Ott Tanak entra na frente no Rali da Córsega

Para o primeiro rali da temporada 100% em asfalto, quarta ronda do WRC 2019, as expectativas são elevadas para o estónio do Toyota Yaris WRC e Sébastien Ogier (Citroën C3 WRC). As profundas alterações introduzidas no percurso da edição deste ano no Corsica Linea Tour de Corse podem ditar surpresas…

PEDRO RORIZ (auto.look20102@gmail.com)

Cumprida a primeira deslocação ao outro lado do Atlântico (México), o WRC (Campeonato de Mundo ed Ralis) está de regresso à Europa, antes de voltar a deslocar-se ao continente americano para parar na Argentina e no Chile, a novidade do ano. Para já “aterra” na Córsega, para uma das provas mais marcantes da sua história, face à dificuldade que as sinuosas estradas da ilha e o asfalto abrasivo que as cobre provocam, com as primeiras a “castigarem” os erros de condução e o segundo a dificultar a escolha dos pneus.

Vencedor na Suécia, o estónio Ott Tanak (Toyota Yaris WRC) parte para a quarta prova da temporada, com quatro pontos de vantagem sobre o francês Sébastien Ogier (Citroën C3 WRC), que triunfou em Monte Carlo e no México, mas que ficou em branco na Suécia, numa reedição do duelo travado o ano passado e que, pelos vistos, vai continuar esta época, porque apesar de todos os esforços efectuados, pela marca, o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC) parece continuar um degrau abaixo do duo franco-estónio.

A surpresa poderá vir do inglês Kris Meeke (Toyota Yaris WRC), que parece estar, este ano, a controlar melhor a sua fogosidade, como o demonstra o facto de ter terminado as três provas, depois de já ter passado pelo comando no México, dando a sensação que o patrão da equipa, Tommi Makinen, tem tido uma acção importante do ponto de vista psicológico.

Tommi Makinen não esconde que o inglês o faz recordar os seus primeiros tempos e talvez por isso tenha contribuído para que Kris Meeke explore, sem estragos, a sua reconhecida rapidez.

Ausente no México, o francês Sébastien Loeb (Hyundai i20 Coupé WRC), vencedor por seis vezes, quatro delas consecutivas, da prova corsa, está de volta, depois de ter alinhado em Monte Carlo e na Suécia, e é sério candidato a “baralhar as contas” aos favoritos, sendo um sério candidato à vitória, o que a acontecer lhe permitirá desempatar a seu favor a igualdae em número de triunfos que tem com o seu compatriota Didier Auriol.

Na Hyundai assinale-se que o espanhol Dani Sordo, tal como sucedeu no México, volta a integrar a equipa, com o norueguês Andreas Mikkelsen a ficar de fora, com a Citroen e a Ford a continuarem a alinhar dois carros, contrra o três da Toyota e Hyundai.

Com 25 equipas inscritas vai ser intensa a luta entre os RC2, com Skoda, Ford, VW, Citroen e Hyundai envolvidase com o norueguês Ole Christian Veiby (VW Polo GTi R5) a defender o comando do respectivo campeonato.

 

 

A ESTRADA

O traçado deste ano da prova corsa foi desenhado de sul para norte, não visitando Ajaccio, para se centrar a norte, na zona de Bastia, com o percurso a conservar só duas provas de classificação do ano passado, com a partida (Porto Vecchio) e a chegada (Calvi) a acontecerem em duas cidades onde tal sucede pela primeira vez.

A prova arranca, na sexta-feira, em Porto Vecchio e a caravana ruma a Bastia, no norte, com os concorrentes a terem de cumprir uma dupla passagem por Bavella (17,60 km), Valinco (25,94 km) e Alta-Rocca (17,37 km).

No sábado, a tirada tem partida e chegada a Bastia e de novo um dupla passagem por Cap Corse (25,62 km), Désert des Agriates (14,45 km) e Castagniccia (47,18 km), a especial mais extensa da prova, que representam mais de metade do percurso selectivo, com destaque para a especial de Castagniccia que, por decorrer no final das “rondes” e dada a sua extensão, vai obrigar a uma cuidade gestão de pneus.

Finalmente no domingo, na ligação entre Bastia e Calvi, os sobreviventes só terão de enfrentar duas classificativas Eaux de Zilia (31,85 km) e Calvi (19,34 km), esta a funcionar como Power Stage.

Ao todo serão 347,51 km contra-o-relógio, em estradas muito sinuosas, que leva a que a prova seja conhecida como o “rali das 10.000 curvas”.

FICHA DA PROVA

Prova – Corsica Line – Tour de Corse

Data – 28/31 de Março

Organizador – Federation Française du Sport Automobile

Estrutura – 1 194,06 km divididos por três etapas: Porto Vecchio – Bastia (510,68 km); Bastia – Bastia (489,18 km); Bastia – Calvi (194,20 km)

PC – 14 (6 + 6 + 2)

Extensão das PC – 347,51 km (121,82 km + 174,50 km + 51,19 km)

Percentagem das PC – 29,10 %

Inscritos – 96 (14 RC1, 25 RC2, 15 RC3, 35 RC4, 4 RC5, 3 RGT)

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Ott Tanak, 65 pontos; 2.º Sébastien Ogier, 61; 3.º Thierry Neuville, 55; 4.º Kris Meeke, 35 ; 5.º Efyn Evans, 28; 6.º Esapekka Lappi, 20; 7.º Sébastien Loeb, 18; 8.º Jari-Matti Latvala, 14; 9.º Andreas Mikkelsen, 12; 10.º Benito Guerra, 8; 11.º Gus Greensmith e Marco Bulacia Wilkinson, 6; 13.º Yoann Bonato, Pontus Tidemand e Dani Sordo, 4; 16.º Stéphane Sarrazin e Ole Christian Veiby, 2 ; 18.º Teemu Suninen, Adrien Fourmaux, Janne Tuohino e Ricardo Trivino, 1.

NAVEGADORES – 1.º Martin Jarveoja, 65 pontos; 2.º Julien Ingrassia, 61; 3.º Nicolas Gilsoul, 55; 4.º Sebastian Marshall, 35 ; 5.º Scott Martin, 28; 6.º Janne Ferm, 20; 7.º Daniel Elena, 18; 8.º Mikka Antilla, 14; 9.º Anders Jaegger, 12; 10.º Jaime Zapata, 8; 11.º Elliot Edmondson e Fabian Cretu, 6; 13.º Benjamin Boulloud, Ola Floene e Carlos Del Barrio, 4; 16.º Jacques-Julien Renucci e Jonas Andersson, 2 ; 18.º Marko Salminen, Renaud Jamoul, Mikko Markkula e Marc Marti, 1.

EQUIPAS – 1.º Toyota Gazoo Racing World Rally Team, 86 pontos; 2.º Citroën Total World Rally Team, 78; 3.º Hyundai Shell Mobis World Rally Team, 77; 4.º M-Sport Ford World Rally Team, 45.

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