Norbert Michelisz campeão mundial

Ao volante de um Hyundai i30N, o húngaro garantiu o título do WTCR, na Malásia, com 372 pontos, graças à vitória na primeira corrida e ao quarto lugar da última. Já o portuense Tiago Monteiro diz esperar concluir negociações com a Honda para a temporada de 2020.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

O húngaro Norbert Michlisz (Hyundai i30N) sucedeu ao italiano Gabriele Tarquini (Hyundai i30N) na lista dos campeões do WTCR, depois de um fim-de-semana onde as condições atmosféricas foram a maior preocupação dos pilotos e das equipas, no que diz respeito ao tipo de pneus a usar, uma vez que a aderência do asfalto mudava com elevada frequência face à quantidade de chuva que caia e ao tempo em que ele parava, porque o calor sentido na Malásia ia secando a pista.

Para se ter uma ideia da intranquilidade que invadia as equipas basta recordar que houve três tipos de opções: quatro pneus de chuva, quatro pneus “slicks” e dois pneus “slicks” à frente e dois de chuva atrás.

Com as “poles” asseguradas para a primeira e terceira corridas do programa, Norbert Michelisz tinha tudo a seu favor para assegurar a conquista do ceptro, mas teve de “sofrer”.

Na corrida de abertura, o futuro campeão do mundo que largou com pneus “slicks” à frente e de chuva atrás, comandou as 10 voltas da corrida, que começou com o pelotão atrás do “Safety Car”, por questões de segurança, mas o argentino Esteban Guerrieri (Honda Civic), que era o seu mais directo adversário na luta pelo título, a sair de nono e a recuperar até quarto, mostrando que estava disposto a lutar até ao último, enquanto o francês Yvan Muller (Lynk & Co 03), com o sexto lugar, continuava na corrida pelo triunfo final, ainda que em condições mais desfavoráveis.

O português Tiago Monteiro (Honda Civic) seria um dos desistentes, em consequência de um “toque” de um adversário.

Na segunda corrida, quem optou por montar pneus de chuva teve vantagem, nas duas primeiras voltas, mas a interrupção da corrida, na segunda volta, em consequência do “toque” do holandês Nicky Catsburg (Hyundai i30 N) em Yvan Muller, que provocou o incêndio do carro da marca sul-coreana, permitiu aos que tinham feito outras opções mudar para pneus de chuva e entrar na luta pelos lugares da frente.

Uma das “vítimas” dessa decisão foi Tiago Monteiro que tinha largado de 16.º e já era sexto quando a corrida foi interrompida.

A primeira informação que correu é que a corrida seria recomeçada com a grelha de partida inicial, o que levou Esteban Gutierrez, que tinha feito a mesma opção do português, em termos de pneus, e subido de nono para primeiro, a “explodir”, o que levou a direcção da prova a reconsiderar e fazer os carros alinharem para a segunda partida, de acordo com a classificação no segundo sector da segunda volta, antes do acidente, o que colocou o argentino Nestor Girolami (Honda Civic) na “pole” e Esteban Gutierrez ao seu lado, com Yvan Muller a partir de sexto, Tiago Monteiro de oitavo e Norbert Michelisz de 13.º.

A corrida voltou a começar atrás do “Safety Car”, mas mal ele entrou nas “boxes”, Esteban Guerrieri ascendeu ao comando posição que não mais perdeu, com Yvan Muller a ser sexto, e a perder todas as hipóteses que tinha de continuar na corrida pelo título, e Norbert Michliez oitavo e a entrar para a derradeira corrida com10 pontos de vantagem sobre o argentino.

Na hora da decisão, os dois candidatos ao título partilhavam a primeira linha da grelha, com Esteban Guerrieri a saber que para conquistar o ceptro precisava de ganhar e que Norbert Michelisz não fosse ao pódio.

No arranque, Norbert Michelisz defendeu com êxito a sua posição, mas logo a seguir Esteban Guerrieri, levando atrás de si o espanhol Mikel Azcona (Cupra) ascendeu ao comando e relegou o húngaro para terceiro.

Tudo ficaria decidido quando o espanhol “tocou” no argentino, que foi para a escapatória e a partir desse momento, Norbert Michelisz só tinha de levar o carro até ao fim para garantir a conquista do título, enquanto o sueco Johan Kristoffersson (VW Golf GTi), que tinha saído do fim da grelha, fazia uma prova notável, não parava de ganhar posições e acabava por vencer a derradeira corrida da temporada.

Por sua vez, Tiago Monteiro subia de 16.º à partida para sexto no final da corrida e terminava o campeonato no 20.º lugar, com Norbert Michelisz, Esteban Guerrieri e Yvan Muller a comporem o pódio final.

