Opel Astra: transmissão de variação contínua

Graças a uma nova geração de motores e de transmissões, o Opel Astra torna-se referência no que diz respeito às emissões de CO2, que diminuem 21% em relação ao modelo anterior e no segmento dos modelos compactos.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Sempre preocupada com a inovação para proporcionar melhores e mais eficazes condições de condução aqueles que confiam nos seus produtos, a Opel lança no Astra, nas versões “hatchback” de cinco portas e “station wagon”, a nova transmissão linear de variação continua.

A transmissão de variação continua, disponível com o motor a gasolina 1.4 turbo de 145 cv, com injecção directa, permite optimizar a eficiência em todos os regimes do motor e proporciona passagens de caixa imperceptíveis.

Graças a uma nova geração de motores e de transmissões, o Opel Astra torna-se referência no que diz respeito às emissões de CO2, que diminuem 21% em relação ao modelo anterior e no segmento dos modelos compactos.

Recorde-se que a ideia da transmissão linear não é nova, já que data de 1879, quando o engenheiro americano Milton Reeves inventou uma transmissão de velocidade variável para a industria da serração, solução que viria a ser aplicada no primeiro automóvel em 1896.

Em 1926, outro engenheiro George Constantinesco, mas este romeno, projectou o “Constantinesco Car”, equipado com um motor de 5 cv com conversor de binário integrado, que era publicitado com o carro «sem embraiagem, sem marchas, apenas com um controlador: o acelerador».

A Opel surgiu, em 2 002, com o primeiro exemplar, no “Vectra C”, mas a proposta só durou três anos.

Agora, o conceito regressa, para com as transmissões “stepless”, que ajustam as relações de caixa de modo contínuo, o motor funcionar na sua velocidade mais eficiente, o que contribui para a economia de combustível, em particular na condução citadina.

Refira-se que as transmissões de variação contínua são muito comuns nos mercados asiáticos, onde o desempenho suave e silencioso as tornou muito populares.

Segundo Peter Naumann, director-geral de Programa e Engenheiro Chefe de Transmissões Automáticas, «em cada instante, a transmissão permite que a mecânica encontre o equilíbrio ideal em termos de eficiência de combustível, atenuação de ruídos e vibrações e capacidade de resposta do pedal do acelerador. Veículos de baixo peso e motores com binário máximo de 230 a 300 Nm são os mais adequados para transmissões de variação continua. Com 236 Nm de binário e um peso bruto de 1 350 kg, o novo Astra 1.4 é a proposta ideal».

Os preços do Opel Astra equipado com transmissão de variação contínua começam nos 29.310 euros.

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