Miguel Oliveira: “Preciso de me divertir domingo”

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) apontou este sábado como positivo qualificar-se «uma fila mais à frente» para o Grande Prémio de Doha, este domingo, do que na primeira prova do Mundial de MotoGP.

(auto.look2010@gmail.com)

Depois de há uma semana ter partido do 15.º lugar para a ronda de abertura do Mundial de motociclismo de velocidade, este sábado, no mesmo circuito de Losail, no Qatar, Miguel Oliveira assegurou a passagem à segunda fase da qualificação (Q2) e o 12.º posto na grelha.

«Fiquei contente por ir à Q2 mas não pudemos tirar muita vantagem disso. Tentámos usar a segunda moto, com uma afinação diferente mas que não era a indicada, pelo que a KTM estava um pouco pior», explicou o piloto de Almada.

Miguel Oliveira explicou que o pneu dianteiro «estava a vibrar, no lado direito, o que é desapontante», até porque teve de «usar esse pneu em toda a Q2». «Nem conseguimos igualar o nosso melhor tempo na qualificação», destacou Miguel Oliveira, admitindo procurar «tirar vantagem» da melhoria face à qualificação anterior «para recuperar mais posições no início da corrida».

Mais uma vez, a principal queixa dos pilotos prende-se com os diferentes comportamentos dos pneus: «Estavam com um desempenho diferente este fim-de-semana. Por alguma razão, tivemos mais pneus pré-aquecidos, tal como os outros pilotos, mas que têm diferentes comportamentos entre eles. Isso não nos permite ir rápido. Hoje, a aderência ainda foi menor do que ontem (na sexta-feira)», sublinhou o piloto da KTM, 13.º no campeonato, com três pontos. Por isso, para a corrida deste domingo espera apenas «chegar ao final e puxar o máximo possível».

A terceira etapa do Mundial vai ser o Grande Prémio de Portugal, em Portimão, em 18 de Abril, quando os pneus disponíveis para os pilotos serão semelhantes aos usados no Qatar. Algo que, para já, não preocupa o piloto luso.

«Estes pneus estão a funcionar em tempos e temperaturas tão específicas. Talvez cheguemos a Portimão e funcione. Temos de arranjar forma de conseguir ser rápidos com os compostos mais macios. Após nove dias, é cansativo pensar tanto nisto. É frustrante», desabafou.

A chegada do campeonato à Europa coincide com uma uniformização dos horários de treinos e corrida, a meio do dia e não à noite, como acontece no deserto do Qatar, onde está instalado o circuito de Losail. Uma diferença que Miguel Oliveira espera que possa ajudar a ultrapassar as dificuldades em tirar melhor partido dos pneus.

«Espero que se resolva. Mas não é um problema, porque temos uma grelha muito competitiva. Os pilotos que estavam em Q1 não são propriamente uns toscos. Mas espero que, na Europa, os pneus se possam adaptar mais à nossa mota e à nossa pilotagem», sustentou o português.

Em jeito de desabafo, Miguel Oliveira vincou: «Preciso mesmo de me divertir este domingo». Este sábado, o piloto português garantiu o 12.º lugar na grelha de partida para o GP de Doha, segunda prova do Mundial de MotoGP, que se disputa domingo no circuito de Losail, no Qatar. O espanhol Jorge Martin (Ducati) garantiu a primeira “pole position” da sua carreira na categoria rainha, em ano de estreia.

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