«Agora, vamos começar a trabalhar no futuro e ver com a Honda o que pretendem fazer em 2020. Espero brevemente ter notícias», concluiu o piloto do Porto.

CLASSIFICAÇÕES

CORRIDAS

1.ª CORRIDA – 1.º Norbert Michelisz (Hyundai i30N), 10 voltas (55,430 km), em 26’02,896” (132,7 km); 2.º, Aurelien Panis (Cupra), a 2,446”; 3.º, Gabriele Tarquini (Hyundai i30N), a 10,009”; 4.º, Esteban Guerrieri (Honda Civic), a 10,878”; 5.º, João Paulo Oliveira (Honda Civic), a 11,287”; 6.º, Yvan Muller (Lynk & Co 03), a 12,125”; 7.º, Daniel Haglof (Cupra), a 17,213”; 8.º, Johan Kristoffersson (VW Golf GTi), a 20,142”; 9.º, Nicky Catsburg (Hyundai i30N), a 31,331”; 10.º, Jean-Karl Verney (Audi RS3 LMS), a 31,772”. Classificaram-se mais 18 pilotos

 

2.ª CORRIDA – 1.º Esteban Guerrieri, 11 voltas (60,973 km), em 1.28’45,146” (128,3 km/h); 2.º, Mikel Azcona (Cupra), a 1,023”; 3.º, Johan Kristoffersson, a 1,368”; 4.º, Nestor Girolami (Honda Civic), a 2,198”; 5.º, Kevin Ceccon (Alfa Romeo Giulietta), a 2,313”; 6.º, Yvan Muller, a 2,500”; 7.º, Yann Ehrlacher (Lynk & Co 03), 3,894”; 8.º, Norbert Michelisz, a 4,498”; 9.º, Robert Huff (VW Golf GTi), a 5,033”; 10.º, Benjamin Leuchter (VW Golf GTi); a 6,270”; …; 12.º, Tiago Monteiro (Honda Civic), a 8,821”. Classificaram-se mais 14 pilotos

 

3.ª CORRIDA – 1.º, Johan Kristoffersson, 14 voltas (77,602 km) em 39’02,972”; 2.º, Kevin Ceccon, a 2,182”; 3.º, Frédéric Vervisch (Audi RS3 LMS), a 4,296”; 4.º, Norbert Michelisz, a 9,297”; 5.º, Nestor Girolami, a 13,150”; 6.º, Tiago Monteiro, a 14,737”; 7.º, Thed Bjork (Lynk & Co 03), a 17,308”; 8.º, Benjamin Leuchter, a 17,807”; 9.º, Robert Huff, a 19,279”; 10.º, Jean-Karl Verney (Audi RS3 LMS), a 21,373”. Classificaram-se mais 13 pilotos

 

CAMPEONATOS

PILOTOS – 1.º, Nobert Michelisz, 370 pontos; 2.º, Esteban Guerrieri, 349; 3.º, Yvan Muller, 329; 4.º, Thed Bjork, 295; 5.º, Mikel Azcona, 244; 6.º, Johan Kristoffersson, 243; 7.º, Gabriele Tarquini, 232; 8.º, Nestor Girolami, 223; 9.º, Yann Ehralcher, 221; 10.º, Jean-Karl Verney, 209; 11.º, Robert Huff, 209; 12.º, Frédéric Vervisch, 191; 13.º, Nicky Catsburg, 166; 14.º, Kevin Ceccon, 160; 15.º, Augusto Farfus, 142; 16.º, Ma Quighua, 133; 17.º, Aurelien Panis, 127; 18.º, Andy Priaulx, 111; 19.º, Benjamin Leuchter, 109; 20.º, Tiago Monteiro, 107; 21.º, Niels Langeveld, 63; 22.º, Tom Coronel, 63; 23.º, Daniel Haglof, 57; 24.º, Attila Tassi, 56; 25.º, Mehdi Bennani, 40; 26.º, Gordon Shedden, 35; 27.º, Robert Dahlgren. 3; 28.º, Luca Engstler, 2

EQUIPAS – 1.º, Cyan Racing Lynk & Co, 624 pontos; 2.º, BRC Hyundai N Squadra Corse, 602; 3.º, ALL-INK.COM Munnich Motorsport, 572; 4.º, Sébastien Loeb Racing Volkswagen, 352; 5.º, Cyan Performance Lynk & Co, 341; 6.º, BRC Hyundai N Lukoil Racing Team, 310; 7.º, PWR Racing, 304; 8.º, Mulsanne Srl, 293; 9.º, Comtoyou Team Audi Sport, 254; 10.º, Sébastien Loeb Racing Volkswagen Motorsport, 249; 11.º, Leopard Racing Team Audi Sport, 244; 12.º, Comtoyou DHL Team Cupra Racing, 190; 13.º, KCMG, 163.

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