação, garantindo um lugar na segunda fila da grelha de partida para a final.

Aí, tudo piorou e Pedro Rosário assume que «embora estivéssemos no grupo dos mais rápidos a corrida final foi desastrosa», recebendo a bandeirada de xadrez no 11.º posto, resultado menos positivo, mas que em nada beliscava a presença do conimbricense no reduzido naipe de pilotos com possibilidades de assegurar um lugar no pódio final do campeonato.

Mas, para lá da competição, um conjunto de incidentes relacionados as condições da pista e a organização da prova provocaram a saturação do piloto: «Esta prova foi a viragem do campeonato, para mim e para a nossa equipa Energia Racing, Montalegre II ajudou-nos a tomar uma decisão que temos vindo a adiar. A incompetência de quem gere as corridas é gigante e não dá para tolerar mais. Assim, não iremos fazer mais nenhuma corrida neste campeonato».

A decisão provoca assim uma baixa de grande relevo no pelotão, querendo Pedro Rosário que esta decisão «possa ajudar, alertando a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) e todos os organizadores para a necessidade de termos uma mudança profunda na forma como está a modalidade», sublinhou o piloto de Coimbra.

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