“Palhaçada” no Grande Prémio da Bélgica de F1

Atendendo a que não foram percorridos 75% das 44 voltas inicialmente previstas foram atribuídos metade dos pontos, 12,5 para Verstappen, nove para Russell e 7,5 para Hamilton, que permanece na liderança do campeonato.

PEDRO RORIZ E CARLOS SOUSA (auto.look2010@gmail.com)

Inqualificável o que sucedeu esta tarde no Circuito de Spa-Francorchamps, palco do GP da Bélgica, onde faltou coragem para que as decisões certas fossem tomadas. Desrespeitaram-se os pilotos, patrocinadores e o público, em especial aquele que aguentou com a intempérie que se abateu sobre o traçado belga.

As péssimas condições de visibilidade começaram por levar ao atraso da partida, na esperança que a chuva e o nevoeiro diminuíssem de intensidade. Como não aconteceu, a partida foi dada atrás do “Safety Car” que, após três voltas, entrou nas “boxes” com os pilotos a pararem os carros e a ficarem à espera das decisões da direcção de corrida.

Seguiu-se uma longa espera até que, após mais de uma hora e meia de espera, a situação repetiu-se, com a agravante de as três voltas atrás do “Safety Car” terem sido consideradas como corrida, com a consequente atribuição de metade dos pontos aos 10 primeiros “classificados”.

Perante as duas possibilidades possíveis, de destacar: adiar a corrida para amanhã, como sucede noutros campeonatos, o que não complicaria a vida às equipas do ponto de vista logístico, porque a corrida de domingo é em Zandvoort (Holanda, ou anulá-la.

Foi esta a última fórmula escolhida, uma solução que mais afecta a Fórmula 1, descredibilizando-a perante o público que é um dos seus maiores suportes, e os patrocinadores, que não assinam contratos para assistir ao que “não aconteceu” em Spa, o que pode levar alguns a reconsiderarem as suas opções no futuro.

Só razões financeiras podem justificar o que sucedeu, pois se não tivesse havido corrida, como devia ter acontecido, era preciso devolver dinheiro à organização e ao público, que de forma estoica resistiu à intempérie e que merecia mais respeito por parte de quem manda.

Como consequência do que sucedeu, Max Verstappen (Red Bull/Honda), que foi declarado vencedor de uma corrida que não houve, reduziu para três pontos o atraso em relação ao inglês Lewis Hamilton (Mercedes), que completou o pódio, atrás do seu compatriota George Russell (Williams/Mercedes), que, depois de uma fantástica qualificação, foi segundo, o seu melhor resultado na Fórmula 1,

Veremos o que vai acontecer domingo, no regresso da F1 ao traçado holandês de Zandvoort, situado junto ao mar do Norte, onde a repetição das condições atmosféricas não são tão improváveis como isso, com a agravante da areia invadir o asfalto e o forte vento norte marcar presença.

 

Como já foi referido, o holandês Max Verstappen foi declarado vencedor do Grande Prémio da Bélgica de Fórmula 1, o mais curto de sempre do Mundial, com duas voltas percorridas atrás do “safety car”. Depois de três horas de suspensão, a corrida foi iniciada e novamente interrompida, após 10 minutos, por bandeira vermelha, mantendo-se as posições da formação da grelha de partida, com Max Verstappen na primeira posição, devido à “pole position” conquistada no sábado.

O holandês ficou à frente dos britânicos George Russell (Williams), que também graças à qualificação alcançou a melhor classificação da carreira, e Lewis Hamilton (Mercedes), sete vezes campeão do mundo, segundo e terceiro classificados, respectivamente.

Atendendo a que não foram percorridos 75% das 44 voltas inicialmente previstas foram atribuídos metade dos pontos, 12,5 para Verstappen, nove para Russell e 7,5 para Hamilton, que permanece na liderança do campeonato, com 202,5 pontos, mais três do que o holandês da Red Bull.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º, Lewis Hamilton, 202,5 pontos; 2.º, Max Verstappen, 199,5; 3.º, Lando Norris, 113; 4.º, Valtteri Bottas, 108; 5.º Sérgio Perez, 104; 6.º, Carlos Sainz, 83,5; 7.º, Charles Leclerc, 80; 8.º, Daniel Ricciardo, 56; 9.º, Pierre Gasly, 54; 10.º, Esteban Ocon, 42; 11.º, Fernando Alonso, 38; 12.º, Sebastian Vettel, 35; 13.º, Yuki Tsunoda, 18; 14.º, Lance Stroll, 18; 15.º, George Russell, 13; 16.º, Nicholas Latifi, 7; 17.º, Kimi Raikkonen, 2; 18.º, Antonio Giovinazzi, 1;

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 311 pontos; 2.º, Red Bull Racing Honda, 304; 3.º, McLaren F1 Team, 169; 4.º, Scuderia Ferrari Mission Winnow, 165; 5.º, Alpine Renault, 80; 6.º, Scuderia Alpha Tauri Honda, 72; 7.º, Aston Martin Cognizant F1 Team, 53; 8.º, Williams Mercedes, 20; 9.º, Alfa Romeo Racing Ferrari, 3

Próxima prova – Heineken Dutch Grand Prix, dia 5 de Setembro, no Circuit Zandvoort

 

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