Morreu o ex-piloto finlandês Hannu Mikkola

O WRC está de luto pela morte de Hannu Mikkola, aos 79 anos. O antigo piloto finlandês, considerado um dos grandes pioneiros da escola finlandesa e que ganhou o estatuto de “finlandês voador”, sagrou-se campeão do mundo de ralis em 1983.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Partiu mais uma lenda do automobilismo. Esta sexta-feira, o antigo piloto finlandês Hannu Mikkola morreu ao início da noite desta sexta-feira, aos 79 anos de idade. O piloto nórdico, que nasceu em Joensuu, a 24 de Maio de 1942, teve uma carreira exemplar que durou 31 anos. Uma carreira iniciada ao volante de um Volvo PV 544, em 1963, mas o seu período de ouro ficou vincada nas décadas de 1970 e 1980.

Durante a década de 1970, Hannu Mikkola participou em inúmeros ralis aos comandos de um Ford Escort. Em 1979 foi candidato ao título mundial, perdendo apenas nos últimos ralis da temporada e venceu por sete vezes o Rali dos 1000 Lagos, na Finlândia, vencendo também o Rali da Grã-Bretanha por quatro vezes.

Hannu Mikkola juntou-se ao co-piloto sueco Arne Hertz, em 1977, fazendo uma dupla rápida nas estradas por onde passavam. Com a parceria Mikkola/Hertz a durar cerca de 13 anos, chegou ao fim no final da temporada de 1990. Em 1991, Johnny Johansson tornou-se seu co-piloto.

Hannu Mikkola começou a temporada de 1980 ao volante da Ford, mas mudando para a equipa da Audi na temporada seguinte, para conduzir o revolucionário carro Audi Quattro. Esta parceria teria sucesso nos tempos seguintes: liderou quase todo o Rali de Monte Carlo em 1981, no primeiro evento para a Audi, até que um acidente o colocou fora de prova.

Venceu a prova seguinte, na Suécia, apesar de o Audi ter tido problemas neste e ao longo do resto da temporada, tendo atingido no final a 3.ª posição, apenas atrás do Opel de Walter Röhrl e da sua companheira de equipa Michèle Mouton.

1983 foi o ano de Hannu Mikkola. Quatro vitórias e três segundo lugares levaram a dupla Mikkola/Hertz ao título mundial. Foi conseguido o segundo lugar na temporada seguinte em 1984, atrás do seu companheiro de equipa Stig Blomqvist.

Mikkola manteve-se na Audi até 1987, vencendo o Rali Safari ao volante de um Audi 200, antes de se mudar para a Mazda. Manteve-se na Mazda até um semi-afastamento em 1991, apesar de fazer aparições esporádicas em ralis até á sua retirada completa do desporto automóvel em 1993.

O piloto finlandês fez uma breve aparição desde essa data, bem como juntar-se de novo ao seu co-piloto Gunnar Palm, no 25.º aniversário do Rali Taça do Mundo do México (ganho em 1970 por Hannu Mikkola e na reedição de 1995) e competiu no Rali Maratona Londres-Sydney em 2000, tendo utilizado o seu antigo carro Ford Escort RS1600 (que ganhou em 1968 o Rali dos 1000 Lagos) tendo como seu co-piloto o seu filho mais velho Juha.

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