MotoGP 2022 em Portimão nas mãos do Governo

O presidente da Federação Internacional de Motociclismo, Jorge Viegas, afirmou que já existe um pré-acordo com o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, para a realização da prova rainha do motociclismo mundial.

(auto.look2010@gmail.com)

Jorge Viegas, presidente da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) disse que só falta o Governo de Portugal «assinar por baixo» para que o MotoGP se realize em 2022 em Portimão: «Há um pré-acordo com o Autódromo de Portimão, agora falta o Governo, como se costuma dizer, assinar por baixo», afirmou à Lusa em Sepang, Malásia, no final da prova do Grande Prémio da Malásia de MotoGP.

Garantindo que «toda a gente quer ir a Portugal», o português acrescentou que o aval já foi dado, por parte da FIM, da Dorna (empresa que detém os direitos comerciais do MotoGP) e do organizador, faltando agora a confirmação por parte do Governo.

«São contratos que custam dinheiro para trazer o espectáculo a qualquer país e agora falta assegurar o financiamento para, pelo menos, três grandes prémios», sublinhou Jorge Viegas, acrescentando que a ideia da Dorna é que pelo menos três provas possam ser realizadas em Portugal, em cinco anos, a partir de 2022.

O presidente da FIM não descartou a possibilidade de em 2020 ou 2021 o GP voltar a Portugal: «Se houver alguma desistência é Portimão que entra». «O Estoril, é público, que também quer» o MotoGP depois de 2021. A solução, neste caso, era passar a haver «uma rotação entre Superbike e MotoGP», entre a freguesia de Cascais e a cidade algarvia.

«Este era o figurino que mais me agradava, porque aí teríamos sempre corridas de topo nos dois circuitos», frisou, ressalvando, contudo, que «isso é algo que Portimão e o Estoril têm de combinar entre eles».

“MIGUEL OLIVEIRA VAI ESTAR ENTRE OS 10 PRIMEIROS NO PRÓXIMO ANO”

Jorge Viegas acredita que o piloto português Miguel Oliveira «vai estar entre os 10 primeiros» do MotoGP na próxima temporada.

«Depois deste ano de aprendizagem, com certeza que vai estar entre os 10 primeiros», afirmou Jorge Viegas. O piloto português foi operado este domingo a uma lesão nos ligamentos do ombro direito e falha a última corrida da temporada do Mundial de MotoGP em Valência, Espanha, anunciou a equipa Tech3. Desta forma, o piloto de Almada, que hoje não participou no Grande Prémio da Malásia, falha, também, a última prova da temporada que se disputa no dia 17, em Valência.

«O Miguel está cheio de força para o ano, mas neste momento está triste por não ter podido correr este domingo» e por «não poder correr em Valência», revelou o presidente da FIM.

Para o próximo ano, tanto o presidente da FIM, como a equipa do piloto de Almada, depositam esperanças no sucesso de Miguel Oliveira. Jorge Viegas diz que «as perspectivas são boas» para o português, assumindo que falou com membros da equipa do piloto de Almada, que lhe disseram que «o Miguel continua em estar em alta junto das pessoas que decidem».

«O Miguel começou muito bem o campeonato, foi subindo sempre, teve a sua melhor prova da Áustria, onde fez o oitavo lugar, quando finalmente lhe deram peças iguais às da equipa principal», disse Jorge Viegas, quando questionado sobre o balanço da época de estreia do piloto português.

Jorge Viegas lembrou que Miguel Oliveira «estava a ser regularmente o melhor, ou o segundo melhor, dos pilotos da KTM, sendo que ele não é um piloto oficial», mas depois vieram as lesões.

«As lesões agravaram-se e acabou por ter um final de época muito mau», disse, ressalvando, contudo, que o piloto português mostrou ser capaz de «andar facilmente nos 10 primeiros lugares».

Para Miguel Oliveira terminar a próxima época do MotoGP nos dez primeiros lugares, segundo o presidente da FIM, «precisa de ter uma moto mais competitiva e estar recuperado fisicamente».

«Porque ele saber andar na frente ele sabe», frisou Jorge Viegas, acrescentando: «Há muitas promessas por parte da marca que a mota vai ser bem melhor, mas isso agora já não depende do Miguel».

Miguel Oliveira lesionou-se o ombro direito na sequência de uma queda sofrida no GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, no dia 25 de Agosto, que se agravou com a violenta queda sofrida em 26 de Outubro nos treinos livres para o GP da Austrália.

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