Pedro Matos Chaves na Eleven Sports

Na qualidade de convidado especial no F1 Eleven, o piloto do Porto recordou, durante 90 minutos, vários momentos marcantes da sua carreira desportiva e abordou diversos temas relacionados com os desportos motorizados. Conduzir um F1 continua a ser uma das experiências mais marcantes enquanto piloto. A entrevista completa pode ser vista aqui.

(auto.look2010@gmail.com)

O ex-piloto português de F1 e de outras modalidades esteve à conversa, em directo, no Facebook da Eleven Sports, com João Carlos Costa, Nuno Pinto, Sérgio Vieira e Miguel Roriz. Durante 90 minutos, recordou vários momentos marcantes da sua carreira desportiva e abordou diversos temas relacionados com os desportos motorizados.

Pedro Matos Chaves é um dos mais conhecidos pilotos portugueses de todos os tempos. Foi campeão inglês de F3000 na Madgwick Motorsport e chegou à F1 em 1991 pela Coloni F1 Team, nunca se tendo qualificado para nenhuma das 13 corridas em que participou.

Nos EUA participou na Indy Lights durante 3 anos. Experimentou os rallies tendo obtido 2 títulos com um Toyota Corolla WRC, conquistou o campeonato espanhol de GT num Saleen S7, com Miguel Ramos. Pedro Matos Chaves também correu nas 24 Horas de Le Mans e no Campeonato GT da FIA. Terminou a carreira como piloto no Campeonato Português de Rally, pela Renault.

Sobre não ter ainda começado o Mundial de F1, Pedro Matos Chaves referiu: «Vejo, como todos nós, com uma certa ansiedade, porque gostamos do desporto. Gostávamos que ele já tivesse começado. Já estaríamos a fazer o GP do Mónaco. Já tínhamos uma ideia da competitividade dos carros. Não temos nada. Está tudo a zero. É uma seca. Estamos à espera, à espera».

Para o ex-piloto português, «guiar um F1 continua a ser um estouro do caraças». «Qual (Toyota) Corolla, qual quê. Eu é que quando andei nos ralis já não me lembrava do F1. Quando há 3 anos voltei a guiar o Coloni F1 fiquei a pensar. Era dos carros mais fracos da F1…, mas é muita potência. Um kart grande. Dei 4 voltas e na 4ª volta não conseguia segurar o pescoço. E nem conseguia respirar», sublinhou.

Relativamente à aventura nas corridas do Norte da América, Pedro Matos Chaves conclui: «Adorei todas as corridas que fiz na América do Norte. Gostei da maneira deles, do show. Aprendi a viver com o “pace-car”. Mas lembro-me de uma corrida em Vancouver, que ganhei ao Greg Moore, filho da cidade canadiana. Venci com um toque. Havia a guerra das pescas entre Portugal e o Canadá e um jornal local escreveu que Portugal não era só antipático nas águas territoriais, mas também nas corridas».

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