Miguel Oliveira em 7.º nos testes em Espanha

O piloto português terminou hoje na sétima posição o dia de testes realizado em Jerez de la Frontera, um dia depois de ter sido 11.º no Grande Prémio de Espanha.

(auto.look2010@gmail.com)

Miguel Oliveira (KTM) cumpriu 72 voltas ao traçado andaluz ao longo do dia, realizando a sua melhor volta em 1m37,508s, a apenas dois milésimos de segundos do sexto, que foi o espanhol Pol Espargaró (Honda) e a 0,629s do mais rápido, o também anfitrião Maverick Viñales (Yamaha).

O melhor tempo do piloto da Yamaha foi de 1m36,879s, que tinha dado apenas para o quarto lugar da sessão de qualificação do fim-de-semana. Quanto a Miguel Oliveira, conseguiu hoje fazer um tempo melhor do que qualquer um que fez ao longo de todo o fim-de-semana do GP de Espanha, a quarta prova da temporada.

«Foi um dia bom. Não tivemos um programa muito intenso, mas aproveitámos para tentar diferentes soluções em termos de “set up” da moto, testámos o pneu macio à frente e um médio atrás. Tivemos muitas voltas boas e uma conclusão positiva», explicou o piloto português, em declarações aos jornalistas.

Miguel Oliveira disse ainda que o foco do trabalho de hoje era uma melhor adaptação ao pneu macio da frente, pelo que não esteve concentrado ainda na próxima prova, o Grande Prémio de França, que se realiza em 16 de Maio.

«Só tentámos uma melhor compreensão para perceber onde poderíamos ter sido mais rápidos ontem (domingo) e com os pneus. Para Le Mans, é difícil de preparar numa pista tão diferente, com pneus diferentes. Por isso, não fizemos muita coisa para Le Mans», frisou.

O almadense explicou que precisava de ter «um melhor “feeling” com o pneu dianteiro». «Temos tentado pneus macios desde que soubemos que teríamos de os usar em várias corridas. Foi o que fizemos, bem como tentar não perder o que a mota tem de bom apesar das modificações que fomos fazendo na afinação ao longo do dia», acrescentou.

Apesar de hoje a pista ter melhores condições de aderência, devido à borracha acumulada ao longo das corridas de domingo, nem todos conseguiram melhorar os seus tempos, ao contrário do piloto português.

«A borracha é algo que temos em consideração. Sabemos que à segunda-feira o nível de aderência é melhor. Mas, é igual para todos e é um bom termo de comparação», apontou. O piloto português explicou ainda que «em MotoGP, uma das coisas cruciais é o controlo de travagem», que ganha especial destaque numa moto com a estrutura da KTM.

«Actualmente, fazemos tudo com a roda dianteira, temos muito peso à frente. Basicamente, temos de distribuir de forma diferente o peso na moto para tirarmos melhor partido destes pneus», concluiu Miguel Oliveira.

Já o alemão Mike Leitner, director desportivo da KTM, mostrou-se satisfeito com o trabalho realizado: «Era um teste realmente importante para nós. Tínhamos uma agenda preenchida e muitas ideias para aplicar. Tivemos um extenso menu de componentes para o chassis e trabalhámos muito na electrónica e na suspensão. Penso que fizemos um bom trabalho», frisou.

Após quatro provas disputadas, o piloto luso é 17.º classificado, com nove pontos.

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