Miguel Oliveira mantém-se na francesa Tech3

O piloto de Almada mantém-se na equipa francesa Tech3, Brad Binder promovido à formação oficial, a KTM Factory, e o espanhol de 19 anos, Iker Lecuona, será colega de equipa do português na próxima época.

(auto.look2010@gmail.com)

O espanhol Iker Lecuona, de 19 anos, será o companheiro de equipa do português Miguel Oliveira na próxima temporada, anunciou esta quinta-feira a KTM. A marca austríaca confirmou também que o piloto de Almada se manterá na equipa francesa Tech3, promovendo o sul-africano Brad Binder à formação oficial, a KTM Factory.

Brad Binder compete, actualmente, em Moto2 e saltará directamente para a equipa oficial, ao lado do espanhol Pol Espargaró. Já Iker Lecuona também compete em Moto2 e estava previsto que aí continuasse por mais uma temporada. Contudo, a saída do francês Johann Zarco precipitou a dança de cadeiras dentro da marca austríaca.

«Decidimos deixar que os rapazes novos, cheios de vontade e com alguma experiência noutras categorias nos mostrassem o que conseguem fazer em MotoGP», disse o alemão Pit Beirer, director-geral da KTM.

«O Iker vem para a Tech3 e estamos super confiantes que o (francês) Hervé (Poncharal) e a sua equipa vão conseguir ajudar a crescer um estreante, como fizeram este ano com o Miguel. Sabemos que estamos a dar bons passos com o nosso projecto de MotoGP e, tendo agora a próxima época definida, podemos começar a escrever um novo capítulo», concluiu Pit Beirer.

Já o patrão da Tech3, Hervé Poncharal, acredita que esta «era a melhor formação» possível. Recorde-se que o actual patrão de Miguel Oliveira tinha insistido anteriormente com a KTM no sentido de manter o piloto português na equipa satélite da marca austríaca.

Perante este cenário, Miguel Oliveira não entende lá muito vem esta “operação” da “dança de lugares”: «Se fosse o Mika (Kallio), estaria tudo bem para mim, porque construí uma relação muito boa com a equipa (Tech 3) e não faria sentido a mudança. Mas escolher um “rookie” e um tipo com a mesma idade que eu faz-me sentir que não sou bom o suficiente para cá estar. Mas é a decisão deles, respeito-a e não mudará nada no meu foco em estar cá e dar o melhor», comentou o piloto ao “Motorsport”.

«Se olharem para o panorama geral, faz sentido para eles… mas é mesmo só para eles. Em relação a mim, não sei. Tenho de ver o que o futuro me reserva. O meu comprometimento está totalmente aqui e isso vai continuar. Mas quanto ao futuro a longo prazo, não tenho qualquer ideia», acrescentou.

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