Moçarria dá a conhecer os campeões de 2022

Depois de Hugo Santos, sagraram-se campeões nacionais de Motocross – Jogos Santa Casa Luís Outeiro, Luís Oliveira, Sandro Lobo, Tomás Santos e Edgar Salustiano de Motocross de 2022, com Leonardo Gaio a ser o líder das MX65 quando falta ainda uma prova na classe por realizar.

(auto.look2010@gmail.com)

Elevadas temperaturas e muita ação… Foi assim que se viveu o derradeiro dia do Campeonato Nacional de Motocross e encontrados os campeões nacionais de 2022, com exceção a Hugo Santos que já tinha assegurado o ceptro na ronda anterior realizada em Águeda.

Com mais de uma centena de pilotos em pista a prova ribatejana teve nas elevadas temperaturas que se fizeram sentir um adversário extra para todos os pilotos, um condimento extra para o dia de todas as decisões no que aos títulos diz respeito.

Com diferenças pontuais muito curtas entre os candidatos aos diversos títulos era quase que obrigatório vencer para “agarrar a coroa” e na Elite foi exatamente o que fez Luís Outeiro. Mesmo sendo o líder do campeonato, o piloto de Alqueidão apostou forte em manter o número 1 na sua moto e levou de vencida a concorrência no final de disputadas 20 voltas aos 1.500 metros da Pista da Carneira.

As primeiras cinco voltas da derradeira corrida do ano foram lideradas por Sandro Peixe, o líder em MX1 antes da prova, mas na sexta passagem era já Luís Outeiro a liderar, ele que recuperou da terceira posição onde esteve nas três primeiras passagens pela linha de meta para assumir o segundo posto por troca com Paulo Alberto durante duas voltas.

Logo de seguida, Luís Outeiro passou Sandro Peixe rumo à vitória e ao título nacional tanto em Elite como em MX1, fechando a corrida com pouco menos de cinco segundos de margem sobre Alberto – que passou Sandro Peixe na oitava volta para fechar o ano em segundo – sendo quarto o espanhol David Beltran, o melhor em MX2 na frente de Luís Oliveira, o quinto na linha de meta.

Luís Outeiro renovou com esta vitória o título nacional, fechando a época com 11 pontos de vantagem sobre Paulo Alberto e 14 para Sandro Peixe. Em MX1, cuja corrida única foi igualmente ganha por Outeiro na frente de Paulo Alberto e Sandro Peixe, o novo campeão nacional terminou com seis pontos de vantagem sobre os seus dois rivais, ambos com a mesma pontuação, sendo o desempate favorável a Alberto por força do maior número de vitórias (oito) ao longo do ano.

No pelotão das MX2 dois segundos lugares foram perfeitos para Luís Oliveira conquistar o ceptro nas MX2, num domingo marcado pelo abandono de Fábio Costa na primeira corrida, o que o deixou fora da corrida para a classe e o fez perder igualmente o primeiro lugar nos Juniores para Sandro Lobo, que com dois terceiros lugares fechou o ano como vice-campeão a apenas seis pontos de Luís Oliveira que ao título absoluto no enduro junta agora o campeonato MX2, 31 anos depois de seu pai ter igualmente conquistado um dos seus muitos títulos no motocross nacional.

Nas 125 Júnior Fábio Costa perdeu o campeonato para Sandro Lobo neste derradeiro confronto, terminando o ano a apenas cinco ponto do campeão nacional. Na corrida Sandro Lobo arrasou a concorrência ao vencer com mais de uma volta de vantagem sobre Martim Maria e Guilherme Esteves.

Nas MX85 foi Tomás Santos quem venceu ambas as corridas para terminar a época invicto e com os pontos máximos no seu palmarés. Gonçalo Cardoso foi o segundo em ambas as corridas na pista ribatejana, terminando o campeonato a 30 pontos de Tomás Santos e com margem idêntica para Bernardo Pinto, o terceiro na contabilidade final de ano.

Edgar Salustiano venceu ambas as corridas nas MX50 e conquistou o título deixando em segundo Iker Gonzalez e Vicente Caeiro em terceiro. Nas MX65 o campeonato será decidido apenas na derradeira prova do ano, a realizar na Madeira, sendo Leonardo Gaio o primeiro na geral depois de dividir vitórias com Duarte Pinto. Ambos seguem para a “Pérola do Atlântico” com curtos oitos pontos de diferença.

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