Motociclistas com mega manifestação domingo

O protesto tem como objectivo a criação de uma classe de portagens para motociclos, bem como contra injustiças de que são vítimas, defendendo causas justas que são também de todos os utentes das estradas.

(auto.look2010@gmail.com)

O Grupo de Acção Motociclista (GAM) lidera esta acção de protesto que pretende alertar as autoridades para o descontentamento dos motociclistas. Para esta estrutura, as motos estão inseridas na Classe 1, ou seja, uma moto paga nas portagens o mesmo que um automóvel.

«Considerando o peso, o volume e o desgaste que o motociclo provoca na estrada, não aceitamos a forma como os motociclistas são portajados. Assim, respeitando os critérios existentes de definição das classes de veículos e respectivas portagens, é de toda a justiça a criação da Classe 5 (Motos) de valor não superior a 50% do valor da Classe 1 (automóveis ligeiros)», adianta a GAM, em comunicado.

«Uma medida importante de combate à sinistralidade rodoviária é o incentivo à circulação em estradas mais seguras. Isto não acontece com os preços praticados nas portagens nem com a alternativa que nos dão: estradas secundárias com elevados índices de sinistralidade», adianta a nota da GAM enviada à nossa redacção.

É desta forma que, domingo (3 de Fevereiro), o GAM vai organizar uma “Mega Manifestação de Motociclistas” a nível nacional: «Fazendo uso responsável e respeitador da lei, vamos para a estrada com milhares de motos de todo o país. Vão ser organizadas duas colunas de motociclistas; uma parte do norte e outra parte do sul; estas vão juntando motociclistas de todo o país ao longo do caminho A1 e A2/A12 e encontrar-se na entrada norte de Lisboa (ver mapa anexo)».

As colunas de motos em marcha de 60km/h vão deslocar-se pela A1 desde a Área de Serviço da Antuã e pela A2 desde a Área de Serviço da Almodôvar. Partem às 10h00 de Antuã e às 11h00 de Almodôvar e está prevista a chegada e entrada simultânea em Lisboa pela 2.ª Circular (Encarnação) às 14h30. A manifestação chega à Praça dos Restaurados às 15h00.

«Enquanto cidadãos/motociclistas, vamos demonstrar ao país o nosso grande desagrado pela forma como a Assembleia da República e o governo tratam e desconsideram estes assuntos», adianta o GAM, em comunicado, esperando que, no próximo domingo, «os motociclistas possam protestar contra injustiças de que são vítimas e defender causas justas que são também de todos os utentes das estradas».

 

 

PELA REVISÃO DOS ESCALÕES DE IUC

«Os motociclos acima dos 750cc e com menos de 27 anos são taxados pelo IUC como veículos de luxo, quando aqueles que neles se deslocam diariamente, ao frio e à chuva, contribuem para o descongestionamento e resolução dos cada vez maiores problemas de mobilidade. As instâncias governamentais em vez de facilitarem e até incentivarem o seu uso, penalizam-no».

POR UMA POLÍTICA DE PREVENÇÃO E SEGURANÇA RODOVIÁRIA

«A contravenção rodoviária não pode ser assumida como uma fonte de receitas do Estado. Nos “Orçamentos de Estado” são anualmente previstas receitas (cerca de 80 milhões de euros nos últimos anos) resultantes de multas, sem que dessa verba se materializem quaisquer campanhas ou acções de prevenção e segurança rodoviária. Simplesmente, não existe uma política de prevenção e segurança rodoviária sendo tomadas medidas apenas restritivas e avulsas, sobretudo sem efeitos práticos em termos de educação e formação de novas gerações de condutores. A isto, alia-se um ensino obsoleto por parte das escolas de condução».

PELA REDUÇÃO DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

«Os impostos sobre os combustíveis representam mais de metade do valor pago por litro. Em 40 euros de combustível que metemos no depósito, 25 euros são impostos… A carga fiscal sobre os combustíveis afecta a sociedade portuguesa de forma transversal. Basta de exigir sacrifícios aos portugueses».

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