Mimiläinen: um lugar a troco de fotos em topless

Piloto finlandesa Emma Kimiläinen recordou em entrevista a um podcast finlandês a proposta lamentável feita por uma equipa da Indy Lights.

(auto.look2010@gmail.com)

Muito mudou no mundo do desporto nos últimos anos no que diz respeito à igualdade de género. Ainda que o caminho a percorrer seja muito longo, existem histórias de tempos recentes que hoje em dia nos parecem bizarras. Esta é uma delas. Emma Kimiläinen, piloto finlandesa de 31 anos, recordou a oferta que recebeu há 10 anos para fazer parte de uma equipa que competia no Indy Lights, a categoria de acesso à IndyCar Series, prova realizada nos Estados Unidos da América.

Em entrevista ao podcast finandês Shikaani, Emma Kimiläinen recordou a condição no mínimo lamentável imposta pela equipa, cujo o nome não foi revelado: uma sessão fotográfica em topless: «Estava para ir para a equipa, mas liguei para saber como era o acordo. A resposta foi “Tivemos um desentendimento com o nosso parceiro. O acordo original era que quem fosse contratado tinha de tirar fotos de bikini, mas agora tem de ser em topless”. Fiquei a imaginar que patrocínio era este, até que ficou claro que se tratava de uma revista masculina importante», disse em entrevista ao podcast.

Depois das suas declarações ganharem repercussão na imprensa e nas redes sociais, a piloto finlandesa de 31 anos recorreu ao Twitter para dar mais pormenores em relação à oferta feita, naquela que foi mais uma das várias situações bizarras que encontrou na sua carreira.

«Existiram vários casos bizarros nos meus 28 anos de carreira e um deles foi que me foi oferecido um lugar no “Indy Lights” há 10 anos, mas que tinha de pousar em topless para fotografias numa “revista masculina de qualidade”. Obviamente que recusei a oferta sem dúvidas», disse, antes de comparar os tempos de hoje com a mentalidade da altura.

«Felizmente hoje em dia aquela oferta parece muito absurda e errada mas o mundo era muito diferente há 10 anos em relação aos direitos das mulheres e à igualdade em geral. Nas corridas existiam “grid girls” com roupas curtas e as mulheres eram vistas de forma sexista na indústria», afirmou.

Emma Kimiläinen considera que também no sector masculino existem histórias bizarras porque «onde há muito dinheiro envolvido, também há política». «Essa combinação leva sempre a situações estranhas, para lá do género e do desporto», notou.

Por fim, a finlandesa mostrou-se feliz pelos progressos feitos nos últimos anos, apesar do caminho ainda ser longo: «Tenho a dizer que como mãe de uma rapariga de 7 anos, estou feliz e orgulhoso dos progressos nos direitos das mulheres e na igualdade de gênero no mundo. Há muito a fazer mas estamos na direcção certa».

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