Paulo Gonçalves operado ao baço mas firme no Dakar

Piloto de Esposende foi submetido a uma cirurgia ao baço no Hospital do Espírito Santo de Évora mas não está em risco a sua participação no Rali Dakar 2019, aa disputar no Peru

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Paulo Gonçalves

Uma queda já no final do primeiro dia da derradeira prova do Campeonato Nacional de Rally Raid, em Reguengos de Monsaraz, provocou uma lesão ao nível do baço a Paulo Gonçalves. O experiente piloto de Esposende não evitou um tombo numa zona húmida, a cerca de 18 quilómetros do final da tirada quando rodava a uma velocidade bastante moderada, mas o embate com o abdómen no guiador da sua Honda CFR 450 Rally, idêntica a que vai alinhar no Dakar peruano, provocou uma lesão superficial.

A queda não impediu Paulo Gonçalves de terminar a etapa inaugural, manifestando um ar tranquilo, embora se queixasse, a espaços, com algumas dores abdominais. Face à pancada no guiador da moto da marca nipónica, o piloto oficial do Team HRC Rally Monster Energy foi aconselhado a deslocar-se ao Hospital do Espírito Santo de Évora.

Paulo Gonçalves foi sujeito a um Raio X, mas o diagnóstico não revelou qualquer irregularidade. Ainda na unidade hospitalar, o piloto salivou sangue e, perante este sinal, foi sujeito a uma ecografia que denunciou algo de anormal no baço.

Analisados os prós e os contras, a intervenção cirúrgica foi efectuada na unidade hospitalar evorense sem colocar em risco a participação de Paulo Gonçalves no Rali Dakar, de 6 a 17 de Janeiro a disputar totalmente em território peruano.

«Não está em risco a participação de Paulo Gonçalves na prova organizada pela Amaury Sport Organisation (ASO). A lesão é superficial e já está a ser acompanhado, numa clínica do Porto, por um médico especialista neste tipo de ferimentos», afirmou fonte fidedigna ligada ao piloto sinistrado.

Esta é daquelas quedas difíceis de explicar. O Paulo (Gonçalves) rodava a uma velocidade de treino, na máxima segurança e sem qualquer tipo de pressão, porque o objectivo era rodar para ensaiar o Dakar. Naturalmente que, em termos de campeonato, bastava ficar na quarta posição para sair campeão nacional na disciplina de Rally Raid mas, os azares podem surgir a qualquer momento, nem que seja por uma simples queda», sublinhou a fonte contactada por Autolook.

O Dakar pode, de vez em quando, ser cruel com os concorrentes mais corajosos e mais motivados, às vezes sofrendo um colapso mecânico, ou um acidente, como já sucedeu a Paulo Gonçalves, ou ficando preso numa duna que pode levar ao abandono após algumas centenas de metros ou quilómetros. O piloto de Esposende, no entanto, caiu em Portugal mas já se levantou para encarar o novo desafio Dakar, este ano entre dunas e areia a ultrapassar no Peru.

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