Milhares na invasão à “capital” do Motociclismo

Foi a Gadir dos Fenícios, a Tartesso dos Gregos, a Ossónoba dos Romanos e é, por estes dias e uma vez mais, a “capital” do Motociclismo internacional. Portugal de Lés-a-Lés Já arrancou de Faro rumo a Bragança. Pelo meio duas paragens ara pernoitar: Castelo de Vide e Covilhã.

(auto.look2010@gmail.com)

Faro, famosa pelo seu Moto Clube e pela Concentração Motociclística que este ano comemora 40 anos de vida, acolheu os mais de 2000 motociclistas que, até domingo, participam na 24.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés. Peregrinação mototurística organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal que cumpriu os primeiros 56 do total de 1.216 quilómetros que levará a grande e heterogénea caravana até Bragança, com passagem por Castelo de Vide de Covilhã.

Um Passeio de Abertura que animou sobremaneira um dia que contemplou ainda as verificações técnicas e documentais, entrecortadas por abraços aos amigos que não se viam há mais de um ano e sempre acompanhadas por algo fresco para molhar a garganta. Que o calor, que promete tornar esta edição numa das mais escaldantes de sempre, já começou a fazer sentir-se.

Tempo, porém, para uma passagem tranquila pelo centro histórico farense, com visitas (gratuitas) à Sé e sua altaneira torre, ao Museu Afonso III, ou Museu Marítimo ou ao Museu Regional do Algarve. Com a canícula a servir de motivação para a visita aos espaços museológicos, por força da frescura destes espaços, nada como aproveitar e ficar a conhecer um acervo que conta, de forma ímpar, a história de uma cidade com origens milenares.

Uma pequena tirada que mostrou um Algarve pouco conhecido da maioria, de pomares e laranjais, de noras e estufas, rumo aos vestígios romanos de Milreu. Ruínas de um passado opulento que encantaram pelos painéis de bonitos mosaicos que decoravam as villas construídas vai para dois mil anos.

Bem mais conhecida é a fotogénica costa algarvia, onde abundam praias fabulosas, mesmo se poucas revelam tanto cuidado ambiental quanto a do Ancão. Onde muitos foram os motociclistas que não resistiram ao chamamento do amplo areal e de um mar que ajudou a combater os mais de 35º que se fizeram sentir em boa parte do dia.

Campos de golfe e mais praias, lagoas e até os primeiros quilómetros em caminhos de terra batida foram outras notas de destaque num dia que, saindo da Sé Catedral, terminou na catedral do motociclismo nacional, sede do Moto Clube de Faro. Os sócios acolheram, de forma calorosa, os amigos que, no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, arrancam bem cedo, a partir das 6h30 rumo a Castelo de Vide. Uma verdadeira maratona de 440 quilómetros de extensão, na zona raiana e com direito a duas incursões em território espanhol, que promete ser literalmente escaldante.

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