Miguel Oliveira seduzido com pista de Portimão

Para o piloto português, um dos pontos mais críticos da pista é a travagem para a primeira curva: “Travamos e, de repente, não temos apoio. Sente-se algo no estômago”.

(auto.look2010@gmail.com)

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) considerou esta sexta-feira «uma sensação fantástica» correr em casa «mesmo sem público», depois do primeiro dia de treinos livres do Grande Prémio de Portugal de MotoGP, que se disputa até domingo no Algarve.

Em declarações aos jornalistas através da plataforma Zoom, Miguel Oliveira sublinhou que «é essa sensação que reina em cima da moto». «É uma sensação fantástica. Mesmo sem público, de cada vez que saio para a pista sinto-me motivado para fazer bem. É essa a sensação que reina em cima da moto. Mesmo sem o público, há sempre uma sensação de apoio», disse o piloto português.

O piloto de Almada, que tinha sido o mais rápido na sessão da manhã, melhorou quase 200 milésimos de segundo na sessão da tarde, rodando na sua melhor volta em 1m39,946s, a 529 milésimos do mais rápido do dia, o francês Johann Zarco (Ducati).

«Foi um bom dia. Gostei de todas as voltas. Foi uma boa experiência descobrir Portimão de MotoGP pela primeira vez», reconheceu o piloto de Almada, considerando que um dos pontos mais críticos da pista do Autódromo Internacional do Algarve é a travagem «para a primeira curva».

«Travamos e, de repente, não temos apoio. Sente-se algo no estômago, o que é bom. A última curva é fixe de se fazer, com esta potência. Sou suspeito, mas é das pistas mais divertidas no calendário», comentou o piloto da Tech3, que admitiu já ter «uma ideia» do caminho a seguir no resto do fim-de-semana, até porque a pista, no sábado, «vai melhorar».

O piloto português explicou ainda que os pilotos precisam, neste traçado, «de ter a frente estável». «Precisamos de uma moto estável no geral. Para as travagens é importante uma mota que esteja sob o nosso controlo, mas que permita mover-nos durante a travagem. Em termos de potência não faz muita diferença, porque mesmo na recta maior só rodamos um pouco o acelerador», acrescentou o piloto da Tech3.

Apesar de ter algum conhecimento do traçado algarvio, esta sexta-feira foi a primeira vez em que Miguel Oliveira rodou com uma moto de MotoGP.

«A pista fica mais estreita com a MotoGP, difícil por ter tanta potência e estarmos longe da afinação certa na entrega de potência e controlo de tracção. No geral, é bastante divertida, das mais divertidas do calendário. Mas já sabia que a vantagem de conhecer a pista iria durar pouco tempo», concluiu.

Para este sábado estão previstas mais duas sessões de treinos livres e a qualificação, dividida em duas partes. A primeira (Q1), que reúne os 10 pilotos mais lentos da terceira sessão de treinos livres, e a segunda, com os restantes 10 pilotos mais os dois mais rápidos da Q1. Após 13 corridas realizadas, Miguel Oliveira ocupa a 10.ª posição do campeonato, com 100 pontos.

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