Miguel Oliveira: “Gostava de ser mais louco”

Instado também a apontar os seus pontos fortes, o piloto de Almada revelou ter uma condução «muito suave».

(auto.look2010@gmail.com)

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) admitiu hoje que «gostava de ser mais louco» e «menos consciente» em cima da moto durante as corridas do Mundial de MotoGP, à margem do GP da Catalunha da especialidade. O piloto luso falava aos jornalistas depois de um dia de treinos livres em que se cotou como o 17.º mais rápido, a 1,239 segundos do italiano Franco Morbidelli (Yamaha), que terminou o dia com o melhor tempo das duas sessões disputadas.

Instado a apontar os seus pontos fortes, revelou ter uma condução «muito suave». «Nas boxes dou muita informação, mesmo quando as coisas não correm bem. Dou sempre alguma resposta e não me vou simplesmente embora», anotou. Por outro lado, há um aspecto que gostaria de melhorar.

«Ser um pouco mais louco e menos consciente», disse, apesar de saber que aquilo que os pilotos fazem todos os dias em cima da moto já é bastante» loucura. O piloto da KTM garantiu que, para este sábado, «como sempre, o objectivo é ir directo para a Q2 (segunda fase da qualificação) e ficar nos 10 primeiros na FP3 (terceira sessão de treinos livres)».

O principal problema sentido pelo piloto português foi a falta de tracção da sua moto, sobretudo na roda da frente. As temperaturas mais baixas que se registam na Catalunha face ao calendário habitual da prova de Barcelona (Junho) têm dificultado a vida ao piloto de Almada.

«Inevitavelmente, a sensação é a de começar do zero. Já há muito tempo que não vínhamos aqui (ao circuito de Barcelona) e da última vez que estivemos cá foi numa situação diferente. A equipa que se adaptar mais depressa às condições é a que vai andar melhor», disse Miguel Oliveira.

O piloto de 25 anos explicou ainda que as motos «com motor em linha necessitam de um pneu mais macio à frente devido à maior velocidade em curva» e à facilidade de inserção da mota nas viragens. Mas, no caso das KTM, que tem uma arquitectura de motor com quatro cilindros em V, é preciso «mais estabilidade», que só é conferida «pelos pneus mais duros», até porque, no traçado catalão, é com o «lado esquerdo do pneu» que há mais dificuldade em conseguir a temperatura ideal de funcionamento.

«Se temperatura de pista for acima dos 30º, o pneu médio é muito melhor», garantiu Miguel Oliveira, sublinhando ainda que «foi muito duro fazer tudo trabalhar de forma correcta». «Temos de analisar a informação e encontrar o melhor compromisso para conseguir tracção”, apontou.

O GP da Catalunha de MotoGP será a oitava prova da temporada. Actualmente, o piloto luso é o oitavo classificado, com 59 pontos.

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