Motards prestaram tributo a Paulo Gonçalves

Ninguém ficou indiferente, hoje de manhã, à passagem de várias centenas de “motards” que efectuaram a ligação entre o Museu dos Coches, em Lisboa, até ao Cabo da Roca, local em que fizeram um minuto de silêncio em memória do piloto de Esposende que perdeu a vida durante a sétima de 12 etapas da 42.ª edição do Rali Dakar, na Arábia Saudita.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Paulo Gonçalves foi um grande piloto, uma pessoa exemplar de quem todos gostam e, um pouco por todo o lado, as manifestações de pesar prosperam a ritmo veemente, exteriorizando a dor da sua abrupta partida. Este domingo, oito dias do trágico acidente, levou centenas de “motards” a prestar a sua homenagem a Paulo “Speedy” Gonçalves, prestando um minuto de silêncio no Cabo da Roca.

Montados nas suas motos, os motards juntaram-se no Museu dos Coches, em Lisboa, até ao Cabo da Roca, local mais ocidental de Portugal continental, localizado no concelho de Sintra e uma espécie de santuário para todos aqueles que conduzem aqueles veículos de duas rodas, ao domingo de manhã. Aquele local foi também visitado por diversas vezes por Paulo Gonçalves, pelo que a iniciativa teve uma enorme adesão.

Os motards, que conduziram as centenas de motos de todas as marcas e cilindradas, prestaram assim a sua homenagem a Paulo Gonçalves e, durante o minuto de silêncio em memória do piloto minhoto, houve quem não conseguisse suster uma lágrima. A raiva de perda de um dos “seus” ainda está fresca no coração de cada um.

Paulo Gonçalves faleceu, faz hoje oito dias, na sétima etapa do Dakar 2020, o 13.º da sua carreira, tendo-se estreado naquela que muitos consideram ser a prova mais perigosa do mundo em 2006, alcançando o 25.º lugar. Somou quatro “top 10”, tendo alcançado o segundo lugar em 2015. Venceu três etapas (2016, 2015 e 2011), não tendo conseguido terminar a prova por cinco vezes (2010, 2011, 2014, 2016, 2019), sendo um dos pilotos que realizou o Dakar nos três continentes: África, América do Sul e Ásia.

Hoje, no Cabo da Roca, Paulo Gonçalves foi alvo de uma justa e sentida homenagem. O piloto de Esposende ficará sempre para a história do motociclismo como um dos desportistas com a ética e o altruísmo como marcas indeléveis da sua carreira. O seu percurso na alta competição ficou marcado por colocar sempre na frente da sua acção os valores da ajuda, do companheirismo e da sã competição. Paulo Gonçalves faleceu mas jamais será esquecido.

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