Novo circuito pode definir o campeão de Fórmula 1

Quinze dias depois de ter corrido pela primeira vez no circuito qatari de Losail, tradicional palco da corrida de abertura do “Mundial” de Motociclismo, a F1 enfrenta um novo desafio, com a estreia no traçado citadino de Jeddah, na Arábia Saudita, que em Janeiro recebe o final do “Dakar 2022”.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Max Verstappen (Red Bull/Honda)

Desenhado das ruas da cidade, o circuito resume-se, basicamente, a duas rectas, com algumas “chicanes”, e duas curvas fechadas, uma mais que a outra a uni-las, com as equipas a terem de descobrir “in loco” quais as afinações ideais para um traçado desconhecido e que vai apresentar poucas condições de aderência no primeiro dia, como é habitual nos circuitos citadinos.

A rápida adaptação ao traçado pode ser determinante no resultado final, podendo a prova saudita definir o campeão do mundo se determinadas circunstâncias se verificarem, como por exemplo o abandono de Lewis Hamilton (Mercedes) e o neerlandês Max Verstappen (Red Bull/Honda) ser primeiro ou segundo, mas há outras hipóteses em cima da mesa.

Mas, para além da questão do título não faltam motivos de interesse na prova saudita, com os segundos pilotos das equipas que lutam pelo título, Mercedes e Red Bull, a decidirem o derradeiro lugar do pódio final e a serem determinantes na decisão do título mundial de construtores, uma vez que a Mercedes entra, em Jeddah, com cinco pontos de avanço sobre a Red Bull.

Lewis Hamilton (Mercedes AMG F1 W12)

O finlandês Valtteri Bottas (Mercedes) e o mexicano Sergio Perez (Red Bull/Honda) estão separados por 13 pontos e sua luta, directa, promete ser tão intensa como a dos candidatos ao título.

E se, em termos de “Mundial” de Construtores, a Ferrari parece ter resolvido a seu favor o terceiro lugar, depois de intensa luta com a McLaren, há 7,5 pontos a separar o quinto, o inglês Lando Norris (McLaren/Mercedes), do sétimo, o espanhol Carlos Sainz (Ferrari), com o monegasco Charles Leclerc (Ferrari) a separá-lo e com os três apostados em suceder aos “três mosqueteiros”.

Por sua vez, o australiano Daniel Riccardo (McLaren/Mercedes), que teve uma temporada mais apagada do que o esperado, apesar da vitória em Monza, está fora da discussão.

A Alpine/Renault saiu, da corrida do Qatar, com 25 pontos de avanço sobre a Alpha Tauri/Honda, diferença pontual que deve permitir à marca francesa garantir o quinto lugar e o respectivo prémio monetário, com o espanhol Fernando Alonso (Alpine/Renault) a chegar a Jeddah moralizado pelo regresso ao pódio em Losail.

Um traçado desconhecido e tanto para decidir deixam antever um fim-de-semana repleto de emoções fortes, com todos a desejarem que a decisão dos títulos seja adiada para Yas Marina, no Abu Dhabi, derradeira corrida do ano

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Max Verstappen, 351,5 pontos; 2.º Lewis Hamilton, 343,5; 3.º Valtteri Bottas, 203; 4.º Sérgio Perez, 190; 5.º Lando Norris, 153; 6.º Charles Leclerc, 152; 7.º Carlos Sainz, 145,5; 8.º Daniel Ricciardo, 105; 9.º Pierre Gasly, 92; 10.º Fernando Alonso, 77; 11.º Esteban Ocon, 60; 12.º Sebastian Vettel, 43; 13.º Lance Stroll, 34; 14.º Yuki Tsunoda, 20; 15.º George Russell, 16; 16.º Kimi Raikkonen, 10; 17.º Nicholas Latifi, 7; 18.º Antonio Giovinazzi, 1.

CONSTRUTORES – 1.º Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 546,5 pontos; 2.º Red Bull Racing Honda, 541,5; 3.º Scuderia Ferrari Mission Winnow, 297,5; 4.º McLaren F1 Team, 258; 5.º Alpine Renault, 137; 6.º Scuderia Alpha Tauri Honda, 112; 7.º Aston Martin Cognizant F1 Team, 77; 8.º Williams Mercedes, 23; 9.º Alfa Romeo Racing Ferrari, 11.

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