Paulo Gonçalves o melhor luso em Marrocos

O piloto de Esposende terminou a prova de todo-o-terreno no 13.º lugar final, a 58m24ss do vencedor, o norte-americano Andrew Short (Husqvarna).

(auto.look2010@gmail.com)

Paulo Gonçalves (Hero) terminou hoje como o melhor representante português no Rali de Marrocos de todo-o-terreno, após a quinta e última especial desta prova de encerramento do Campeonato do Mundo. O piloto de Esposende, que foi o primeiro a partir para a etapa de hoje por ter vencido na terça-feira, terminou a prova no 13.º lugar final, a 58m24s do vencedor, o norte-americano Andrew Short (Husqvarna).

Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) concluiu a prova marroquina em 15.º, a 1h06m22s do vencedor, enquanto Mário Patrão (KTM) foi o 22.º, a 2h52m22s de Andrew Short. Nesta derradeira etapa, com um total de 456,84 quilómetros, entre Erfoud e Fez, Paulo Gonçalves foi apenas o 20.º classificado, a 15m50s do australiano Toby Price (KTM), o mais rápido do dia.

«Foi uma edição bastante dura e complicada em termos de navegação. Ontem (terça-feira) venci a especial e hoje parti a abrir a pista. Era uma especial com muita montanha. Optei por uma condução tranquila, para não cometer erros. Ao quilómetro 80, os pilotos que partiram atrás de mim, que discutiam a geral, apanharam-me e deixei-os passar», explicou o piloto de Esposende.

Paulo Gonçalves, que se estreia este ano com a marca indiana, considera que «foi um teste muito bom». «Não tivemos nenhum problema mecânico. Vamos continuar a trabalhar e esperar um bom Dakar», frisou.

Joaquim Rodrigues Jr. valorizou, também, a «experiência». «Foi a última corrida antes do Dakar, pelo que queríamos reunir o máximo de informação possível sobre as motos. Agora, é tempo de descansar um pouco antes de nos concentrarmos definitivamente no Dakar», concluiu.

Já Mário Patrão considerou que «foram etapas de navegação difícil». «Foi uma prova exigente. Nas terceira e quarta especiais, o “road book” apenas nos foi entregue poucos minutos antes da corrida, o que condicionou um pouco a organização do percurso por parte dos pilotos e a percepção dos perigos, mas o objectivo foi cumprido», sublinhou. O britânico Sam Sunderland (KTM) sagrou-se campeão mundial de todo-o-terreno, batendo Andrew Short por 14 pontos.

Nos SSV, Mário Franco/Rui Franco (Yamaha) terminaram em quinto lugar, enquanto Rui Serpa/Nuno “Matias” Guilherme concluíram a prova na nona posição.

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