Miguel Oliveira ficou limitado pelo mostrador

O português Miguel Oliveira revelou hoje ter ficado limitado com uma avaria no mostrador de informação da KTM durante o Grande Prémio de Doha, no Qatar, na segunda prova do Mundial de MotoGP em que terminou em 15.º.

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O piloto natural de Almada explicou que, pouco depois do início da prova, «o mostrador ficou negro» e deixou de ter acesso a informações «como os mapas de motor, a temperatura dos pneus ou o momento de trocar de velocidades».

Na conferência de imprensa após a corrida, Miguel Oliveira explicou que, sem essa informação, «foi difícil fazer a corrida apenas com sensações» e «tornou-se um problema tirar o máximo partido da moto». «Descobri que estava num mapa de poupança de combustível, que tornava a moto mais lenta, e tornou-se muito difícil de seguir o Brad Binder ou alguém. Não sabia que estava com esse mapa», revelou o almadense.

Miguel Oliveira acrescentou que, devido a essa avaria, «tornou-se uma corrida muito solitária», em que falhou «as mudanças muitas vezes». «Os limitadores da moto são electrónicos. Não é como nas outras motos em que sentimos fisicamente os limites. Numa pista como esta é super-importante ter as luzes de mudança de velocidade. Quando se atinge o limite das rotações, não sabemos. Se trocarmos dois décimos de segundo mais tarde, a moto esteve no limite esse tempo e isso acaba por fazer perder velocidade», completou.

O piloto da KTM até começou bem a corrida, saltando do 12.º posto da grelha de partida para terceiro no início da primeira curva logo no arranque, que considerou ter sido «a coisa mais positiva do dia, sendo um arranque semelhante ao que temos praticado».

«Dos 0 aos 200 km/h foi num tempo semelhante ao que faço nos treinos. A minha reacção às luzes foi boa. Mantive-me focado porque o Brad (Binder) mexeu-se antes de as luzes se apagarem, o que nestas ocasiões faz-nos saltar a partida, mas consegui manter a concentração e foi um bom arranque. Às vezes corre bem porque quando se põe a potência no chão os outros pilotos mexem-se e não sabemos para onde ir. Foi a coisa mais positiva do dia de hoje», sublinhou.

O piloto luso espera, agora, recuperar no Grande Prémio 888 de Portugal, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, próxima prova do campeonato, a 18 de Abril.

«Queremos remediar este resultado. Não começamos do zero. Temos uma boa moto de base. Os pneus serão mais macios do que no ano passado mas é algo que temos de ultrapassar e fazer o melhor que conseguirmos», rematou. Após duas provas realizadas, Miguel Oliveira ocupa a 14.ª posição do campeonato, com quatro pontos, a 36 do líder, o francês Johann Zarco (Ducati).

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