O admirável deserto do Dakar… na Arábia Saudita

A 43.ª edição do Dakar está a ser arrebatadora. Pelo segundo ano consecutivo, a prova organizada pela Amaury Sport Organisation (ASO) e a mais famosa do mundo, percorre os caminhos mais inóspitos da Arábia Saudita.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Sob o signo da segurança dos pilotos, 11 etapas do Dakar, versão 2021, são servidas com “requinte” pelos trilhos inabitáveis da Arábia Saudita. No cenário de um país no deserto que abrange a maior parte da Península Arábica, com litorais no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico (Árabe), pilotos e máquinas proporcionam imagens assombrosas.

Com partida e chegada a Jeddah, a segunda maior cidade da Arábia Saudita banhada pelo Mar Vermelho, o Rali Dakar deste ano contempla um percurso de 7.646 quilómetros, 4.767 dos quais disputados ao cronómetro, num traçado novo e mais lento, de forma a reduzir acidentes.

A estrutura organizativa desenvolveu um trabalho notável com os programas de satélite para escolher o percurso, cada quilómetro, de forma a efectuar um Dakar mais técnico e menos rápido, em que cada etapa tenha múltiplas características: um pouco de dunas, terreno duro, zonas técnicas e zonas rápidas, e imagens arrebatadoras.

O deserto da Arábia é imenso, em que no centro está o Rub al-Khali, um dos maiores corpos contínuos de areia no mundo, fazendo parte dos desertos e bosques de arbusto xéricos temperados e das ecozonas paleártica e afrotropical. E é neste cenário deslumbrante que pilotos e máquina da 43.ª edição do Dakar propiciam imagens de deixar de boca aberta quem quer que seja.

Refira-se que a Arábia Saudita, com a segunda maior reserva de petróleo e a sexta maior reserva de gás natural do mundo, é classificada como uma economia de alta renda pelo Banco Mundial e possui o 19.º maior PIB do mundo. Por ser o maior exportador mundial de petróleo, o país garantiu a sua posição como um dos mais poderosos do globo.

Muitos povos têm vivido na península ao longo de mais de cinco mil anos. A cultura Dilmun, e toda a costa do Golfo, era contemporânea dos sumérios e dos antigos egípcios, e a maior parte dos impérios do mundo antigo estabeleceu trocas comerciais com os estados da península.

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