Mototurismo do Centro por “estradas sinuosas”…

O texto intitulado “Mal-estar acentua-se no Mototurismo do Centro”, publicado no pretérito dia 25 de Junho, levou os elementos da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Comissão Administrativa da estrutura associativa esclarecer a alguns factos expostos.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Além de manifestarem-se contra o plenário efectuado a 27 de Junho, junto à sede social, na Praça da Canção, em Coimbra, a exigir uma Assembleia Geral (AG), os elementos dos referidos órgãos contrapõe com uma nota de esclarecimento.

«Actualmente e de forma a evitar qualquer impugnação, os órgãos sociais do Mototurismo do Centro (MTC) tudo tem feito para obter espaço não oneroso, para realização da AG, de forma a respeitar o distanciamento definido, algo que já foi solicitado a várias instituições, mas sem qualquer resultado», pode ler-se na nota.

«Face a este impasse e para não desprover os sócios do principal mote do MTC, tem os órgãos sociais em conjunto organizado passeios de motos abertos a todos os sócios ou a quem queira acompanhar de modo a manter vivo o verdadeiro espírito do Mototurismo», acrescenta a nota.

No artigo pulicado no Autolook.pt, foi referido que “a maior porção” de sócios do Mototurismo do Centro estava a mobilizar-se para a realização do plenário. Um cenário que também levou os sócios contestatários sobre a situação que e vive actualmente, se pronunciasse, dando conta de que o plenário, em função do acto ocorrido, «contou com a participação de mais de 55 pessoas, a esmagadora maioria sócios, legitimados pelos estatutos e regulamentos do MTC».

«Por sua vontade e atentos à convocatória pela qual foram interpelados, que representam actualmente a maioria qualificada (2/3 dos sócios activos) do MTC, deliberaram, por unanimidade, a nomeação de uma Comissão Administrativa com poderes directivos, por forma a que o Mototurismo do Centro seja devolvido aos mesmos», pode ler-se também na nota dos sócios afectos ao plenário.

Em virtude a esta situação, os elementos da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Comissão Administrativa do MTC elucidaram, no seu ponto de vista, que a «a apelidada “maior porção” dos sócios do MTC serão cerca de 11 sócios de onde se destacam cinco por intervenções caluniosas e ilegais sobre os órgãos sociais do MTC e seus membros, concretamente Ricardo Figueiredo, Vítor Matos, Vítor Duarte, Alexandre vieira e José Góis».

«De frisar ainda o recrutamento dos ex-candidatos a sócios, que admitidos, a candidatos, por Ricardo Figueiredo, durante o seu mandato, e que não sendo sócios, tentam dar corpo a essa ilusão da “ maior porção”», adianta a nota.

No mesmo documento, pode ler-se que «a acusação de Ricardo Figueiredo, à data presidente do MTC, de que foi obrigado a demitir-se pelo presidente da MAG, é completamente falsa. Quem se demitiu primeiro foi o Concelho Fiscal e a MAG e, só após ser colocada perante essa intenção, a Direção informou que também se demitiria».

«Em termos institucionais, todo o este processo teve início quando Ricardo Figueiredo e João Marco Lopes, respectivamente, presidente e vice-presidente da Direcção, negaram por várias vezes ou colocaram entraves ao Conselho Fiscal, no acesso a maioria dos documentos das contas do MTC, o que levou o CF a solicitar documentação aos principais fornecedores e a encontrar diferenças substanciais, entre os documentos de compra e os de venda fornecidos pela Direcção», referem os elementos da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Comissão Administrativa da estrutura associativa.

«Face à postura da Direcção e aos factos encontrados, o CF comunicou à MAG a intenção de se demitir, demissão essa que, após consultar os factos e documentos apresentados, a MAG decidiu subscrever. Confrontada a Direcção, com o intuito de demissão de ambos os órgãos, esta resolveu também apresentar a demissão», sublinha a nota os elementos da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Comissão Administrativa do MTC.

Na referida nota, e na dos sócios contestatários, são redigidos inúmeros factos e situações que, no entender de Autolook.pt, deverão ser alvo de discussão e esclarecimentos entre portas, devendo os sócios medir as consequências, até porque o MTC sempre foi uma instituição com uma enorme reputação.

A Mesa da Assembleia Geral – demissionária desde Outubro –, após a apresentação de relatório do Conselho Fiscal – também demissionário – deliberadamente fabricado, conforme relatório da ex-direcção, deliberou por unanimidade a nomeação dos sócios Hélder Santos, Miguel Leitão e Vítor Matos como comissão administrativa.

Por outro lado, e durante a realização do plenário efectuado a 27 de Junho, junto à sede social, na Praça da Canção, em Coimbra, «foi eleita uma Comissão Administrativa, representativa da maioria dos sócios do Mototurismo do Centro, composta por Ana Cristina Noronha, Carlos Pereira, Manuel Evaristo, Vítor Matos e Vítor Duarte».

Para resolver esta problemática se vive actualmente no seio do Mototurismo do Centro, resta agora encontrar um local apropriado que cumpra escrupulosamente as normas de segurança e saúde pública recomendadas pelas autoridades competentes, a fim de ser ultrapassada com a eleição de novos corpos sociais: Direcção, Conselho Fiscal e Mesa da Assembleia Geral.

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